Sobre a Congregação Cristã na Itália

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Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Tião em Ter Ago 28, 2012 9:23 am

Irmão Ednelson A Paz de Deus.

O irmão esteve recentemente na Itália, então deve saber de alguma coisa (ou qualquer outro irmão do fórum pode responder):

A Congregação Cristã na Itália, que sempre foi ligada ao Brás, por acaso se separou do Brás? Lí em alguns sites que aconteceu alguma separação, parecido com o ocorrido em Jandira e no Pará, isso é verdade? Se for, por quê aconteceu?

Tião

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Ter Ago 28, 2012 11:56 am

Saudações cristãs,

Irmão Tião e demais irmãos...




A questão é deveras oportuna e por essa mesma razão requer algumas observações prévias.

A "Congregazione Cristiana in Itália" apresenta-se como uma diminuta fração sendo em sua maioria composta por egressos oriundos de segmentos diversos como a "Assemblea di Dio in Itália" ("ADI"), "Congregazione Cristiana Pentecostale" (Giacomo Lombardi), entre outros. Aliás, o protestantismo italiano é - do extremo norte à Sicilia - inexpressivo.

Ainda não havia estado em Roma (capital), e apesar de perambular por toda a sua extensão, pouquíssimas referências há a qualquer agremiação ou vertente alheias ao Catolicismo Romano. Ironicamente, no entanto, a "Chiesa Valdese" central (pós-reforma) encontra-se relativamente próxima aos limites com o Estado Vaticano (Piazza Cavour) - também dispondo de uma unidade secundária (região da Piazza Venezia).

Às margens do Rio Tibre (e visível à partir da Colina Vaticana) há uma sinogoga de relevantes proporções. No mais, apenas monumentais extensões daquilo que habitualmente classifico como "A Obra de Constantino"...

O núcleo da Congregazione Cristiana em Roma é de caráter periférico/suburbano, embora de fácil acesso (há alguns passos da Estação Monti Tiburtini). Tendo à sua dianteira - como representante oficialmente designado pelo Corpo Ministerial Central (Brás) - Ancião Daniel Rosatela, constiuem não mais que uma dezena de membros e sem maiores perspectivas evangelistico-expansionistas. Indagando a um vizinho, obtive um relato emblemático:


"Eles são um grupo. Aparecem de vez em quando. cantam, fazem a 'missa' e vão embora. Não tenho contato com eles".


A postura exclusivo-hermética é, portanto, idêntica àquela verificada em território brasileiro.



Congregazione Cristiana in Italia e investidas apóstatas (Sicilia)


Atendo-se à questão proposta (rupturas, dissidências), de fato, a tríade Samuel Trevisan, João Marcos e Otoniel Ribeiro tem estendido sua cruzada separatista à Península Itálica, obtendo, contudo, um isolado êxito: SICILIA (conforme circular regionalmente expedida). Doravante - tal qual sucede no Brasil - a ala desertora passa a designar-se juridicamente como "Congregazione Cristiana - Ministerio della Sicilia". Ressaltando-se ainda que em conformidade com o Estatuto em vigor, o parco patrimônio material local permanece sob a anterior tutela (Congregazione Cristiana in Italia / Congregação Cristã no Brasil).

O ocorrido na Sicilia indiretamente contribuiu para uma maior mobilização por parte das demais "circunscrições" da Congregazione Cristiana in Italia, promovendo-se um maior intercâmbio entre as mesmas, de modo a estreitar seus laços de unidade e/ou concepção identitária comum (segundo informantes de Pescara).

Quanto ao procedimento ou posição aplicados pelo Corpo Ministerial Central (Brás), reitera-se a "regra áurea":


"Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o..." (Tito 3:15)


Pautando-se nesse regular princípio, nossos Anciãos "primazes" consideram que a insubordinação e posterior apostasia constituem - por si sós - um indício de irreversível incompatibilidade, razão pela qual o desertor (após as admoestações previstas) é relegado à margem.

Outrossim, a "junta" propriamente "deliberativa" (cerca de 40 Anciãos) julga que o momento atual - mais que adverso - é providencial, vindo a "por a pá à eira" (Mateus 3:12)... Ainda que uma terça parte abandone sua milícia, o remanescente mantém-se fiel - dizem...




(Obs.: assim que possível publico as fotos).



Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Sergio Teixeira em Ter Ago 28, 2012 7:50 pm

Pautando-se nesse regular princípio, nossos Anciãos "primazes" consideram que a insubordinação e posterior apostasia constituem - por si sós - um indício de irreversível incompatibilidade, razão pela qual o desertor (após as admoestações previstas) é relegado à margem.

