Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

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Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qua Maio 30, 2012 12:11 am


Saudações cristãs,

Amados...




Sabemos - por uma questão consciencial e óbvia - que determinadas atividades laborais, direta ou indiretamente, nos podem comprometer quanto à nossa espiritual carreira e integridade.

Dentre elas, e responsável por diversas polêmicas, temos as atividades militares.

Apesar da primitiva dispensação priorizar a submissão às potestades terrenas e demais representantes seculares como divinamente constituídas (Romanos 13:1), nem por isso nos induz a aspirarmos por posições de tal envergadura (Romanos 12:16). Aliás, o Reino de nosso Senhor repugna a esse mundo ou "século"* (João 19:36).

Aliás, o formal estabelecimento da denominada apostasia pós-apostólica deu-se sob a chancela do "pontifex maximus" romano Constantino "o Grande", cuja "conversão" é historicamente atribuida a interesses de ordem exclusivamente sóciopolítica.




soldado romano tendo à boca a cabeça de seu oponente


Os representantes legais encontram-se a serviço da esfera laica e, deste modo, toda e qualquer iniciativa militaresca ocorre em nome do Estado ou sob seu respaldo. Isso, portanto, eximiria ao indivíduo da pena decorrente ao ato. Um homicídio legalmente tutelado seria, assim, de autoria estatal.

Contudo, a despeito de toda a argumentação e sofisma, "nada podemos contra a verdade, senão pela verdade" (II Corintios XIII:VIII) e tendo-a como régio parâmetro deparamo-nos com o inevitável: a condição profissional descrita apresenta-se como incompatível para com uma conduta integralmente cristã.


Disto testificam autores patrísticos:


Justino, o Mártir (100-165 E.C.)

"Nós, que estávamos cheios de guerra, e de matança mútua, e de toda a iniquidade, transformamos cada um de nós, em toda a terra, as nossas armas guerreiras, as nossas espadas em relhas de arado, e as nossas lanças em implementos de lavoura."

(Diálogo com Trífon, o judeu)

Tertuliano (200 E.C)

No seu tratado "A Grinalda”, ou “De Corona", ao considerar "se o enfrentamento é de alguma forma, apropriado para o cristão", Tertuliano delibera, à base das Escrituras, pela ilegalidade de qualquer ocupação assim caracterizada:


"Proscrevo para nós (cristãos) a vida militar."



Militares célebres:


Maximiliano, o Mártir (séc. III)

Sob sentença de morte, por recusar a alistar-se junto às forças militares romanas, Maximiliano brada:

"Não servirei. Vós podeis decapitar-me, mas eu não servirei aos poderes deste século; servirei, sim, a meu Deus."

Expedito, o Mártir (Melitene, Armênia / séc. IV)

Relata-se que, convertendo-se ao cristianismo, Expedito abdica de sua condição militaresca passando-se a servir às milícias do Cristo (disto resultando sua decapitação). O catolicismo equivocadamente o adota como tutor espiritual dos exercentes de atividades militares e correlatos. Expedito, porém, inculca em seus subordinados a aversão para com tal ofício.


Citações diversas:


"No segundo século, o cristianismo (…) tinha afirmado a incompatibilidade do serviço militar para com o cristianismo." (A Short History of Rome, de G. Ferrero e C. Barbagallo, 1919, pág. 382).


"Os primitivos cristãos pensavam ser errado lutar, e não serviam no exército mesmo quando o Império precisava de soldados." (The New World’s Foundations in the Old, de R. e W. M. West, 1929, pág. 131).


"Uma cuidadosa análise de toda a informação disponível mostra que, até o tempo de Marco Aurélio [121-180 EC], nenhum cristão tornou-se soldado; e nenhum soldado, após tornar-se cristão, permanecia no serviço militar." (The Rise of Christianity, de E. W. Barnes, 1947, pág. 333).


"Ver-se-á logo que a evidência da existência de um único soldado cristão entre 60 e cerca de 165 EC é absolutamente insignificante;(…) até o reinado de Marco Aurélio, pelo menos, nenhum cristão se tornava soldado após seu batismo." (The Early Church and the World, de C. J. Cadoux, 1955, pág. 275, 276).


"O comportamento dos cristãos diferia e muito daquele dos romanos. (…) Visto que Cristo havia pregado a paz, recusavam-se a tornar-se soldados." (Our World Through the Ages, de N. Platt e M. J. Drummond, 1961, pág. 125).


"Os bem primitivos cristãos não serviam às forças armadas, (…) desde o final do período neotestamentário até a década de 170-180 A.D. não há evidência alguma da presença de cristãos junto ao exército." (Christian Attitudes Toward War and Peace, Abingdon, 1960, pág. 67-VIII).


"Os cristãos que viviam mais perto do tempo de nosso Salvador criam, com indubitável confiança, que ele havia inequivocamente proibido a guerra - que eles abertamente afirmavam esta crença e que, em apoio dela, estavam dispostos a sacrificar, e realmente sacrificaram, suas fortunas e suas vidas. Os cristãos, porém, mais tarde, tornaram-se soldados. E quando? Quando sua fidelidade geral ao cristianismo tornou-se leviana, quando, em outros sentidos, violaram aos seus princípios, (…) Em suma, tornaram-se soldados quando deixaram de ser cristãos." ("Uma Investigação da Concordância da Guerra com os Princípios do Cristianismo", de Jonathan Dymond pág. 60, 61 - inglês).


