Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

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Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Seg Jun 11, 2012 6:32 pm


Saudações cristãs,

Amados...




Fazendo-se um aporte para com um tópico recentemente postado, pareceu-me oportuno propor-lhes o tema apostasia e considerações correlatas.

Etimologicamente "απόστασις" [gr. translit: "apóstasis"] nos remete a "estar distante de", "distanciar-se de". A intensidade relativa ao termo apresenta-se, contudo, acentuada. O apóstata não apenas renuncia a sua anterior filiação, mas, na maioria das vezes insurge-se para com a mesma. A ênfase, aliás, não se dirige a uma divindade propriamente dita, mas a agremiação ou organização por esta tuteladas.

A deserção e apostasia trazem consigo um componente emocionalmente crítico: a ingratidão. O segmento ou grupo lesados, quer pela ausência ou posterior contra-ataque de seu co-partícipe, sentem-no, sobretudo, como ingrato para com o "seio comum". Disto advindo a proscrição, a anatematização e consequentes hostilizações.

Os diversos sistemas filosófico-religiosos compreendem e administram a apostasia de forma ligeiramente diversa. De qualquer modo, o apóstata é aquele que, parcial ou integralmente, abdica de uma constituição regulamentar comum, denunciando-a, por seu deliberado gesto, como improcedente ou ilegítima.

Em todo esse processo - conforme se observa - a divindade (em si) mantêm-se passiva e/ou ilesa. O entrechoque ocorre entre a corporação ou "ethos" e seu desertor.


Apostasia e Cristianismo


A primitiva "ekklésia" ilustra a apostasia não apenas como como a recusa a um ou mais princípios acatados em sua suposta ortodoxia, mas a ruptura e eventual ingresso junto a uma ala paralelamente situada. De sorte que os autores neotestamentários (e registros apócrifos) aludem ao nicolaísmo, ao cristianismo-gnosticismo, ao cristianismo-mosaicista, dentre outros, como vertentes apóstatas. O apóstata, não apenas sugere a incoerência de uma determinada proposição teológico-doutrinária (como por exemplo a dualidade cristológica - negada pelo nicolaismo) mas, adere à uma fração a parte de:



"Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que
se manifestasse que não são todos de nós."

(I João 2:19 - alusão ao nicolaísmo e alas gnósticas / idem Colossenses III:VIII)


A ala ortodoxa reinvindica, pois, sua condição primeira, relegando o oposicionismo à condição apóstata e/ou espúria.

O rigor aplicado encontra-se sujeito a oscilações. A exemplo disso temos o Catolicismo Romano. Sua inicial postura para com o protestantismo caracterizava-se como de absoluto repúdio, tendo-o como expressamente apóstata. Atualmente, no entanto, o Código de Direito Canônico Romano (1983 / revisto 2009) estabelece um atenuante. A objeção parcial é categorizada como cisma. Já a renúncia ao Cristianismo em toda a sua extensão e postulados constituiria a apostasia integral (vide cânon 751).


Congregação Cristã e Apostasia


Tal qual a "Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados"*, a Congregação Cristã repele como apóstata todo indivíduo ou coletividade aversos ao seu cabedal teológico-doutrinário.

Uma vez que ambas concebem a instituição eclesial como uma regular (e exclusiva) representação da divindade e seus propósitos, aviltar-lhe pressupõe rebelar-se para com o próprio "IHVH".

Sob esse enfoque a desídia - tanto pessoal quanto conjuntamente levada à cabo - implica em apostasia consumada, sendo-lhe imputada a marginalização como o quinhão equivalente ao ato.

A "Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados" delega os casos assim identificados ou catalogados à denominada "Comissão Judicativa Congregacional" (embora em caráter jurisdicional local).

A Congregação Cristã em pouco difere. Tanto a apreciação quanto o veredito são emitidos em nível local. Instâncias extra-setoriais são convocadas apenas em casos de maior complexidade ou amplitude.

A dissidência, em particular, é compreedida como uma afronta ao Cristo e sua Consorte (Esposa). As "Reniões e Ensinamentos - 1948" designam aqueles que incorrem e/ou promovem a divisão como cães.

A utilização da expressão "apóstata'' em nossos registros oficiais remonta à década de 1960, tendo-se como amostragem histórica o clássico "levante de Maringá" (Apóstatas da Fé - Maringá, Estado do Paraná - 1964).

____________________
*ou "Testemunhas de Jeová", ou "Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensylvânia".




Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

"Ekklésia Christiana"

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Sergio Teixeira em Ter Jun 12, 2012 2:40 pm

O apóstata não apenas renuncia a sua anterior filiação, mas, na maioria das vezes insurge-se para com a mesma. A ênfase, aliás, não se dirige a uma divindade propriamente dita, mas a agremiação ou organização por esta tuteladas.
Esse é um entendimento válido, porém "modernizado", estendido, acrescentado ao sentido original.
No texto bíblico, "apostatar" significa exatamente abandonar os caminhos de Deus, ir após outros deuses, ou abandonar a doutrina cristã.
Porém como extensão pode-se dizer hodiernamente que um jogador do Flamengo "apostatou" e foi jogar no Fluminense. Ou que o deputado Fulano "apostatou" do Partido X e afiliou-se ao Partido Y.
Ou que o Zeca Pagodinho "apostatou" de uma marca de cerveja e voltou para outra...
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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Ter Jun 12, 2012 3:04 pm


Saudações cristãs,

Irmão Sérgio, prezado...




Eis o cerne...

A Congregação Cristã se posiciona como sendo a "Doutrina Cristã" em sua exclusiva acepção.

Dai, seu eventual abandono ser interpretado como um atentado ao Cristianismo como um todo (uma vez que além dela não há Cristianismo).