Outrossim, a "junta" propriamente "deliberativa" (cerca de 40 Anciãos) julga que o momento atual - mais que adverso - é providencial, vindo a "por a pá à eira" (Mateus 3:12)... Ainda que uma terça parte abandone sua milícia, o remanescente mantém-se fiel - dizem...

Resta definir melhor, face à doutrina tradicional e ao Estatuto, os conceitos de "insubordinação", "apostasia", "deserção", "margem", "remanescente" e "fiel".
Não me parece prudente lançar essa nomenclatura como que ao vento.
Se pesarmos cada uma dessa palavras constataremos à luz da Bíblia que está havendo um certo exagero, uma certa distorção, uma certa distração, uma certa falta de responsabilidade cristã.
E olha que eu sou primariamente a favor de nossos anciães primazes...
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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Tião em Qua Ago 29, 2012 7:47 am

Pelo menos é uma parcela mínima, algo quase insignificante que se separaram segundo o irmão Ednelson, diferente do que afirma um site oposicionista que diz que a Obra de Deus na Itália não está mais ligada ao brás mas sim a Jandira. Os administradores deste site oposicionista procuram sempre denegrir a imagem do ministério da CCB e enaltecem a CCMJ, e mesmo assim se dizem pertencentes à CCB.

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qua Ago 29, 2012 5:24 pm


Saudações cristãs,

Irmão Tião...




Daí a necessidade de nos atermos à fontes realmente fidedignas ou minimamente "neutras".

Em períodos de acirrada turbulência, a manipulação informativa torna-se praxe, conduzindo a opinião pública em conformidade com sua particular conveniência e interesses. Nesse aspecto, estejamos atentos a tudo quanto se propaga ou alardeia, seja por via oral ou documental. O equívoco em voga se deve, sobretudo, a uma carta já em circulação (redigida em idioma italiano e sob chancela oficial - Sicilia), contudo, parcialmente alterada em seu original teor (disponho de uma cópia).

Ainda ontem estive em contato com um de nossos irmãos residentes em Milão (Milano). Ao que consta, em toda a Lombardia nada se comenta sobre qualquer sobressalto local, ignorando-se ainda o ocorrido na região da Sicilia. Sequer em Belvedere Marittimo / Calabria (Corpo Ministerial Central) estando mais próxima ao sul da Península tem-se constatado uma sensível repercussão...

De qualquer modo, sabe-se que Samuel Trevisan e seus dois leais escudeiros tem percorrido toda a Itália com o exclusivo escopo de se arregimentar novos correligionários.

Mas, supondo-se que o "levante" obtivesse uma adesão generalizada ou unânime, estaríamos nos deparando com algo inusitado? Não... Reportemo-nos ao fato de que a "Congregazione Cristiana Pentecostale" (Giácomo Lombardi) atuou como nossa legítima representante ou co-irmã em terras italianas até sua anatematização (vide alusão: "Pregadores estranhos a Fé" - 1961).

Aliás, conforme já mencionado, a posterior instalação da "Congregazione Cristiana in Italia" caracteriza-se como um produto tardio e em sua maioria composta por indivíduos oriundos de vertentes outras.

Não seria, portanto, absurdo supor que de uma possível desintegração, a Obra viesse a se reconstituir... e com revigorado ardor. Na presente conjuntura tudo são possibilidades.

Destaque-se ainda, que semelhante conjectura pode fazer-se aplicável ao contexto brasileiro: do aparente caos, podemos adquirir não apenas uma maior experiência no âmbito institucional-administrativo, mas uma retomada de rédeas.



"Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos."

(I Corintios 14:33)



(Oremos)




Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Sergio Teixeira em Qua Ago 29, 2012 10:55 pm

Vendo por todos os lados, todos estarão parcialmente certos em suas narrativas.
Já que o movimento evangélico-protestante na Itália pode ser considerado pífio, qualquer pequeno número pode ser grandemente representativo.
Dou como exemplo Caim, que cometeu um só homicídio, o qual entretanto teria representado exatos 25% de toda a população da terra.
Ou seja, o mesmo número pode parecer "pequeno" e ao mesmo tempo "grande", dependendo unicamente do ponto de observação.
Há de se lamentar todavia o espírito de dissidência que ainda paira por aí.
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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  BadMix em Seg Set 03, 2012 7:47 am

Sergio Teixeira escreveu:
(...)
Há de se lamentar todavia o espírito de dissidência que ainda paira por aí.

O caro irmão Sérgio quase que fazia a pergunta que eu gostava de ver aqui exposta:
Porque motivo, de uma só vez, esta debandada da original Congregação Cristã, não só no Brasil mas também noutros países por esse mundo fora?

É que eu acho que toda a gente anda a evitar, não tanto fazer esta pergunta, mas pior, respondê-la.