Congregação Cristã e conduta aplicada


Apesar de não emitir um parecer cabal acerca do tema, a Congregação Cristã age de forma cautelar para com o mesmo, de forma a flexibilizar seu manejo.

Muitos de nossos irmãos - por pessoal iniciativa - têm optado por práticas profissionais alternativas com vistas ao abandono de sua anterior atuação (conforme se depreende de diversos relatos ou testemunhos). Outros solicitam, junto as suas respectivas corporações, uma eventual transferência em seu setor, passando-se a desenvolver tarefas de base burocrática ou interna.





Essa, aliás, tem sido uma das sugestões fornecidas por nossos ministros quando consultados a respeito. A habitual orientação consiste em evitar-se o “fronte”.

De qualquer modo, o Corpo Ministerial apresenta opiniões um tanto distintas quanto a questão, oscilando-se entre a concessão “sob condição” e a pontual recusa à função.

Tanto uns quanto outros, convergem num aspecto: o homicídio se configura como um delito espiritualmente hediondo. Aqueles que nele incorrem, voluntariamente ou sob tutela institucional, encontram-se sob perpétuo estigma.

O autor de Apocalipse é categórico em sua sentença:



“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.”
Apocalipse 22:15



Há que se convir, pois, que o proceder cristão e o homicídio (sob quaisquer de suas modalidades) encontram-se em pólos antagônicos ou opostos.

Alega-se, todavia, que as representações em eminência (gr. transl.: “ecsusia”) foram para esse mesmo fim estabelecidas: a promoção da ordem e bem estar comum (Romanos 13, 3-4). O postulado, entretanto, apresenta-se hermeneuticamente frágil, se contextualmente averiguado.

O “ethos” soldadesco traz em seu bojo a animosidade e a hostilização como distintivos traços. Dos dias apostólicos à contemporaneidade, o perfil do recruta pressupõe idênticos critérios. Dentre estes temos a têmpera belicosa, caracterizada pela ira ou ódio - por João classificados como extensivos ao homicídio, e tal qual este, penalizados com a privação perpétua (I João 3:15).





Coronel Telhada - trinta e seis mortes

"cristão-homicida" ?... "cristão e homicida'' ?... "cristão" ?...


Atualmente, dispomos de alguns integrantes de elevada patente em nossas fileiras. A exemplo temos Coronel Telhada. Alguns de nossos Anciãos o têm como uma “relíquia institucional”, ao passo que outros - ancorados nas Escrituras - o reputam por dissimulado e homicida.

Há em Itapetininga um “quadro” digno de nota. Nosso Ancião “primaz” possui antecedentes militares e parte de sua metodologia administrativo-eclesiástica ainda o reflete... Já um de nossos (dois) proponentes à ordenação presbiteral opõe-se expressamente aos pendores militarescos de seu filho, determinando-lhe abdicar de sua “torpe inclinação”.


Ponderemos...


________________
* lat.: "saeculum" (mundo).






Atenciosamente,

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Irmão Ednelson

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Benício em Qua Maio 30, 2012 10:26 pm



"Há em Itapetininga um “quadro” digno de nota. Nosso Ancião “primaz” possui antecedentes militares e parte de sua metodologia administrativo-eclesiástica ainda o reflete... Já um de nossos (dois) proponentes à ordenação presbiteral opõe-se expressamente aos pendores militarescos de seu filho, determinando-lhe abdicar de sua “torpe inclinação”.


Ponderemos...''




Caro irmao Edinelson, a Paz de Deus.
Este anciao ele foi um torturador da ditadura (aquele regime que a Folha chamou de Ditabranda)?


Benício

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qua Maio 30, 2012 10:57 pm


Saudações cristãs,

Benício...



Não... não se trata do mesmo.

aliás, se o fosse, já o teria delatado junto aos órgãos competentes...


Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

"Ekklésia Christiana"

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Benício em Qui Maio 31, 2012 9:17 am

Ah tá, senão eu iria denuncia-lo para a Comissão da Verdade

Benício

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  THEODORO em Sex Jun 01, 2012 7:43 am