Disto testificam seus Anciãos e demais representantes oficiais... e, atualmente, com uma maior frequência e obstinação.



Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Sergio Teixeira em Qua Jun 13, 2012 11:44 am

Vejo em tal "obstinação" um grande perigo de ordem espiritual.
Isso conduz lenta e inexoravelmente a um extremismo religioso, e isso não é bom, não nos edifica.
Pelo que bem nos demonstra o texto bíblico, estar sob a Guia de Deus e falar ou agir em Seu nome sempre implicou em modéstia e obediência, não em jactâncias ou ingerências de qualquer espécie.
Paulo, por exemplo, era "embaixador em cadeias" e o próprio Mestre, mesmo ao declarar ousadamente ser Filho do Pai Altíssimo que o enviou, sempre se colocou em um necessário segundo plano, e jamais saiu por aí falando ou fazendo coisas de si próprio.
Isso é apenas um lembrete, enquanto não fomos ainda contaminados pela loucura de nosso inimigo comum.
A despeito de tudo que nossos líderes possam eventualmente pensar e fazer, temos de prestar atenção na Palavra que é pregada na Igreja - até mesmo através desses mesmos líderes - e que em linhas gerais tem colocado o Ministério em seus eixos, de volta aos trilhos.
A Congregação ainda é e continuará sendo uma igreja séria e verdadeiramente cristã. Mas se depender de uma minoria, tanto faz como tanto fez.
Chegou portanto uma minoria ao estágio onde chegou Salomão, e já edifica templos ao deus do status e da glória individual. "Sou rei e tudo posso fazer"...
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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qua Jun 13, 2012 2:11 pm


Saudações cristãs,

Irmão Sérgio, amado...




Desculpe-me mas...


"Isso conduz lenta e inexoravelmente a um extremismo religioso"... (?)


A não ser que a Congregação Cristã no Estado do Rio de Janeiro faça-se reger por uma cartilha distinta, não estamos nos referindo a uma mesma instituição. Ora, a Congregação Cristã caracteriza-se como isolacionista e/ou exclusivista já desde os seus primórdios (e sobretudo, a partir de seu período de consolidação em nível nacional - 50/60).

Ainda ontem, em nosso Serviço Sacro de Ordenação (presbiteral-diaconal), Ancião Cláudio Marçola* reiterou tal posição, o que demonstra a sua acatabilidade e vigência entre aqueles que compõem nosso "escalão-chefe".


______________
* o terceiro na atual "hierarquia".




Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson


Última edição por "Ekklésia Christiana" em Qua Jun 13, 2012 4:05 pm, editado 5 vez(es)

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  MEIRA COURI em Qua Jun 13, 2012 2:34 pm

IRMÃO EDNELSON...

A PAZ, NA TUA INDIVIDUAL OPINIÃO A O CRISTIANISMO SO EXISTE NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL?


DEUS ABENÇÕE

MEIRA COURI

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qua Jun 13, 2012 3:56 pm


Saudações cristãs,

Irmão Meira Couri...




Veja...

Referi-me a Congregação Cristã no Brasil® e sua posição tradicionamente expressa pelas habituais vias: oral ou escrita (registros e/ou documentos).

No que diz respeito ao meu meu pessoal parecer, difere em parte. Apesar disso, minha opinião é (pelo menos no presente momento) irrelevante.



Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  MEIRA COURI em Qua Jun 13, 2012 4:15 pm

IRMÃO EDNELSON, A PAZ...

MESMO CRENDO QUE ESSA ATUAL AFIRMÇÃO NÃO INTERFERE NA NOSSA SALVAÇÃO, O IRMÃO CRÊ, QUE FUTURAMENTE A CONGREGAÇÃO PODERIA REPARAR ESSE EQUIVOCO? OU QUEM SABE DIMINUIR A FREQUENCIA DESSES DITOS NOS CULTOS?

ESSA PERGUNTA É DIRECINADA AO NOBRE IRMÃO, POR CAUSA DA VOSSA APROXIMIDADE COM O ESCALÃO.

DEUS ABENÇÕE.

MEIRA COURI

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Qua Jun 13, 2012 4:21 pm

A Paz de DEUS seja sempre em nossos corações e de nossas famílias.

Ou a Congregação Cristã no Brasil se mantém exclusivista e isolacionista, ou nossa Igreja será "engolida".

Muitos implicam com a Congregação Cristã por causa dessa posição, mas não agem assim com outras Igrejas mais exclusivistas e isolacionistas. E a implicância não se atém sobre isso, só.

A Congregação Cristã no Brasil deve manter-se nessa posição, sim.

O que não deve nem pode nunca é, nós, membros dessa bendita Igreja, humilharmos, maltratarmos, desprezarmos os membros de outras Igrejas sérias. Para ser mais exato: não podemos agir assim com ninguém no mundo.
Isso não devemos nem podemos fazer, porque senão estaremos fora do Amor, da Misericórdia, e nossa atitude não será cristã.

O que não podemos nunca fazer é nos rebelarmos contra a doutrina da Congregação Cristã (completamente a doutrina de DEUS) e contra os ensinamentos da Igreja.
Resumindo: não podemos ser rebeldes.

Erros pessoais, fraquezas, é uma coisa. Rebeldia é outra.

Percebe-se que há hoje muitos questionando a doutrina e os ensinamentos de nossa Igreja, influenciados por membros de outras Igrejas.
Isso é inadmissível.

Se alguém desobedece a algum ensinamento, que o faça e coloque isso na presença de DEUS como erro ou fraqueza pessoal.
Mas não queira se justificar com os Irmãos, contestando os ensinamentos, dizendo que eles estão errados, porque isso é rebeldia. E rebeldia é pecado.