Quanto ao nomear todos os que se colocam fora da CC por esse mundo fora de "apóstatas" e "hereges", bem, só tenho algo a dizer: Que conveniente...

Já diz o mui velho ditado: "podemos enganar alguns muito tempo, ou muitos por pouco tempo, mas não conseguimos enganar muitos por muito tempo"
Esta letargia/conformidade com o que rodeia o nosso presente há-de voltar-se contra nós para nos cuspir na cara, é só esperar para ver.

Abraço e saudações,
Vitor

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Sergio Teixeira em Seg Set 03, 2012 11:17 am

Irmão Vitor, a verdade é clara: As vaidades andam à solta por aí, e o inimigo de nossas almas faz por onde nos revestir da ilusão da razão, fazendo-nos crer que "os outros" são vaidosos, mas nós não.
A esse respeito nosso Mestre nos alertou ao assim afirmar em Mateus 7:1-5:

1 Não julgueis, para que não sejais julgados.
2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu?
5 Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

(Leia-se também Lucas 6:41-42, que diz "... e então verás bem para tirar a trave que está no olho de teu irmão")
Vencer a luta é difícil, mas tem de ser feito.

O inimigo de nossas almas ataca em ambas as partes de uma questão.
Sua função é derrubar, confundir, mentir, dissimular, levar cada um de nós à perdição.
Não mais à dissolução de nossos valores ético-sociais, mas a perdermos a condição para a própria salvação.
Lutamos hoje em dia contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais ou seja, no lar, na família, na igreja, em nossos pensamentos e em nossos corações.
E não tenha dúvida que ele vai derrubar todos os desatentos, bem como distrair aqueles que tem um pouquinho de atenção.
Levará a vaidade aos corações, para que tal vaidade mate a própria alma.
Vencer a luta é difícil, mas tem de ser feito.

Deixemos que outros se engalfinhem em suas vaidades. Cuidemos de nós, de nossas almas, com o necessário temor e constantes súplicas ao Deus todo-poderoso.
Lembremo-nos do Salmo 91 onde diz que Mil cairão ao nosso lado, e dez mil à nossa direita, mas que nós não seremos atingidos. Bem, pode ser que a flecha, a lança, ou o projétil não nos atinjam em cheio, mas corremos o risco de ficarmos salpicados de sangue.
Contudo, não desfaleçamos na Fé.
Vencer a luta é difícil, mas tem de ser feito.

Que Deus nos abençoe a todos.
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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Ter Set 04, 2012 12:29 pm

A Paz de DEUS esteja sempre em nossos corações e de nossas famílias.

Alguns comentários:

1. Acho que "debandada" é a saída de uma alta porcentagem de elementos de um grupo.
É uma palavra que relaciona os "saídos" ao total dos que existiam anteriormente.
Não é bem o caso do que aconteceu na Congregação.

2. O motivo de alguns terem saído de nossa Igreja, acho que seja porque em seu íntimo têm a necessidade de liderar e, não conseguindo, formaram grupos de pessoas as quais possam dominar, ou talvez seja melhor dizer: pessoas sobre as quais possam ter ascendência de algum tipo.

3. Realmente num sentido amplo não podemos chamar os "saídos" de hereges ou apóstatas.
Mas num sentido mais restrito podemos sim.
Mas não acho bacana se referir assim a ninguém. Pra quê? Só para ter o prazer de ofender?

4. Reafirmo o que já tenho dito em outros tópicos: embora espiritualmente fraco e desobediente, amo a DEUS (3 PESSOAS) e amo nossa Igreja, a Congregração Cristã no Brasil. Igreja certa, séria, honesta e bondosa, caridosa, guiada por nosso DEUS.

DEUS nos abençoe a todos nós (e aos "saídos" também) e às famílias.
Luiz Flavio.

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Sergio Teixeira em Ter Set 04, 2012 5:30 pm

Já que os "saídos" assim procedem para pregar lá fora a mesma doutrina da CCB (mesmo que com alguma modificação "cosmética" daqui e dali), torna-se claríssmo que o problema não é doutrinário, e sim de "mando".
Pode ser, contudo, que seja essa a sua missão.
Nesse caso, faço também minhas as palavras de Gamaliel, ao advertir sobre a possibilidade de estarmos nós mesmos, ao combatê-los, indo contra a vontade de Deus.
Portanto, que Deus os abençoe e lhes dê o respectivo galardão.
Apenas que agora seguimos trilhas diferentes, esperando que "nossa" trilha (que é por onde seguiremos até o final) chegue ao destino certo.

Acho que no final de contas "os saídos" também têm essa mesma expectativa.
Não devemos seguir a "Antônio" ou a "João" ou a "Francisco", mas somente ao Mestre e Senhor Jesus, o Cristo, nosso salvador e único intercessor, que nos aproximou do Pai a quem devemos toda a honra, glória e louvor para sempre.
Amém.
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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Qua Set 05, 2012 6:35 am

A Paz de DEUS seja conosco.