Caro irmão,

Infelizmente vejo que a discriminação quanto aos nossos irmãos militares continua em nosso meio, o seu texto deixa bem claro isso.
Quero lhe fazer varias considerações sobre isso, considerando que eu batizei com quatorze anos e aos dezoito eu ingressei na PM, onde meu avo havia sido Coronel. Antes de entrar na força policial eu tambem me aconselhei respeitosamente com um ancião, sendo orientado apenas a sempre guardar a fé e buscar a justiça, no ambiente militar me surpreendi prazeirosamente com os conceitos que de fato norteiam o militar, que são o de ajudar o cidadao em todas as suas formas, sendo que toda a doutrina militar é isso, servir a sociedade, digo isso sem demagogia, pois, vi que ali se acredita nisso.
Nunca vi um oficial, mandar bater em alguém, mandar matar, ao contrario, se algum militar faz atos que contraria as leis, eles são severamente punidos, pois, ali ninguem passa a mão na cabeça de ninguen, principalmente nao aceitam o erro.
Essa visao que voce e outros tem dos irmaos militares, infelizmente desde aquela epoca permeia a mente de nossa irmandade, lhe dou um exemplo de uma irmanzinha que era minha namorada e os seus pais interferiram pois disseram que nao queriam que ela se casasse com um PM, é uma pena, pois, hoje eu me casei com outra irma e vivemos muito bem.
Quanto ao irmão Telhada, eu acho temerario voce expo lo dessa forma, eu o vejo como um homem de bem que fez o seu trabalho da melhor maneira possivel, se existe algum excesso ele tem que responder á justiça e a Deus e, nao á nós, que nao temos o direito de julga lo e condena lo, em outros paises ele seria tratado como heroi, eu o tenho como meu irmao em cristo sim, quanto á salvação, cabe somente ao Senhor da la a mim, a ele e a voce, só Ele quem pode concede la, pegarmos textos isolados da bíblia e interpreta los ao nosso bel prazer nao é garantia de verdade absoluta, acredito que o homicida tem várias conotações e aspectos.
Deixo claro que nao compactuo com o excesso e a violencia, contudo, infelizmente é um trabalho que alguém tem que fazer, que é defender a sociedade e isso, em algum momento, gera conflitos,que pode chegar ao uso da violencia, mas, alguem tem que tentar dirimir tais conflitos e é aí que entra o braço do estado na pessoa de um militar ou outro orgão competente.
Tenho quase trinta anos de batizado e ja vivenciei diversas situações, e conheço a hipocrisia da maioria de nossos irmãos que preferem se omitir e apenas ficar murmurando á efetivamente agir diante da injustiça, contudo, a maioria dos militares atuam diante da injustiça, por isso incomodam e sao criticados, mas, o verdadeiro cristão deveria ama los, pois, a doutrina militar é buscar a justiça e cumprir a lei, acima de todas as coisas, não é a mesma busca dos ideais cristãos, desde que a lei não fira a doutrina?
Acredito que o nosso Deus é um Deus de ordem, pois, existe hierarquia até entre os anjos no céu e o Senhor ama a ordem.
Costumo dizer aos irmãos amigos que tenho dois motivos para ser odiado pelas pessoas, uma por eu ser policial e outro por eu ser crente, mas, o que mais me dói é esse tipo de preconceito que existe em seu texto, pois, vejo a carreira militar como uma carreira belíssima onde se busca apenas a justiça, e seria uma opção formidavel para os nossos jovens, agora, se alguém se desvia disso, é por sua conta e não tem o aval das instituiçóes, ao contrario, já vi muitos maus militares serem expulsos por cometerem crimes e excessos, ter a atitude correta é opção de cada um e não da profissão de alguem, já presenciei uma irmã que era domestica que é mulher de um cooperador ir presa por estar furtando em supermercado, já presenciei irmao vendedor ir preso por estelionato, outro que é vendedor de picolé ir preso por brigar no meio da rua, e por aí vai, no que a profissão deles modificou os seus comportamentos? Ao contrário, dar algum poder ao homem só reafirma o que ele é!!!


THEODORO

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Sex Jun 01, 2012 10:29 am



Saudações...

Theodoro, prezado...




"Por que nada podemos contra a verdade senão pela verdade" (II Corintios XIII:VIII).


Se acaso atentei contra a verdade, Aquele que por ela continuamente vela emitirá (no momento oportuno) o seu juízo.

De qualquer forma, o posicionamento expresso ampara-se em dois distintos referenciais: as Escrituras e a História (secular e eclesiástica).

Cerrar os ouvidos e olhos frente à efetividade dos fatos não nos preserva de maiores infortúnios, antes posterga nossos pessoais conflitos e dilemas. Como terapeuta já tive alguns "militares-cristãos" sob minha tutela psicoterápica e posso assegurar-lhe que os sobressaltos internos são inúmeros.

A instituição descrita não mais corresponde aos predicados de outrora. Sua deterioração é pública e notória. Atualmente, a "corregedoria" é ocasionalmente solicitada à averiguação de casos provenientes ou oriundos da própria corregedoria...

Quanto a seu irmão Telhada... o máximo que me pode suceder é tornar-me sua 37ª vítima (oficialmente tramitam 29 processos por homicídio sobre o mesmo).

No mais, folgo Naquele que me tem certificado quanto à Sua eterna verdade e justiça, pelo Espírito discernindo entre o joio e o trigo - uma vez que ambos crescem numa mesma seara (Mateus 13,24-26).

A propósito... já incorreu em homicídio, ou melhor, "execuções legais a serviço do Estado"?




Atenciosamente,

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  THEODORO em Sex Jun 01, 2012 6:53 pm


Ednelson, Prezado...