Outras Igrejas pregam o "pagamento" do dízimo, o cabelo comprido para as Irmãs, guardar o sábado, prejudicar-se não permitindo transfusão de sangue, e seus membros são alegres e felizes.

A Congregação Cristã no Brasil prega o uso do véu para mulheres e estamos nós questionando?
Por que não somos felizes também em obedecer os mandamentos de nossa Igreja?

Somos nós os mais fracos que eles?

Anteontem apareceu aqui uma Irmã batizada há bastante tempo, dizendo estar confusa em duas partes: quanto ao uso do véu, quanto ao tamanho do cabelo das Irmãs e quanto a cantar músicas gospel. Pediu que lesse com ela I Cor. 11 e que lhe explicasse. Que essas dúvidas lhe tinham sido causadas por uma Irmã de outra Igreja. (

Meu DEUS do céu! Mas a Irmã da outra Igreja não foi (acho) ao Pastor dela pedir explicações porque não precisava usar o véu.

DEUS nos abençoe a todos.
Luiz Flavio.

Quando fui enviar esta mensagem, fui avisado pelo Forum que há outra mensagem. Não a li ainda

Luiz Flavio N. Facci

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qua Jun 13, 2012 5:13 pm


Saudações cristãs,

Irmão Meira Couri...




Minha "proximidade com o escalão" é tão irrelevante quanto... e, aliás restrita, esporádica e, por vezes, inoportuna.

Creio que a posição venha a acirrar-se e/ou manter-se em semelhante patamar. Pessoalmente, tenho no isolacionismo um elemento necessário à preservação e manutenção de nosso particular patrimônio e distintivos traços. O processo globalizante e seu arrastão multicultural tende a dissolver identidades relegando-as ao emaranhado que lhe é próprio. Tal sudecede para com o catolicismo, consistindo numa das mais frequentes pautas propostas por Bento XVI.

O fator identitário requer, portanto, um "quantum" mínimo de territorialidade simbólica assegurada.

Quanto ao exclusivismo tão-somente reflete a espiritual imaturidade e velada insegurança* deste ou daquele "ethos" para com aqueles que figuram em seu raio (ameaça potencial). A salvação é facultada pela divindade e segundo os seus desígnios. Se aqui, ali ou acolá, "IHVH" o sabe...

_________________
* todo excesso deflagra o seu oposto.



Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Sergio Teixeira em Qui Jun 14, 2012 10:30 am

Vamos colocar os pingos nos is:
A Congregação sempre teve uma posição visivelmente isolacionista, e isso não chega a se constituir em um mal.
Pelo contrário, e pela doutrina original, isso nos induz a andar sempre nos trilhos, a buscar os valores espirituais, sem pender para as "novidades" que insistem em aparecem por aí nos tempos de hoje, onde as igrejas procuram cada vez mais seguir aos ditames do mundo e nem tanto aos Estatutos de Deus.
Por estar isolada, a Congregação tem conseguido com êxito preservar os valores cristãos segundo a assim-chamada doutrina apostólica.
No entanto, percebe-se uma gradual modificação na atitude de alguns, que alegam seguir e fazer seguir a "doutrina original", porém colocando-se a si próprios como sendo "a Congregação", e piormente colocando-se a si próprios com a mesma autoridade do Deus-Pai.
Isso é que não é bom.
Tais pessoas estão contrariando tudo aquilo que aprenderam e até mesmo o que têm ensinado ao povo, no mais clássico estilo "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço".
E "colocando mais pingos" ainda: Não pretendo "corrigir ninguém". Se tais pessoas não permitiram que a Palavra de Deus os guiasse, não serão as minhas modestas e inócuas palavrinhas que irão fazê-lo.
Não iremos nos rebelar de forma alguma contra eles. Mas cortaremos respeitosamente a orla de suas vestes, se necessário for.
O Espírito de Deus tem muito mais olhos do que se pode imaginar, e a tudo observa.
Que Deus nos abençoe a todos.
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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qui Jun 14, 2012 3:00 pm


Saudações cristãs,

Irmão Sérgio, prezado...




Mas, afinal a quem o irmão se refere?...

Esses "alguns" diz respeito ao Corpo Ministerial Central e seu atual exercício?



Grato,

Irmão Ednelson

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Sergio Teixeira em Qui Jun 14, 2012 7:03 pm

Claro que não me refiro ao corpo ministerial em si, em seu "totum", mas a todos aqueles que eventualmente venham a colocar-se - mesmo estando também inseridos nesse mesmo corpo ministerial - em uma pretensa posição de superioridade, de domínio, de uma suposta infalibilidade.
Ser Infalível é prerrogativa do Deus-Pai. Nem mesmo o Filho com toda a Sua ousadia e franqueza se declarou "infalível".
Ser Superior e Dominador sobre todas as coisas é também é prerrogativa do Deus-Pai. E somente ao Filho e a mais ninguém foi concedido poder nos céus e na terra. A Bíblia nos ensina claramente que o poder depositado nas mãos do Filho unigênito é uma concessão, e não uma prerrogativa.
Ser o único Salvador e Intercessor é prerrogativa do Senhor Jesus. Paulo e Pedro, Judas, Tiago e João, que tanta importância tiveram junto a nós, complementando pelo Espírito, com suas próprias palavras os santos ensinamentos, não são nossos salvadores nem intercessores.
Qualquer um que seguir fielmente aos ensinamentos do Cristo estará apto para a salvação, independendo do aprisco onde esteja.
Se alguém eventualmente conseguir seguir ao Cristo em qualquer outro lugar que não seja a Congregação, o que importa é que, tendo sido crente e fiel ao Deus-Pai, encontrará também o caminho para a vida eterna.
Seguir uma doutrina, mesmo que impecável, apenas "porque é da igreja A ou da igreja B" mas sem o sentimento de seguir a Cristo ou de fazer estritamente a Vontade do Pai Eterno, será certamente um erro.
(Talvez seja esse um ponto difícil de entender, devido ao "bairrismo religioso" que muitos adotam, e que leva a pensamentos do tipo "sou da Congregação porque ela é que é a certa" quando o pensamento correto seria algo voltado primeiramente para a obediência e o amor a Deus segundo o que vem sendo ensinado através da Congregação. Está havendo uma perigosa inversão de valores, colocando-se o aprisco em primeiro lugar. A Congregação, por mais importante que seja para cada um de nós, é um mero instrumento nas mãos de Deus).
Qualquer pessoa que se pretender vicariar de tão pretenciosa forma estará cometendo um sério deslise contra a verdadeira doutrina contida nas Escrituras. Estará reescrevendo a Bíblia por sua própria conta e risco.
Compete a todos nós ter vistas em primeiro lugar para Deus, através da obra de Amor do Senhor Jesus.
Assim nos tem sido ensinado, e esta é a doutrina considerada sã.
Não é certo a nenhum de nós pretendermos termos honras à frente de nosso Deus.
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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  MEIRA COURI em Sex Jun 15, 2012 7:57 am