Para mim é isso mesmo: uma questão de mando.
E os (líderes) dissidentes devem levar uma vida bem infeliz, pela confusão que aprontaram.
Provavelmente uma vida em que tem de vivê-la se justificando, criticando a Congregação Cristã no Brasil, provavelmente a odiando.
Infelicidade!

Não temos de combater ninguém.
O único alvo de nosso combate é o inimigo das almas.
O que vem para matar, roubar e destruir.

De qualquer modo, é uma pena que essas coisas aconteçam.

DEUS nos abençoe, nos proteja, nos guarde de todo mal.
Liz Flavio.

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  BadMix em Qua Set 05, 2012 11:20 am

Luiz Flavio N. Facci escreveu:(...)
E os (líderes) dissidentes devem levar uma vida bem infeliz, pela confusão que aprontaram.
(...)

Se alguém hoje mesmo na minha comum anunciar que vai abrir uma Igreja fora do perímetro Congregacional-Cristã eu apenas perguntarei: É uma Igreja Cristã? O ênfase é na vida e obra de Jesus, e no espalhar do Evangelho?

Se sim, graças a Deus, o que faz falta é muitos a louvar a Jesus e a honrar o Seu nome, tudo o resto é poeira para os nossos olhos e ruído para os nossos ouvidos. Aqui, ali, com calças ou saias, cabelo aparado ou curto, o que interessa é que o nome de Jesus e a Sua obra sejam anunciados ao mundo.

Já aqui confessei em tempos este receio; tenhamos atenção e meditemos bem fundo do nosso coração, se esta postura ultra-defensiva da "honra" da Congregação Cristã não é mais do que idolatria disfarçada. Fica o desabafo, cada qual use-o como achar próprio.

Saudações,
Vitor

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Qua Set 05, 2012 4:56 pm

A Paz de DEUS seja sempre em nossos corações.
Cada um tem o direito a seus pensamentos, a suas opiniões, a suas próprias atitudes.
Isso é indiscutível.
Baseado nisso, como eu aqui também faço parte desse "cada um", vou dizer como penso.

Abaixo, o Irmão Vitor em letra normal e eu em vermelho.

Se alguém hoje mesmo na minha comum anunciar que vai abrir uma Igreja fora do perímetro Congregacional-Cristã eu apenas perguntarei: É uma Igreja Cristã? O ênfase é na vida e obra de Jesus, e no espalhar do Evangelho?
E eu perguntaria: "Por que tu vais abrir outra Igreja? Não é melhor ajuntares que espalhares? Não é melhor somares que dividires? A divisão enfraquece, até sua completa destruição (sob a permissão de DEUS)"

Se sim, graças a Deus, o que faz falta é muitos a louvar a Jesus e a honrar o Seu nome, tudo o resto é poeira para os nossos olhos e ruído para os nossos ouvidos. Aqui, ali, com calças ou saias, cabelo aparado ou curto, o que interessa é que o nome de Jesus e a Sua obra sejam anunciados ao mundo.
Diria ainda a ele: "Não precisas fundar nova Igreja para louvares ao SENHOR e honrares o Seu nome.
Se a Congregação Cristã aconselha calças para homens e saias para mulheres, qual a razão de não quereres obedecer ao ensinamento? Mas todos nós somos sujeitos a desobediências. Então desobedece, mas assume como desobediência pessoal, sem quereres te justificar, procurando erros no ensinamento."

Diria mais ainda: "A Palavra de DEUS diz que para a mulher lhe é honroso o cabelo crescido. Obedece, e assim ensina a teus Irmãos próximos. Mas, se por qualquer razão, tu desobedeces, assume como desobediência, mas não desdigas a Palavra de DEUS.


Já aqui confessei em tempos este receio; tenhamos atenção e meditemos bem fundo do nosso coração, se esta postura ultra-defensiva da "honra" da Congregação Cristã não é mais do que idolatria disfarçada.
Qualquer postura ultradefensiva de alguma coisa, sem misericórdia nem justiça, realmente é um enorme erro.
Mas se houver misericórdia e justiça, é zelo.


DEUS nos abençoe a todos.
Luiz Flavio.


Última edição por Luiz Flavio N. Facci em Qui Set 06, 2012 6:03 am, editado 1 vez(es) (Razão : Coloquei em vermelho meus dois últimos parágrafos, que estavam em preto.)

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  BadMix em Qui Set 06, 2012 5:55 am

Caro irmão, com todo o amor e respeito que tenho por si, eis a minha resposta:

O irmão querido releia a sua resposta. Nela o irmão literalmente coloca o nome da Congregação Cristã acima do nome de Jesus. Isso tem um nome, é idolatria.