Entendo o seu posicionamento onde se denota o seu repúdio aos militares, eu sei que o poder fiscalizador da polícia incomoda e efetivamente existe uma cultura anti militarismo ocasionado pelo periodo da ditadura, mas, infelizmente, não há o que se fazer, principalmente como cristãos acredito que devemos fortalecer e respeitar as instituições policiais e, ao contrário do que voce sugere, acredito que se a polícia e até mesmo a política fossem feitas por verdadeiros cristãos, quem sabe teríamos um outro Brasil? Quanto á história e as escrituras, eu novamente discordo de voce, quantas vezes o Senhor exigiu que se formasse exercitos para combater os inimigos de Israel? Militares como eu buscaram Jesus no sentido de nos colocarmos verdadeiramente sob o jugo do Senhor, e qual foi o seu mandamento? Que deixássemos de ser policiais? Que o crente deve se omitir diante da injustiça? Não, segundo as escrituras que voce cita ele apenas nos ordenou que náo nos conrrompessemos, agora, é lógico que devemos fazer várias outras coisas diante da justiça de Deus, mas, para isso existem ensinamentos as leis que nos regem.
Se voce como terapeuta tratou de irmãos que sofrem por serem militares e tem problemas de ordem emocional, acredito que deve se observar sempre o histórico e o contexto que vive esses seus pacientes, verificando tudo caso á caso, agora, novamente voce joga todos no mesmo balaio e não é assim, existem milhares de irmáos militares que no final do dia sentem a sensação de dever cumprido diante dos homens e diante de Deus, classificar todos em uma só situação pejorativa é no minimo uma atitude preconceituosa de sua parte, que nao nos ajuda em nada.
Pelo menos em meu estado que é Minas, a corregedoria funciona e muito bem, sendo que só neste ano foram expulso mais de 50 policiais indignos de trabalhar na rua, a corporação militar tem se aprimorado muito, principalmente no sentido de moldar o policial para respeitar os direitos humanos e as normas vigentes.
Tristemente noto que voce já julgou e condenou o nosso irmão Telhada, confesso que nao o conheço e não sei quem foram os meliantes e as situações que eles pereceram em suas mãos, mas, imagino que suas ações foram justificadas ou ele certamente já estaria preso, agora, acredito que voce extrapola ao acreditar que um homem que defende a sociedade desses marginais faria algo de mal a uma pessoa como voce, ser incompreendido é um dos destinos do militar e todos nós sabemos disso, se não atuamos é porque compactuamos com os bandidos se atuamos somos arbitrários, essa é a nossa máxima.
Por fim, voce volta sua artilharia para mim quando pergunta sobre se já cometi homicídio, serei o mais sincero possível, eu nunca matei ninguém , pois sempre temi ao Senhor sobre todas as coisas, vontade de faze lo? Sim, encontrei vários indivíduos que não merecem viver, contudo, sempre fugi do mal e clamei ao Senhor que me livra se de cometer tal ato. Se não tivesse alternativa eu o faria? Sim, sem sombra de dúvidas eu cumpriria o meu dever de defender a mim ou a outra pessoa, tudo diante da lei que me permite tal ato de defesa da vida, pensar diferente é insano e anti bíblico.
Assim, não tenho a pretensão de convence lo, mas, sim de demonstrar uma visão que talvez voce desconheça.

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Sex Jun 01, 2012 11:16 pm



Saudações cristãs,

Benício...




De fato, a criação da Comissão da Verdade consiste numa conquista efetivamente democrático-humanitária. Tema, aliás, para um tópico à parte (caso lhe pareça oportuno).

As investigações e levantamentos preveem a remoção de máscaras e o desmantelamento de estruturas escusas.

Quaisquer organismos sociais, incluindo-se entidades confessionais, deverão colocar-se (compulsoriamente) à disposição, se solicitados.

Aguardemos os resultados.



Atenciosamente,

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sab Jun 02, 2012 6:06 am

A Paz de DEUS seja em nossos corações e de nossas famílias.

A profissão militar, quer seja na forças armadas ou na polícia, assim como a profissão policial civil, é a meu ver uma profissão perigosa, material e espiritualmente.
Esses dois tipos de perigo são inerentes a essas profissões.

Mas o perigo espiritual existe em qualquer profissão.

De qualquer modo, sempre orientei os meus filhos a quando forem servir nas Forças Armadas (o serviço obrigatório) que procurem fazê-lo na parte de Saúde ou na parte burocrática, fugindo da infantaria e da cavalaria.
O mesmo se algum dia o Brasil se meter em guerras.
Se estiverem na saúde, mitigarão sofrimentos físicos de pessoas. Se forem na burocracia, pelo menos não matarão nem ferirão ninguém.

Ser policial, embora uma profissão nobre e essencial, acho muito arriscada no aspecto físico, por isso não aconselho ninguém a seguir essa profissão.

Aos que já seguem essa profissão, sejam ou não crentes, peço a DEUS que os guarde e os proteja.


DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Jun 02, 2012 5:14 pm

Estive pensando bastante sobre o assunto, e não tenho encontrado nenhuma profissão totalmente isenta de perigos físicos, morais, éticos ou espirituais.
Algumas profissões que evidenciam o contato mais amiúde com alguma forma de violência costumam nos chamar mais à atenção.
Durante o tempo em que eu praticava artes marciais, o nivel de violência sofrido ou exercido parecia ser bem menor que nas demais atividades do dia a dia. Contudo, a "aparência" encerra em si os seus próprios perigos...
Apenas como curiosidade, aqui no Rio de Janeiro temos diversos irmãos de ministério que já foram profissionais em artes marciais, não mais praticando esse tipo de atividade.