IRMÃO SERGIO, A PAZ...

FAÇO MINHA AS TUAS PALAVRAS:

Qualquer um que seguir fielmente aos ensinamentos do Cristo estará apto para a salvação, independendo do aprisco onde esteja.

Se alguém eventualmente conseguir seguir ao Cristo em qualquer outro lugar que não seja a Congregação, o que importa é que, tendo sido crente e fiel ao Deus-Pai, encontrará também o caminho para a vida eterna.

Seguir uma doutrina, mesmo que impecável, apenas "porque é da igreja A ou da igreja B" mas sem o sentimento de seguir a Cristo ou de fazer estritamente a Vontade do Pai Eterno, será certamente um erro.

Está havendo uma perigosa inversão de valores, colocando-se o aprisco em primeiro lugar.

Estará reescrevendo a Bíblia por sua própria conta e risco.

DEUS ABENÇÕE

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Sergio Teixeira em Sex Jun 15, 2012 8:37 am

Amado irmão Meira Couri:
Uma vez entendido este ponto, cumpre-me finalmente acrescentar que me sinto completamente à vontade nas fileiras da CCB, que a meu ver ainda é um dos poucos lugares onde se tem efetiva liberdade para servir a Deus em espírito e verdade. Mas eu não ousaria afirmar que a CCB é o único lugar.
Conforme sugere o Salmo 1 devemos estar plantados junto ao riacho das águas (mesmo que tenhamos que, num esforço de Fé, prolongarmos nossas raízes até que o alcancemos).
Portanto, não importa tanto onde estejamos plantados, importa onde lançamos nossas raízes e onde vamos buscar o nosso alimento espiritual.
O riacho neste contexto é o meio, o instrumento, por onde fluem as Águas.
Cristianismo requer esforço, dedicação e persistência.
Que Deus nos abençoe a todos.
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Congregação Cristã e Apostasia: Conceituação e posicionamento