O irmão pergunta "porque fundar nova Igreja?", eu pergunto de volta, "porque não?". Se o intuito é louvar a Jesus e exaltar a Sua obra já completa na cruz do calvário, porque não fazê-lo?

Eu sei que no Brasil, usa-se primariamente a propagação das doutrinas sob forma de Denominações, ou seja, a CC e restantes irmãs Pentecostais clássicas avançam no "campo" abrindo suas próprias Igrejas. Mas, por exemplo, nos Estados Unidos as Igrejas são "fechadas", não existe tanto essa forma de a "Congregação do Amor de Deus" abrir 20 ou 200 casas de oração, mas funciona mais do género, a "Igreja de Cristo" abre aqui, a "Felizes em Deus" abre ao fim da rua, a "Graça Divina" abre dois quarteirões acima, etc, etc. Percebe o que estou a tentar dizer? Irmão, nós não podemos ver aqueles que professam a Cristo como seu salvador, ainda que em Igrejas diferentes, como inimigos.

Podemos ter, e até temos, infelizmente, pequenas ou grandes divisões no teor da doutrina, ou até na liturgia dos cultos, mas se uma Igreja, seja ela qual for, professar a fé em Jesus que, sendo Deus feito carne, nascido de uma virgem, viveu sem pecado e morreu na cruz para expiar a nossa culpa e nos justificar perante Deus (ou seja, o Evangelho da Graça sem falsos ensinamentos), esses são nossos irmãos na fé ainda que não cultuem a Deus na mesma igreja que nós.

Sabe irmão, eu não tenho problema em uma igreja ter um costume que indica que os Homens devem vestir calças e as mulheres saias, mas tenho uma bíblia inteira contra o facto de isso deixar de ser costume para ser doutrina, e, em alguns casos de pessoas menos esclarecidas, se tornar ponto de divisão entre se ser considerado ou não Irmão junto dos demais.

Jesus + alguma coisa = nada
Jesus + nada = tudo

Infelizmente, na CC, prega-se muito o "Jesus + alguma coisa" e isso vê-se na forma como nos apresentamos perante o mundo. O nosso maior pecado é o da presunção, porque fazemos uma série de coisas (cabelos, vestimentas, etc) que nos disseram ser imprescindíveis, e com isso achamos que temos mais favor perante Deus, quando o que nos foi deixado por verdade única (na Bíblia, claro) é que nós somos justos perante Deus pela crença no Senhor Jesus, que já fez tudo o que havia a fazer, nada mais.

Uma vez mais repito, esta resposta foi escrita como todo o amor e respeito que tenho pelo querido irmão Luis Flávio, e nunca para o confrontar ou amedrontar.

Deus a todos abençoe,
Vitor

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Qui Set 06, 2012 8:12 am

A Paz de DEUS seja sempre em nossos corações e de nossas famílias.
(Editei o post anterior, colocando em vermelho minhas palavras finais, que estavam em preto./[i]

BadMix escreveu:[i](... em preto, com resposta do Luiz Flavio em vermelho.)

Caro irmão, com todo o amor e respeito que tenho por si, eis a minha resposta:
Que DEUS continue te abençoando por isso. Os sentimentos são recíprocos.

O irmão querido releia a sua resposta. Nela o irmão literalmente coloca o nome da Congregação Cristã acima do nome de Jesus.
Onde, querido Irmão em CRISTO, fiz isso? Procurei essa parte e não encontrei.

Isso tem um nome, é idolatria.
Isso não existe em mim e tenho certeza de que em nenhum Irmão deste forum.
Bem, mas antes de continuar, no assunto deste parágrafo, preciso saber onde coloquei liiteralmente o nome da Congregação acima do nome de JESUS CRISTO.


O irmão pergunta "porque fundar nova Igreja?", eu pergunto de volta, "porque não?". Se o intuito é louvar a Jesus e exaltar a Sua obra já completa na cruz do calvário, porque não fazê-lo?
Porque, também espiritualmente, a união faz a força; porque devemos somar, e não dividir.

Eu sei que no Brasil, usa-se primariamente a propagação das doutrinas sob forma de Denominações, ou seja, a CC e restantes irmãs Pentecostais clássicas avançam no "campo" abrindo suas próprias Igrejas. Mas, por exemplo, nos Estados Unidos as Igrejas são "fechadas", não existe tanto essa forma de a "Congregação do Amor de Deus" abrir 20 ou 200 casas de oração, mas funciona mais do género, a "Igreja de Cristo" abre aqui, a "Felizes em Deus" abre ao fim da rua, a "Graça Divina" abre dois quarteirões acima, etc, etc. Percebe o que estou a tentar dizer? Irmão, nós não podemos ver aqueles que professam a Cristo como seu salvador, ainda que em Igrejas diferentes, como inimigos.
Certíssimo, Irmão Vitor! O meu desejo é que todos, sem exceção, compreendam isso e ponham em prática.
Poderás ver em meus posts em outros tópicos, que penso exatamente igual a ti.
E tenho até insistido nesse pensamento...
Quanto a outras Igrejas, há outras, sim. Que as haja.