Porém igualmente na área da Saúde, do Direito, e até mesmo da informática, do marketing multinível, e de outras forma de empreendedorismo, existem perigos em potencial para o cristão dedicado.
O cristão, quer queira quer não, é um soldado de Cristo e tem de praticar um pouco de violência (porém de ordem espiritual) para entrar no reino dos céus.
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Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  cristão ortodoxo em Seg Jun 04, 2012 1:41 am

Amados irmão a paz de Deus, Amém. É com muito prazer que venho externar minha opinião neste tópico, uma vez que este ofício faz parte do meu dia-a-dia. Sou policial militar aqui em Minas Gerais há quase 06 anos. Quando ingressei nas fileiras da PMMG, fui surpreendido com um discurso de um Capitão, onde o mesmo dizia que Deus não outorgou a ninguém tirar a vida de uma pessoa. Mas que o oficio de soldado foi aprovado por Jesus, pois o nosso Senhor quando teve um contato com um militar, não orientou ao soldado a abandonar seu oficio, mas sim em contentar com o soldo recebido. acreditava que ele o tinha orientado a não corromper-se, como está escrito: E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo Lucas 3:14. Segundo o Capitão a Instituição policial não induz o policial ao homicídio, pois esses casos são esporádicos, e quando ocorrem é de forma involuntária. Pois o policial luta para estabelecer a paz social, não uma guerra sangrenta. Neste discurso ele utilizou o seguinte exemplo: Num acidente de transito onde há mortes, quem conduzia o veiculo então deveria ser penalizado por Deus por cometer o homicídio, pois a única diferença entre um policial matar alguém em serviço, e uma pessoa matar alguém no transito é simplesmente a ferramenta utilizada no crime. Poi os dois supostos criminosos não tinha a intensão de matar. Pois bem, eu como servo de Deus compartilho do mesmo pensamento deste Capitão, pois quando entro no meu serviço não tenho intensão alguma de tirar a vida de alguém. Já ocorreu fatos em que fui obrigado a atirar em criminosos, mas foi para repeli uma ação injusta onde eles atiraram na minha guarnição primeiro. Com esta minha ação concorrente, consegui fazer com que eles parassem de atirar em via pública, ou seja, livrei minha vida e a de terceiros, pois os criminosos evadiram do local. Não tive intensão alguma de matá-lo, mas se tivesse acertado eu estava com minha consciência limpa, pois fui surpreendido e correspondi para que não fosse alvejado.

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  BadMix em Seg Jun 04, 2012 11:41 am

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Última edição por BadMix em Sex Jul 06, 2012 3:30 am, editado 1 vez(es)

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Seg Jun 04, 2012 3:32 pm


Saudações cristãs,

Irmão Vitor, prezado...




Eis um exemplo digno de ser incluído aos "anais das torções" (vide II Pedro 3:16)...

O versículo citado (Mateus 26:52) configura-se como relativamente enígmático e polêmico, fornecendo subsididios, inclusive, ao moderno reencarnacionismo*. Seu âmago, contudo, não nos permite supor que o Divino Mestre o aplique como um atenuante ao homicídio e atos afins.

A hermenêutica dita integrada (1), aliás, o reveste duma conotação inversa, a saber, condenatória.

Nesse mesmo sentido, tem-se como parecer comum que a sentença subjacente ao texto aluda a dois universais princípios: a equivalência e o paralelismo. De modo que se contextualizada fosse - tendo-se os dias atuais como referencial ou parâmetro - expressar-se-ia (aproximadamente) nos seguintes termos:


"Mete no seu lugar o teu revólver, porque todos os que lançarem mão do revólver pelo revólver morrerão."


Ora, como nem todos aqueles que exercem atividades correlatas vem a óbito pela via mencionada, cogitam alguns que, metaforicamente, esteja o Mestre a declarar que os tais estariam fadados ao infortúnio eterno ("morrerão"), em face do manuseio indevido e sua resultante extrema: o homicídio. Tertuliano (entre outros), assim o propunha.


________________
* Kardecismo. O qual dele se utiliza em seus arrazoamentos pró-reencarnacionistas.
(1) ou interdenominacional.




Atenciosamente,

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Irmão Ednelson

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Sergio Teixeira em Seg Jun 04, 2012 10:20 pm

"Mete no seu lugar o teu revólver, porque todos os que lançarem mão do revólver pelo revólver morrerão."
Minha opinião é de que o Senhor Jesus, apesar de não ser um extremista, era um ferrenho seguidor da Vontade do Pai, que primariamente instituiu o "não matarás". Ora, se não é para matar, é para não matar mesmo.
Se formos seguir a Vontade do Pai ao pé da letra, e de acordo com o contexto da espiritualidade, será dessa maneira que pensaremos.
Mas se pensarmos como homens sociais, e visando nossa salvaguarda e nossa soberania, evidentemente pensaremos de forma diferente e nos armaremos da melhor forma possível para que estejamos preparados materialmente para rechaçar toda e qualquer ameaça a nós mesmos, a nossa família, a nossa comunidade, e até à nossa pátria.

Para os pacíficos a Paz, e para os guerreiros a guerra.
Ou, para os de natureza pacífica, a essência da Paz, e para os de natureza guerreira a essência da guerra.

O Deus-Pai nos dá exemplos em toda a Bíblia de não desprezar o exército no meio de seu povo, porém jamais demonstrou necessitar de grandes contingentes (leia-se a respeito de Gideão e seus 300, e de Eliseu, quando Samaria foi sitiada) ou de armamentos especiais (veja-se a travessia do Rio Jordão), ou sequer de pessoas especialmente treinadas na guerra (David enfrenta Golias).
E quando (em Gênesis) sequer havia um exército formado expressivamente, o Senhor deu expressiva vitória ao seu povo civil sobre o grande exército de Faraó, este com suas armas, seus carros, cavalos e cavaleiros.