Mensagem  jaimesilva em Sex Jun 29, 2012 8:08 am

A fim de analisamos as bases bíblicas à qual enfatiza a doutrina da predestinação, bem como, as dificuldades encontradas na sua compreensão, e o quanto os seres humanos tentam distorcer as situações mais lógicas encontradas nas sagradas escrituras pelas posições que rejeitam tal ensinamento. Verificamos que Deus possui realmente um plano maravilhoso para a história da vida de cada um de nós. É um plano singular que abrange, inclusive, a salvação das nossas almas bem como a salvação do Seu Povo das garras malignas desta podridão infernal que são os vícios e concupiscências mundanas.
Passeando rapidamente pela história da Igreja, verificamos ao longo deste século os abundantes testemunhos dos servos do Senhor que habilmente defenderam e ensinaram a importância crucial da Soberania divina, como chave para compreensão do nosso papel, como peregrinos aqui na terra, como sermos servos do Deus Altíssimo.
Fazendo distinção entre “livre arbítrio, espontaneidade, tolerância” e “liberdade excessiva, liberdade desonrosa, liberdade pecaminosa ”, procuramos mostrar como Deus executa os Seus planos através de nossas vontades, ou seja de nossa “disponibilidade de fé e obediência”. Igualmente, verificamos como as pessoas são escravas de sua própria natureza, incapazes de “escolher” o bem para sua salvação, a não ser pela ação e intervenção direta da maravilhosa graça de Deus, pela atuação do Seu Santo Espírito, em nossas vidas. Tais escravos do pecado tendem mais a escolher o mal maquiado de liberdade para sua própria perdição e desonra.
Apesar da abundante evidência bíblica, a rejeição natural das doutrinas relacionadas com a soberania de Deus é algo muito forte e presente em amplo segmento do mundo evangélico contemporâneo. Numa era onde se procura o fortalecimento da autonomia do homem, onde se multiplicam as pseudo-igrejas-entretenimento, onde se procura agradar para conquistar, onde está perdida a finalidade principal de todos nós – a glorificação de Deus – são levantadas muitas objeções a qualquer ensinamento que coloque o homem em seu devido lugar como homem pecador, incapaz de reger o seu destino em um mundo regido pelo Deus soberano, criador de tudo e excelso dominador.
Homens incapazes de aceitar a doutrina de Deus, distorcendo-a à seu próprio sentimento carnal, inferiorizando-a à sua própria vontade levado apenas aos deleites materiais, esquecendo-se que tais deleites os levarão ao terrível e poderoso dia final em que o Senhor aparecerá na sua glória para julgar a terra, do qual e tal dia ninguém jamais escapará mas todo o olho o verá, quer seja para glória eterna quer seja para vergonha eterna.
As doutrinas de Deus são ensinamentos, os quais devemos tomá-los por nosso guia, nossa bússola que indica a terra prometida, não tê-lo como um fardo pesado.
Nós humanos não paramos um pouco pra refletir que, Deus nosso pai está acima de tudo e acima de qualquer coisa deste pecaminoso mundo. Para Ele o que fazemos ou deixamos de fazer nada é; ele pede de nós muito pouco, apenas nossa obediência.
Para Deus a roupa nada é, mas ele determinou o uso de roupas diferenciado para cada sexo apenas pela provação de nossa obediência. Da mesma forma que um véu nada é para ele, mas ele assim o determinou para provar nossa obediência. Termos entre nós um homens nos chefiando, nos passando ensinamentos, nos admoestando, nos corrigindo, enfim constituídos para nos reger espiritualmente, isso para Deus não é nada pois ele é nosso Rei; mas ele assim o faz para provar nossa humildade, nossa submissão e nossa obediência. Tantos outros pontos doutrinários ao homem e à mulher para Deus são meras coisas, ele as determinou apenas pra provar a capacidade de obediência entre cada ser humano, assim sendo, o filtro espiritual foi lançado, e ficarão purificados os que tiverem a capacidade e a sabedoria necessária para discernir tais coisas.
Amados, a Congregação Cristã no Brasil não determinou nenhum ensinamento ou ponto doutrinário, tudo o que seguimos e obedecemos estão grafadas nas escrituras sagradas, bem como a Congregação Cristã no Brasil nunca citou em nenhum momento que apenas a Congregação salva, a própria bíblia nos confirma pela palavra de Deus que, aquele que crê e for batizado “será” salvo, pois aquele que crê e obedece ao Senhor Jesus Cristo com toda certeza segue e se dobra à todos os seus ensinamentos doutrinários os quais estão relatados dentro das sagradas letras compostas na Bíblia Sagrada. Deus não salva pela placa nem condena pela placa e sim salva pela obediência de seus mandamentos ou condena pela desobediência aos seus mandamentos. Tais mandamentos estão nitidamente escritos nas sagradas escritas bíblicas, apesar de outras doutrinas as acharem pesados ou fardo desnecessário mas continua sendo pontos doutrinários e passivo de obediência. Sejamos sábios observadores “ se saudar nossos irmãos com santo ósculo for pesado e desnecessário para muitos, onde fica o sinal de afeto, e humildade” o próprio Cristo abaixou-se a lavar os pés dos apóstolos. Se buscarmos sabedoria Deus nos dará sabedoria, se buscarmos ciência Deus nos dará ciência mas se em tudo formos refutáveis e repúdios Deus nos colocará em parte para que o diabo nos examine e execute contra nós as suas peripécias malignas.
Buscamos a Deus em todo o tempo!

Att.
Jaime


Última edição por jaimesilva em Sex Jun 29, 2012 3:11 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sex Jun 29, 2012 9:33 am

A Paz de DEUS esteja sempre em nossos corações.

Desde o primeiro post, percebe-se que este tópico é muito edificante.
Aprende-se muito aqui, com todas as mensagens colocadas.
Louvado seja DEUS.

DEUS nos abençoe a todos.
Luiz Flavio.

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  MEIRA COURI em Sex Jun 29, 2012 10:22 am

Ir Jaime... a Paz...

O caro irmão disse:
bem como a Congregação Cristã no Brasil nunca citou em nenhum momento que apenas a Congregação salva

______________________________________________________________________________________________________
Amado, creio que a CCB pessoa juridica nunca tenha feito essa declaração.

MAS:

99% de nossos Presbiterios(Ancião e Cooperadores) afirman que só menbro da CCB será salvo.(dentro dessa %, parte acredita que a graça ficou presa até 1910.)

Alguem deve perguntar, e esse 1%?
Vou contar, ano passado(2011) congregou entre nos um Ancião do interior de São Paulo, e ele nos disse em bom tom de voz: IRMÃOS A CCB NÃO É A GRAÇA DE DEUS, ELA É FAZ PARTE DA GRAÇA!!A GRAÇA É JESUS CRISTO.

Nesse dia percebi que nosso ministerio local não ficou muito contente......

Vou deixar uma pergunta para os irmãos debatedores, alguem aqui conhece mais algum Ancião que tenha feito esse tipo de afirmação?

Deus Abençõe os irmãos.


MEIRA COURI

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Sex Jun 29, 2012 11:17 am


Saudações cristãs,

Irmão Meira Couri...




Em São Paulo (não posso responder por outras regiões) o fato de um Ancião emitir tal parecer implicaria em posterior advertência (em recôndito) por parte daqueles que lhe são superiores segundo a disposição ministerial constituída (modalidade gerontocrática).

Em alguns casos - e já presenciei o fato - a correção ocorre após a explanação concluída* (e, por parte daquele que preside), retificando-se o suposto equívoco.

É público e notório a todo doméstico ou já veterano na Fé, que nosso Corpo Ministerial "Sênior"** confere à Congregação Cristã o singular status de expressão ou visível manifestação da Graça, não se estabelecendo, assim, uma distinção entre ambas, antes uma relação extensiva ou co-dependente.

Ressalte-se ainda que o caráter parcializante subjacente à declaração citada ("... faz parte da...") é concebido por nossos "primazes" como uma afronta à concepção em voga e indício de apostasia iminente.

Um postulante ao presbitério que assim se pronuncie encontra-se, de antemão, fadado à suspensão de seu "processo eletivo". Daí, a meticulosa sindicância atualmente aplicada durante o período relativo à indicação e comunicado oficial (RGE, 2009, T. interno XXIV).