Mas não estamos conversando sobre outras Igrejas. Estamos conversando sobre dissensões, dissidências e cisões na nossa Igreja, a Congregação Cristã no Brasil, não é?
Dissensões não agradam a nosso DEUS, assim penso.
Dissidências, muito menos.

Esse tipo de coisa, essa separação, não poderia acontecer nunca por motivos banais (calça, cabelo, por exemplo que o caro Irmão citou). Teria de acontecer por erros doutrinários, e erros doutrinários não há na nossa Igreja.

E outra coisa: os dissidentes, para se justificarem em sua rebeldia, se dão ao trabalho de "jogar lama" na bendita e maravilhosa Congregação Cristã. Tu achas que os que fazem isso são cristãos? E quem não são cristãos somos nós, que defendemos (se for preciso) a nossa Igreja? Ainda mais que essa defesa se faz com amor e justiça por todos?


Podemos ter, e até temos, infelizmente, pequenas ou grandes divisões no teor da doutrina, ou até na liturgia dos cultos, mas se uma Igreja, seja ela qual for, professar a fé em Jesus que, sendo Deus feito carne, nascido de uma virgem, viveu sem pecado e morreu na cruz para expiar a nossa culpa e nos justificar perante Deus (ou seja, o Evangelho da Graça sem falsos ensinamentos), esses são nossos irmãos na fé ainda que não cultuem a Deus na mesma igreja que nós.
Não, Irmão, não concordo contigo.
O que faremos com as Escrituras Sagradas, jogá-la-emos fora?
Para que as Escrituras Sagradas têm ensinamentos, doutrinas, conselhos, etc., se basta fazer isso resumido que tu citaste?
Essa parte é necessária, sim. Mas não é suficiente.
Por isso digo (minha opinião pessoal): os membros dessas Igrejas são meus Irmãos em CRISTO, sim. E temos de amá-los e respeitá-los. Mas em termos maiores, de Igreja, sou contra o ecumenismo, mesmo entre Igrejas cristãs.


Sabe irmão, eu não tenho problema em uma igreja ter um costume que indica que os Homens devem vestir calças e as mulheres saias, mas tenho uma bíblia inteira contra o facto de isso deixar de ser costume para ser doutrina, e, em alguns casos de pessoas menos esclarecidas, se tornar ponto de divisão entre se ser considerado ou não Irmão junto dos demais.
Toda sociedade tem suas regras (regras!, não necessariamente doutrinas). Essa regra do calça-saia há de ter sua razão. Muito longo discutir sobre esse motivo.
Mas é certo criar-se uma cisão na Igreja por causa disso? Tempestade num copo dágua, não?


Jesus + alguma coisa = nada
Jesus + nada = tudo

Infelizmente, na CC, prega-se muito o "Jesus + alguma coisa" e isso vê-se na forma como nos apresentamos perante o mundo. O nosso maior pecado é o da presunção, porque fazemos uma série de coisas (cabelos, vestimentas, etc) que nos disseram ser imprescindíveis, e com isso achamos que temos mais favor perante Deus, quando o que nos foi deixado por verdade única (na Bíblia, claro) é que nós somos justos perante Deus pela crença no Senhor Jesus, que já fez tudo o que havia a fazer, nada mais.
Não se trata disso, Irmão Vitor. O que acontece é o seguinte: Irmãos Líderes foram inspirados por DEUS a criarem regras para que melhor possamos servir a ELE, o nosso DEUS. São regras para nós, e não para os de fora. Procuramos seguir essas regras em obediência a nossa Igreja, porque sabemos que assim servimos melhor a DEUS. Sem nos comparar com os demais. Apenas fazemos assim.
Outras Igrejas e outras sociedades fazem e têm suas regras, também.
Que mal há nisso?
Há Igrejas que ensinam a guardar o sábado, outras que proibem a transfusão de sangue, outras que têm o dízimo obrigatório.
Só a Congregação não tem direitos, como o de aconselhar que os homens usem calças e as mulheres saias?


Uma vez mais repito, esta resposta foi escrita como todo o amor e respeito que tenho pelo querido irmão Luis Flávio, e nunca para o confrontar ou amedrontar.
Sei disso, Irmão, e nenhum pensamento mau me passa pela cabeça em relação ao que tu escreves.