Entretanto cada momento, cada situação merece atitudes diversificadas.
Há ocasiões onde se deve oferecer a outra face, e ocasiões também de preparar um azorrague e com ele expulsar os vendilhões do templo.

A carne, a matéria, precisa de armas, a Alma, o Espírito não.
Em tudo no entanto tem de haver um equiíbrio.
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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  BELLO em Ter Jun 05, 2012 3:35 am

BadMix escreveu:Certa vez ouvi uma explicação de um Pastor Norte Americano sobre o porquê de ele defender a pena de morte do sistema penal dos Estados Unidos.
Ele respondeu algo assim:
"Jesus Cristo validou a pena de morte, por isso quem sou eu para O contrariar"
Eu fiquei pasmado ao ouvir aquilo, pois nunca havia lido algo nesse sentido em toda a escritura, e ele citou a seguinte passagem, a qual deixo para que todos nela possam meditar, e ver se podemos retirar a mesma conclusão desse célebre Pastor.

"Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão." S. Mateus 26:52

Somos todos rápidos a julgar, que Deus nos ajude, pois se fôssemos julgados por Ele com semelhante rapidez eu não teria sequer tempo de me aperceber que erro, quando mais arrepender-me...

Deus a todos abençoe,
Vitor

Irmão,

Isso demonstra como muitos manipulam a palavra de Deus para a encaixar em seus preceitos. Mas, isso não ocorre só com pastores, não é mesmo? Noto que o Ednelson, quando é contrariado em sua profunda sabedoria, passa com facilidade a desprezar os irmãos deixando até mesmo de lhes chamar de irmãos e ainda tem a coragem de usar o termo EM CARIDADE, o que para mim ele mostra não ter, porque, caridade não é amor? Não é aquela que suporta tudo? Atacar os nossos irmãos que estão sofrendo e sustentando as suas familias como militares é certo?
Matar é errado!!! Condenar e matar almas para mim é muito mais errado!!! Eu não gosto de polícia até o momento que preciso dela, essa é a verdade!!! Se nossos irmãos pudessem sair dessa profissão ou não entrassem seria melhor por causa do risco, mas, se o Senhor não deu esse mandamento e nem os condenou eu que lhes porei esse jugo? Começareis a lhes discriminar também? Ou a parte em que os guardas buscam conselho com Jesus está mal entendida também? Acredito que Jesus em sua infinita sabedoria sabia que ter a presença de militares era necessario naquela época, como é necessário hoje, o que é preciso é ter mais controle sobre eles. Sinceramente, também não gosto de policia, mas, sem eles seria muito pior, seria o caos. Eu gosto muito menos de bandidos, já fui assaltado e humilhado por bandidos onde até apanhei, tenho tanta raiva deles que quando eu me lembro do tapa que tomei na cara a minha vontade é matar todos, isso não é exclusividade só de polícia, a população está sofrendo na mão dessa praga. Aqui em Campinas, conheço vários irmãos que são policiais e alguns são meus amigos e os classifico como pessoas boas que auxiliam bastante a obra e não me lembro de ver mau testemunho por parte deles. Entendo que se o ministério, a justiça da terra e nada os proibem de servir a Deus, por acaso os irmãos que condenam os militares não estariam como aqueles irmãos judeus que condenavam os irmãos gentios por seus costumes e queriam que eles até circuncidassem? O que lhes foi dito? "NÃO ABORRECEIS OS VOSSOS IRMÃOS...." Penso que esse tópico está na contramão do pensamento de Cristo. Acredito que esse tópico deveria até ser excluído, pois, imagino como deve ficar a autoestima de nossos irmãos militares quando são citados como homicidas, corruptos, esquecendo que a maioria nunca fez nada disso, são servos de Deus como nós que tão somente tem uma profissão espinhosa. Oremos por eles e por nosso caridoso irmão Ednelson. APDD

BELLO

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  BadMix em Ter Jun 05, 2012 5:16 am

.


Última edição por BadMix em Sex Jul 06, 2012 3:30 am, editado 1 vez(es)

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Ter Jun 05, 2012 5:24 am

A Paz de DEUS esteja sempre em nossos corações e de nossas famílias.

Sou contra generalizações.
Na maioria das vezes, para não dizer sempre, são injustas.
Basear-se em casos particulares para chegar a concluões gerais, é errado. Chega até a ser pecado, já que estamos falando de generalizações espirituais.

A profissão de Polícia, seja civil ou militar, é perigosíssima, e por isso merece todo o nosso respeito.
Haver nela indivíduos corruptos não nos permite generalizar que a profissão seja corrupta.
Corruptos, maus, desonestos são apenas os indivíduos que assim o sejam.

Fico aqui pensando: "Meu DEUS, que tristeza para um homem (crente ou não), ler em algum lugar uma generalização quanto a sua profissão. Que abatimento isso não pode causar. Que tristeza para sua esposa e seus filhos. Para não falar ´revolta´, pois ele está sendo colocado num rol a que ele não pertence. Está sendo individualmente injustiçado, caluniado."

Não é achismo meu. Nós não podemos de modo algum causar tristeza aos outros.