______________
* no ínterim leitura-explanação e oração de graças.
** atualmente composto por cerca de 40 membros.




Atenciosamente,

"Em Caridade"

irmão Ednelson

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  MEIRA COURI em Sex Jun 29, 2012 12:45 pm

A Paz...

Irmão Ednelson..

Eu tambem estranhei a manifestação deste Ançião, mas coloquei o acontecimento só para justificar a parcela de 1% que não acredita que só os membros da CCB serão salvos.

Mas o intento da postagem era dizer que a CCB, diz com todas as letras que para ser salvo prescisa ser menbro da mesma.

Deus abençõe tu e tua familia.

MEIRA COURI

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Congregação Cristã e Apostasia: Conceituação e posicionamento

Mensagem  jaimesilva em Sex Jun 29, 2012 4:14 pm

MEIRA COURI escreveu:Ir Jaime... a Paz...

O caro irmão disse:
bem como a Congregação Cristã no Brasil nunca citou em nenhum momento que apenas a Congregação salva

______________________________________________________________________________________________________
Amado, creio que a CCB pessoa juridica nunca tenha feito essa declaração.

MAS:

99% de nossos Presbiterios(Ancião e Cooperadores) afirman que só menbro da CCB será salvo.(dentro dessa %, parte acredita que a graça ficou presa até 1910.)

Alguem deve perguntar, e esse 1%?
Vou contar, ano passado(2011) congregou entre nos um Ancião do interior de São Paulo, e ele nos disse em bom tom de voz: IRMÃOS A CCB NÃO É A GRAÇA DE DEUS, ELA É FAZ PARTE DA GRAÇA!!A GRAÇA É JESUS CRISTO.

Nesse dia percebi que nosso ministerio local não ficou muito contente......

Vou deixar uma pergunta para os irmãos debatedores, alguem aqui conhece mais algum Ancião que tenha feito esse tipo de afirmação?

Deus Abençõe os irmãos.

Irmã, nosso Senhor Jesus Cristo quando desceu a esta terra, veio com um único objetivo, salvar toda a humanidade; ele nasceu no meio de um povo pertencente à linhagem dos remidos por Deus, filhos de Abraão Isaque e Jacó, povo escolhido para herdar a terra prometida. Acontece que muitos daqueles viveram com Cristo, andaram com ele, presenciaram seus milagres, suas maravilhas todas as suas obras e até mesmo comeram do pão multiplicado por ele, mas eram pessoas obstinadas, vazias, sem discernimento espiritual, seus corações eram voltados para uma glória terrena, suas bases estavam fincadas em uma crença fragmentada em deuses pagãos. Achavam e afirmavam que eram filhos de Abraão e servos do Deus de Israel, quando não tiveram a capacidade nem mesmo de reconhecer o próprio filho de Deus que estava no meio deles; e com base neste sentimento não creram nem aceitaram que ele era o verdadeiro filho de Deus mas quando alguns dos seus ficavam enfermos, corriam aos pés de Jesus para serem curados de seus males; então um dia o próprio Senhor Jesus os reprimiu dizendo "nem todos os que dizem Senhor Senhor serão salvos".
Mas o Senhor antes de sua morte prometeu que levantaria para sí um povo e que este povo seria inumeroso tal como a areia que está na praia do mar; um povo ao qual ele chamaria pelo seu nome os quais estes seriam o seu povo e destes ele seria Deus; e prometeu ainda que aonde estivesse dois ou três reunidos em seu nome, aí ele estaria entre eles. O Senhor não estipulou data, nem estipulou nomenclatura de placa mas coube em nós a sorte de em 1910, este evangelho chegar aqui no nosso país. Que a graça é o Senhor Jesus Cristo não temos dúvidas, mas que a Congregação Cristã no Brasil é a única fundamentada na Graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo também não tenho dúvidas uma vez que, a doutrina na Congregação obedece a todos os mandamentos e requisitos bíblicos; não tenho dúvidas também que, se nas demais denominações passarem a cumprir todos os ensinamentos, certamente serão chamados povo de Deus e herdarão a coroa da vida eterna nos céus.

Att.
Jaime

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Sergio Teixeira em Sex Jun 29, 2012 10:07 pm

Vou contar, ano passado(2011) congregou entre nos um Ancião do interior de São Paulo, e ele nos disse em bom tom de voz: IRMÃOS A CCB NÃO É A GRAÇA DE DEUS, ELA É FAZ PARTE DA GRAÇA!!A GRAÇA É JESUS CRISTO.

Nesse dia percebi que nosso ministerio local não ficou muito contente......
Curiosamente, em nossos escritos oficiais se fala assim "nesta dispensação da Graça", sinal de que oficialmente se distingue perfeitamente que a Congregação faz parte integrante da Graça, está afinada com ela, tem unidade com ela, mas que não é a Graça em si própria.
A pessoa portanto que pensasse que a CCB é "a" Graça, mesmo que eventualmente tivesse 5000 anos de batizado, deveria rever imediatamente seus conceitos, adequando-os à doutrina original.
Cristo não fundou a CCB, nem Pedro, nem Paulo, ou qualquer de seus discípulos. Todavia deixou-nos tudo o que era necessário para que nos adequássemos e seguíssemos uma doutrina que é santa. O esforço para sermos "da" Graça deve ser nosso, individualmente. Enquanto seguirmos a Sã Doutrina original (original significa aquela doutrina que se originou no cristianismo e que foi assimilada pela CCB) estaremos com a Graça. De outra forma, não. A denominação não pode de forma alguma ser confundida com as finalidades que o Cristo espera de Sua igreja, pois essa igreja somos nós e não o rótulo, o local ou o ministério isoladamente.

Quantidade não é sinônimo de qualidade.
Se 99% dos servos achasse (apenas por achar) que "a CCB é a Graça única e irrevogável", sendo que a doutrina original já há muitos anos explica que a coisa não é bem assim, esses 99% deveriam rever seus conceitos.