DEUS nos abençoe e a nossas famílias.
Luiz Flavio.

Luiz Flavio N. Facci

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Sergio Teixeira em Qui Set 06, 2012 6:13 pm

Tudo o que se faz para Deus deve ser feito por amor, com generosidade e espontaneidade.
Porisso nosso Senhor Jesus, que era Mestre de práticas e não de teorias, que aborrecia os dogmas e as ordenanças terrenas mas pregava uma espécie de "jogo de cintura" espiritual (1) veio exatamente nos livrar das prisões desnecessárias com que a religião sempre pretendeu nos aprisionar (2).

Usar o véu ou saudar com ósculo santo - por exemplo - é bom diante de Deus? Certamente que sim.
Afinal, se somos "santos" isso significa que somos "separados" para alguma obra.
Mas usar o véu ou oscular sob imposição ou por mero costume certamente não é bom, além do que não terá validade alguma diante do Pai eterno.
Lá em Deuteronômio está escrito "circuncidai o prepúcio dos vossos corações".

Deus quer misericórdia, e não sacrifício.
E devemos a Ele o juízo, a misericórdia e a fé em primeiro lugar; depois dessas, aí então seguiremos as doutrinas, os dogmas ou as ordenanças.
Portanto usar o véu, oscular e seguir a doutrina com espontaneidade - e jamais com alguma sombra de contrariedade - é não apenas bom, porém muito bom.

Todas as ordenanças humanas - sem exceção - foram derivadas da expectativa de mando da parte de alguém.
Enfatizo aqui o "sem exceção", pois as Escrituras nos dão provas suficientes e bastante contextualizadas do que estou afirmando.
O Senhor Jesus não escreveu absolutamente nada na Bíblia, mas tem gravados em nossos corações os Seus ensinamentos.
Este é o seu legado que chega até nós diariamente através do Espírito Santo consolador.
E uma palavra que falta propositadamente nessa escrita, no dicionário Cristão, é "obrigatoriedade".
Em seu lugar estão as palavras, "Amor" e "Espontaneidade".
Que Deus nos abençoe a todos.



(1) - Esse termo ficou meio esquisito, eu sei.
O que quero dizer é que o Cristo nos ensinou a tratar cada situação como sendo única e que não existe uma "receita de bolo" para agirmos diante de cada uma das circunstâncias totalmente diferenciadas que se apresentam a nós no dia a dia.
Ele mesmo curou aqueles cegos de maneiras diferentes: Para um ele fez uma imposição de mãos; para outro porém, ele cuspiu no chão, fez lama e a esfregou nos olhos daquele homem. Em ambos os casos houve cura.
Ele poderia ter "feito lama" nos dois casos, ou simplesmente "imposto as mãos", mas nos deixou esse ensinamento sem palavras de que cada caso é únco, e deve ser tratado sob a guia específica do Espírito de Deus.
Para o leproso ele disse apenas "quero; sê limpo!" e para os demônios da província dos gergesenos Ele apenas disse "ide!". Como se diz por aí, manda quem pode, obedece quem tem juízo...
Se os irmãos tiverem uma maneira melhor de descrever a natureza da pregação de nosso Mestre, fiquem à vontade para me corrigir.

(2) - Interessante é que a CCB com sua doutrina original é o aprisco que mais intensamente buscou os caminhos apontados pelo próprio Mestre, aceitando completamente o Espírito Santo, seus dons e manifestações, fugindo dos conceitos engessados da "religião" e portanto conferindo a seus membros a mais perfeita liberdade para servir ao Pai em Espírito e em Verdade.
Contaminar essa doutrina santa com ordenanças a esmo seria ir pelo mesmo caminho de alguns outros apriscos, algo como "ir de cavalo a burro".
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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sab Set 08, 2012 11:37 am

A Paz de DEUS seja sempre em nossos corações.

Confesso que me sinto constrangido, tímido, até envergonhado, em fazer ums observação ou comentário ou complementação sobre alguma mensagem do Irmão Sergio.
É como me sinto, pois reconheço o enorme valor de sjas mensagens.
Mas não quero que esse constrangimento, timidez, vergonha se transforme em covardia, ficando calado quando não concordo totalmente com o querido Irmão em JESUS CRISTO.
Por isso, vou fazer uma observaçãozinha.
Me perdoem.

O Irmão escreveu: "Tudo o que se faz para Deus deve ser feito por amor, com generosidade e espontaneidade."

Acho que "Tudo o que se faz para Deus deve ser feito por obediência, com amor, com generosidade e espontaneidade."
Se a Palavra de DEUS nos ordena, ou nos aconselha ou simplesmente nos indica alguma coisa, devemos obedecê-LA, sem contestação, sem procurar justificá-LA, sem procurar entendê-LA.