.....................................................................................................................
O Policial tem de andar armado.
Há casos em que ele ou matará, ou morrerá.
Ou ele, ou pessoas inocentes.
Que fazer? Dar condições para que apenas pessoas inocentes morram, deixando os criminosos viverem?

Eu aconselho a meus próximos a não entrarem para essa profissão.
Mas não porque a profissão seja isso ou aquilo. Apenas porque é uma profissão muito perigosa (até pelo fato de que algum dia possa vir a haver a necessidade de matar um facínora. E aí pode haver algum peso na sua consciência).

Peço a DEUS aqui que abençoe, proteja e guarde de todo o mal todos os nossos Irmãos Policiais. Também a todos os Policiais que não sejam nossos Irmãos em JESUS CRISTO.

Que DEUS nos abençoe a todos.
Luiz Flavio.

P.S.: ao enviar esta mensagem, vi que há uma mensagem que foi colocada antes. Não a li ainda.

Luiz Flavio N. Facci

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  BELLO em Ter Jun 05, 2012 7:26 am

BadMix escreveu:Caro irmão Bello,
Se o Irmão vai orar, ore também por mim, pecador, pois também necessito das bençãos do nosso eterno e bondoso Pai.

Quanto ao versículo citado, não o coloquei aqui por acaso, foi mesmo para provocar uma reacção, para abalar alicerces quiçá mal fundamentados.
Eu não defendo pena de morte, nem posso considerar como correcto a morte voluntária de um criminoso às mãos de um elemento das forças policiais.
MAS,

Eu, tal como os demais, estou debaixo de uma autoridade a qual é verdadeira e imutável: a palavra de Deus contida nas nossas bíblias.

O que é que está escrito?
Isto?
"Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque doravante viverás pela paz"
Ou isto?
"Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão." Está ali escrito, que verdadeiramente morrerá pela espada todo aquele que fizer da espada modo de vida.

Eu não vejo ali uma licença para a morte, vejo que o Senhor Jesus é perfeito e acomoda n´Ele todas as nossas falhas, até as mais caridosas (mas erradas?) interpretações das suas palavras.

Também confesso aqui, junto do irmão Bello algum incómodo por coisas que vou lendo/vendo acontecer neste espaço (dai me ter refreado uns dias de participar), inclusive ter tido uma mensagem apagada pela administração sem que sequer me fosse explicado o motivo, para me penitenciar e/ou mudar a forma como escrevi ou o que escrevi.

Felizmente para mim este não é o meu tesouro, daí não estar aqui o meu coração.

p.s.-
Já agora, para um complemento do que anteriormente disse, o Pastor citado é o John MacArthur que, entre outras coisas, tem mais de um milhão de cópias vendidas da sua própria Bíblia de estudo (digo isto não como reverência, mas apenas para mostrar que não estou a citar um leigo na matéria discutida).

Irmão,

Lhe peço as suas orações também, pois, sou pequeno e errante.
Quanto á frase proferida por nosso Senhor, convenhamos que foi um conselho extremamente válido para aquele momento, não? Certamente quem fez uso da espada naquele momento, contra dezenas de guardas seria executado na hora, não é? E se não fosse a intervenção do Senhor com um milagre, certamente aquele apostolo teria sido morto. É lógico que uma vida voltada para a violencia certamente acabará em violência, isso é evidente. Mas, acredito que foi a frase foi proferida mais para aquele momento em que Jesus estava sendo preso.
O que não é o caso de nossos irmãos que são militares e fazem o seu trabalho no sentido de proteger a vida, se precisam matar para isso, eu acredito que não configura o crime de homicídio e sim uma ação de cumprimento da lei que na minha opinião é justificavel também diante de Deus. Como disse, já sofri na mão desses pilantras e sei a maldade que eles são capazes, eles não pensam em Deus e nem em ninguém e acredite, eles não estão nem aí com os direitos humanos, só querem o seu dinheiro e são capazes de tudo para isso.
Sei que temos que suportar a injustiça, mas, não é fácil voce ver sua família sob a mira de uma arma e um bandidinho lhe bater e lhe humilhar e ainda tentar abusar de sua família, a sensação de impotencia é enorme. Defender esses animais é inconcebível e não quero que ninguém passe por isso.


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Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  cristão ortodoxo em Ter Jun 05, 2012 8:35 am

Queridos irmãos a paz de Deus, Amém. Vejo que neste tópico os policiais são tratados com muito rigor. Desprezamos o amor para acusá-los de e julga-los de homicidas. Muitos aqui não sabem que pricipalmente no interior, a policia e pai e mãe de muita gente. E que a vontade de justiça estão em nossos corações a todo momento. Como disse o intelectual Ricardo Ballestreri; a policia sempre esta nas horas de mais fragilidades das pessoas. Quando não há paramedicos somos nós que fazemos o parto; somos nós que socorremos os baleados; somos nós que socorremos os violentados sexualmente; somos nós que socorremos os aflitos de alma que está prestes a suicidar-se; somos nós que socorremos os velhinhos e as crianças abandonadas etc.... Fazemos isso é por amor e sede de justiça, porque os policiais na sua maioria são pobres e vindo da periferia, tentamos oferecer as pessoas aquilo que não tivemos acesso devido a inoperancia do Estado. No meu dia-a-dia em chamadas nos hospitais coagi médicos sob pena de prisão, para prestar atendimento para um meu irmão da periferia. Coisas tal que nem durante o meus 20 anos de crente, quando eu não era um policial, eu fiz para meus irmãos. Se somos homicidas por excelencia, também praticamos o amor verdadeiro que o proprio Senhor Jesus nos ensinou. Onde as instituições de caridade, religiosas,não praticam nem um terço e ficam tocando trombeta para serem aplaudidos pelos homens. Pois sim a gloria destes e aqui na terra. Como soldado de Cristo, e soldado dos homens cumprirei o meu oficio conforme o mestre nos ensinou: Não maltratando e nem defraudando as pessoas, até porque procuramos estabelecer a paz pregando a paz. sabemos que a espada do estado, quando utilizada não tenha a intenção do resultado final, mas de procurar inibir a ação do agressor para que o mesmo não incorra em delitos que consequentemente também são pecados. Isso não que dizer que somos autorizados por Deus e pelo Estado para agredir as pessoas, mas para corrigi-las de uma forma energica, onde a força é um contra peso a altura do peso do oponente.