A propósito, quanto ao termo "servos de Deus", teve um ancião nosso que foi duramente admoestado durante o Culto pelo irmão Miguel Spina por que se havia referido ao irmão Spina como "o servo de Deus".
Spina, de onde estava, e com aquela franqueza que lhe era característica, disse-lhe em voz alta para "ter cuidado com as palavras", pois "todos aqui somos servos de Deus", deixando claramente a entender que não apenas os membros do Ministério deveriam ser chamados assim, mas todos, sem distinção alguma.

Pode ser que eu esteja enganado, mas na época em que ingressei nas fileiras da CCB, a doutrina era algo por aí... Não pode ter mudado da água para o vinho ou do vinho para a água, pois o falar do Crente deve ser sim-sim, não-não.
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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Sex Jun 29, 2012 11:33 pm


Saudações cristãs,

Irmão Sérgio...




"Pode ser que eu esteja enganado..."


E, lamentavelmente encontra-se. Mas, eu diria que não se trate de um equívoco propriamente dito, antes, resistência para com aquilo que nos é absolutamente patente.

O Corpo Ministerial Central - e seu "séquito" - professa como regulares ou legítimas duas Dispensações (além daquela dita mosaica):


- A primeira dispensação - Período Apostólico.

- A segunda (e derradeira) dispensação - Francescon e seu legado.



Ainda no sábado anterior (23/06 - Jardim Paulista) Ancião Paulo Plácido discorria:

"... porque nesta última dispensação da graça..."

Pois é... duro é recalcitrar contra evidências tais.

A propósito, irmão Sérgio... já dialogou acerca daquilo que classifica como "a doutrina original" com nossos "prelados" cariocas (Eliseu Simões, João Santin, Delcides Morandi, José Ferreira Pires)?

Reny do Amaral o fêz, e no entanto, hoje jaz entre os degredados. A dinastia Spina-Couri não poupou sequer a um dos seus (Joel Spina, Texas)...

Quanto à argumentação de base escrita, debalde recorrer-lhe. Nossos Anciãos se pautam numa oralidade à toda a prova mantida - como via comunicativa régia.



Atenciosamente,

"Em Caridade"

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Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sab Jun 30, 2012 7:28 am

A Paz de DEUS esteja sempre em nossos corações.

Vou colocar abaixo alguns modos meus de pensar.
DEUS me perdoe se estiver errado, e os Irmãos também.
É que não entendo muito bem das coisas, mas, dentro da minha falta de entendimento, também tenho minhas opiniões e meus achismos.

É básico, fundamental, necessário, imprescindível que uma Igreja que faça parte da "Graça do SENHOR JESUS CRISTO" tenha como ponto de partida a doutrina do voluntariado, obedecendo às palavras do SENHOR no evangelho de Mateus capítulo 10, mormente na parte "De graça recebestes, de graça dai."
Se desobedecer nesse ponto, já não faz mais parte da "Graça de JESUS CRISTO".

Nota: embora nada tenha a ver a palavra Graça em "Graça do SENHOR" com a palavra graça em "dai de graça".

Mas esse é apenas um ponto de partida, uma condição necessária.
Mas não é suficiente, pois há muitas outras condições para que uma Igreja faça parte da "Graça do SENHOR".

A Congregação Cristã no Brasil obedece à condição necessária do "De graça recebestes, de graça dai" e segue rigorosamente toda a doutrina bíblica, de Nosso SENHOR JESUS CRISTO. Portanto, a Congregação Cristã no Brasil faz parte da Graça do SENHOR JESUS.

Só isso já nos dá firmeza para que continuemos firmes nessa bendita Igreja, sem querermos ficar procurando outras Igrejas.

Entretanto, se existir outra Igreja que satisfaça a condição do voluntariado, e também as demais condições, essa Igreja também faz parte da Graça do SENHOR.
Se não existir, então a Congregação Cristã no Brasil não apenas faz parte, como também é a Graça do SENHOR JESUS.

Pessoalmente, não estou interessado em saber se a nossa Igreja "faz parte" ou se "é" a Graça. Só o fato de fazer parte já é mais que suficiente para que eu permaneça nela até o fim de minha vida aqui na Terra, sem procurar mais nada. Fazendo parte dessa Igreja do SENHOR JESUS CRISTO, só me resta implorar diuturnamente ao nosso DEUS:
"Meu DEUS, me ajuda e me dá forças para eu ser um crente bom e fiel, não me deixes do jeito que sou, porque ainda sou muito mau e infiel a TI. E eu não quero ser assim."
.........................................................................................................................................................
Alguns outros pontos a serem considerados:

1) Cuidado com a soberba. Quem tem, não zombe nem despreze os que não têm. Pelo contrário, procure distribuir com amor e humildade com esses que não têm.

2) Há muita malandragem no meio religioso, há muitas "igrejas" que são empresas e não Igrejas, há muitos mercenários cujo futuro só DEUS sabe, e que se servem da religião para enriquecer cada vez mais.
Mas há muitos que, embora não sejam voluntários, não o são porque aprenderam assim, mas que vivem uma vida simples e dedicada à pregação do evangelho, sem mordomias. Não devem ser confundidos com os mercenários.

3) De qualquer modo, os crentes de outras Igrejas devem ser amados e respeitados em sua fé. O Senhor deles é o mesmo Senhor nosso.

Finalizo dizendo que a minha ordem de prioridade é: Bíblia (doutrina), Igreja (doutrina bíblica e seus ensinamentos),
pareceres orais dos Anciãos, conselhos de todos os Irmãos.


DEUS nos abençoe sempre, e às nossas famílias.
Luiz Flavio.