O mesmo se aplica aos ensinamentos (regras) de nossa Igreja: temos de segui-los, simplesmente porque devemos aceitá-los como certos, mesmo que não conheçamos as razões para essas regras.
Muitos conhecem essas razões, mas muitos não conhecem.
Mas todos devem obedecer as regras.

E a obediência a essas regras deixa de ser nenhum sacrifício, pelo fato de confiarmos em nossa Igreja.
Passa a ser "espontânea" e (será?) "generosa".

Mas todos falhamos na total obediência, é óbvio. Mas devemos reconhecer que essas falhas são erros nossos.
Não devemos nem podemos julgar alguma regra como errada, rigorosa demais, não inspirada porque por falha nossa não a obedecemos.

Não podemos evitar que desobedeçamos aqui e ali a alguma regra da Igreja ou ponto de doutrina da PALAVRA, mas podemos evitar a criação de dissenções, de dissidências, cisões no meio do povo de DEUS, criticando as regras da Igreja ou, pior, a doutrina da PALAVRA (negando a inspiração das Escrituras Sagradas).

Digo isso por experiência própria: há cerca de 40 anos, quando estava procurando me encontrar nas coisas espirituais para servir a DEUS, uma mulher evangélica que "me ensinava a Bíblia" e que demonstrava alta rejeição ao próprio marido, uma vez "me explicou" (!!) que Paulo perseguia as mulheres porque ele era homossexual, e por isso ele tinha colocado por conta própria aqueles mandamentos de véu, de ficar calada na igreja, etc.
Isso foi um pavor para mim.

E já vi outras (pouquíssimas) pessoas falarem a mesma coisa.

Em qualquer sociedade material há regras.
Se não queremos seguir essas regras, temos opções.

Mas no caminho de DEUS não há outra opção de caminho.

Será que estou errado?

DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: Sobre a Congregação Cristã na Itália

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Set 08, 2012 6:13 pm

Se a Palavra de DEUS nos ordena, ou nos aconselha ou simplesmente nos indica alguma coisa, devemos obedecê-LA, sem contestação, sem procurar justificá-LA, sem procurar entendê-LA.
Entendo o ponto de vista do irmão e concordo plenamente com ele.
E minha ênfase no "por amor" preferencialmente sobre o "com amor" é que (pelo meu entendimento particular) ao realizarmos algo "com amor" esse amor pode vir a ser apenas um instrumento, uma ferramenta, ou seja, não é propriamente o centro da ação, enquanto que o que é feito "por amor" tem no amor a sua própria motivação.
É apenas questão de ênfase, ou de enfoque, ou de ponto de vista, já que a diferença entre "fazer com amor" e "fazer por amor" não é assim tão grande.
O que importa, afinal de contas, é fazer, e fazer com gosto, com alegria, com espontaneidade.

Os mandamentos de Deus são naturalmente doces para nós.
Às vezes no entanto o homem se interpõe, e cobra de nós o mesmo mandamento, porém em excesso.
Mas até mesmo para isso o Senhor Jesus nos deixou aquele ensinamento de que quando alguém nos obrigar a caminhar com ele uma milha, que estejamos dispostos a caminhar duas e não apenas uma.
Assim, como seguidores do Cristo, seremos sempre senhores da situação e nada para nós será "sacrifício".
Percebe-se que todo o esforço de observação e correção deverá estar focado por nós em nós mesmos, e não nos demais à nossa volta.
Por isso fomos constituídos "reis" de nós mesmos (e por isso temos súditos terríveis...) e também "sacerdotes" pelo que não mais precisaremos de outro homem intercedendo e oferecendo sacrifícios por nós, sendo nós os responsáveis pela tarefa de juntar as pedras, construir o altar, arrumar a lenha, o fogo, e oferecer-nos a Deus por inteiro, diária e continuamente.
Somos igualmente o Cordeiro, já que temos parte com Sua carne e com Seu sangue.
Somos igualmente "mestres" de nós mesmos, mas nesse caso "nossos discípulos" (que somos nós) costumam ser péssimos alunos, dispersivos, displicentes, teimosos, pouco permeáveis ao ensinamento...

Conheci certa feita uma pessoa muito simples cujo "modus vivendi" muito me marcou, porque tudo que fazia era com amor e por amor, e que tinha uma particularidade muito interessante: Jamais dizia "Pelo amor de Deus", mas sempre "Por amor a Deus".
Embora simples e modesto, ele mesmo se dizia "vaidoso" porquanto muito observador e detalhista, mas Deus abençoou bastante a sua alegada "vaidade".
E quando Deus abençoa uma pessoa na qual encontramos motivos para nos espelhar, igualmente recebemos tais bênçãos.
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