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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Jun 30, 2012 9:18 am

E, lamentavelmente encontra-se. Mas, eu diria que não se trate de um equívoco propriamente dito, antes, resistência para com aquilo que nos é absolutamente patente.
Por mais que alguém possa querer convencer-me do contrário, nem tudo que está patente é necessariamente correto.
Está patente, por exemplo, que alguns em nosso meio arquitetaram dissidências.
Está patente que alguns são arrogantes.
Está patente que alguns tem o rei na barriga (e está patente que o irmão Sergio Teixeira é teimoso e chato).
Isso contudo não modifica em nada a nossa orientação primitiva, original, a qual vem sendo seguida pela maioria.
Lembrando que nossa orientação assim-chamada primitiva vem de uma época "antes de Francescon", há cerca de 2000 anos atrás.
Essa orientação é exatamente o que distingue para melhor a Congregação Cristã no Brasil, onde - como já disse várias vezes - ainda é um dos poucos lugares no mundo onde se tem liberdade para servir a Deus em espírito e verdade.
O Corpo Ministerial Central - e seu "séquito" - professa como regulares ou legítimas duas Dispensações (além daquela dita mosaica):

- A primeira dispensação - Período Apostólico.

- A segunda (e derradeira) dispensação - Francescon e seu legado.
Essa é uma abordagem meramente conológica, porém abosolutamente correta, que contempla dois períodos históricos completamente distintos.
No tocante a "Francescon e seu legado" - que é a dispensação da Graça nos dias atuais - nada tenho a objetar.
Parece que passarei anos e anos a fio tentando fazer-me finalmente compreender.
Sou totalmente contra o que não está em tal legado, o que contraria frontalmente tal legado, ou as distorções ou maus-entendimentos desse legado.
Mas essa história de "séquito"... Isso é mais coisa para reis e imperadores, o que não é o nosso caso.
Ainda no sábado anterior (23/06 - Jardim Paulista) Ancião Paulo Plácido discorria:

"... porque nesta última dispensação da graça..."

Pois é... duro é recalcitrar contra evidências tais.
O irmão Paulo Plácido falou com muita propriedade. Além do que, concordou com os argumentos que venho apresentando: Trata-se de uma dispensação da Graça, e não da Graça em si mesma. Como bem dizia Spina, é necessário ter cuidado com as palavras! Acrescento eu: proferidas ou pensadas.
"Recalcitrar" significa ir "repetidamente contra". Ora, se tenha afirmado ser a favor do que está escrito pelos primitivos, e a favor do que disse Plácido, como então estaria eu recalcitrando? Porque estou contra uma minoria que tem um entendimento diferenciado?
A propósito, irmão Sérgio... já dialogou acerca daquilo que classifica como "a doutrina original" com nossos "prelados" cariocas (Eliseu Simões, João Santin, Delcides Morandi, José Ferreira Pires)?
Sim! São irmãos muito queridos e eu os considero como meus amigos particulares, meus conselheiros, e com quem tenho a mais absoluta liberdade de dialogar. Aliás, sou amigo natural de todos os anciães da região. Sempre que cometo erros (eu cometo erros, sim!) eles me admoestam com bastante amor e liberdade.
(Ao citar os "prelados", o irmão Ednelson misturou um pouco as estações. Eliseu Simões é um dos anciães mais moços, e alguns dos mais antigos ficaram de fora de sua lista).
Nenhum dos anciães por aqui jamais usou de qualquer arrogância para comigo e nunca teve motivo para se desgostar ou se aborrecer por minha causa, apesar de nossas eventuais divergêncas de opinião. Aliás, procuro jamais me esconder dos irmãos anciães. Como os irmãos anônimos já perceberam, eu aqui também tenho nome e foto. E aqui no Rio temos um diálogo muito aberto com os anciães, sem precisar ter medo deles (ou eles de nós).
Reny do Amaral o fêz, e no entanto, hoje jaz entre os degredados. A dinastia Spina-Couri não poupou sequer a um dos seus (Joel Spina, Texas)...
Bem, isso não vou discutir. Se os anciães me vissem como "persona non grata" certamente não me reconduziriam ano após ano ao Conselho Fiscal, que apesar de representar a irmandade, tem de ser um órgão de absoluta confiança dos anciães.
Quanto à argumentação de base escrita, debalde recorrer-lhe. Nossos Anciãos se pautam numa oralidade à toda a prova mantida - como via comunicativa régia.
Não tenho muito contra a tal oralidade, exceto sob um ponto de vista meramente técnico, e não doutrinário.
Apenas critico - e critico realmente muito - quando tal oralidade contradiz frontalmente o que está escrito.
E quando o irmão fala em "nossos anciães" geralmente transmite uma idéia de que a coisa seja excessivamente hermética, uma espécie de "império", coisa assim assemelhada ao 3. Reich...
Estranhamente, os anciães por aqui - inclusive os que vêm de fora como Santin (que "é nosso" mas vem de São Paulo) são todos bastante modestos e acessíveis, pessoas gentís e alegres.
E mesmo aqueles que também poderiam ser considerados "linha dura" são rígidos quanto à doutrina porém não exorbitam nem exageram em nada, e certamente se alegram com a prosperidade e o bem-estar da Obra de Deus em nosso meio.
Nenhum deles - ou mesmo o seu conjunto - transmite nenhuma idéia que porventura levasse alguém a pensar que possam ser "déspotas" ou "donos da Obra".
Se existem "donos da obra", e se eventualmente tivermos que um dia "ter medo" dos anciães, então algo deverá estar muito errado, e eu garanto que não sou eu nem os anciães daqui.

Acho que estamos apenas enxergando "os Anciães" por prismas diferentes.
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Re: Congregação Cristã e apostasia: conceituação e posicionamento

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