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Ter Jun 05, 2012 8:50 am

A Paz de DEUS.

Concordo plenamente.

DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Ter Jun 05, 2012 11:29 am


Saudações,

Cristão Ortodoxo...




Permitam-me uma observação.

O capitão mencionado - provavelmente gentio ou alheio a Fé Comum - incorre em equívoco sobre dois aspectos.

Primeiro, atribui a nosso Senhor palavras originalmente emitidas por João, o Batista (Lucas 3:14).

Por outro lado, adapta o fragmento descrito, isolando-o de seu contexto e estrutura.

Na ocasião, segundo a exegese corrente, João se referia à coletividade presente tendo-a como "raça de víboras" (ou serpentes, ou aspides). Em meio a esta, conforme a narrativa, duas classes recorrem-lhe em particular: publicanos (ou cobradores) e mílites romanos (soldados).

O grego aplicado à redação, sua compilação latina (Versis Vulgata) e mesmo versões vernáculas demonstram-nos, sem maiores evasivas, a indiferença de João para com ambos. Em seus comentários acerca do episódio, Tyndalle (dentre outros) destaca a pontualidade de João como um indicativo de reprimenda e menosprezo. O Códice Síriaco Peshita (Sy, Syp) assim o verte e acresce: "abstende-vos do maltrato, do testemunho improcedente, e acomodai-vos a porção salarial prevista. Isso vos basta!".

De Policarpo de Esmirna (69 - 155 E.C. - colaborador e depositário de João, o derradeiro) aos expoentes da Escolástica, a posição frente a questão militaresca apresentou-se sempre reticente. Nossos antecedentes valdenses alpinos (pré-reformados) igualmente repugnavam as atividades bélicas, a elas recorrendo apenas sob excepcionais e inevitáveis circunstâncias (como nas sangrentas ofensivas romanas). Alguns, inclusive, consentiam em sua atroz execução, evitando-se o revide como uma conduta imprópria ao "modus vivendi et operandi" cristão.



Atenciosamente,

"Em Caridade"

irmão Ednelson

"Ekklésia Christiana"

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Sergio Teixeira em Qua Jun 06, 2012 10:44 am

"abstende-vos do maltrato, do testemunho improcedente, e acomodai-vos a porção salarial prevista. Isso vos basta!".
Outras redações e traduções apresentam variantes bastante semelhantes, sendo algumas mais ricas e outras mais simples, porém o fundamento é sempre o mesmo:

"Não extorquais dinheiro e não acuseis povo com falsidade - contentai-vos com vosso pagamento".

"Não extorquais dinheiro de ninguém através de ameaças ou falsa acusação, e estejais contentes com vossos salários".

O texto grego fala em "sacudir" (DIASEIW, ou DIASEISHTE* como está no texto) o que significaria mais aproximadamente para não "conseguir dinheiro através do uso de violência".

Por outro lado, o termo inglês "wages", geralmente traduzido como "salário" seria mais apropriadamente "vencimentos", "pagamento", "ordenado", "soldo", "haveres", já que "salário" é um pagamento efetuado aos soldados romanos tendo tipicamente como moeda o sal grosso (Cloreto de Sódio em bruto), produto de alto valor àquela época e naquelas regiões, onde o sal era conseguido através de exploração de minas e não em salinas, como o conhecemos hoje em dia.

O texto portanto fala especificamente da remuneração oficial dos militares, com a qual eles deveriam se contentar, e que não deveriam utilizar-se de quaisquer meios ilícitos para conseguir alguma complementação.


* Infelizmente meu teclado não está habilitado para usar caracteres gregos, os quais eu somente poderia publicar através de "control c" + "control v". Mas não acho o texto em Grego na internet.
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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Benício em Qua Jun 06, 2012 5:30 pm

O que é a Policia Militar?

Segundo as ciencias sociais e filosofia, é um órgao repressor para proteger o Estado burgues e seus compadres, ou seja, a burguesia.
Os proprios pobres lutando contra pobres, ou seja, o mísero policial pobre obedece apenas a uma ordem do Estado, na qual é subordinado.

Particularmente, nao confio na Policia.

Temos vários casos de que a mesma nao é instituicao confiável, vide a acusacao de estuupro na ocupacao do Pinheirinho (aquele terreno de Naji Nahas usado para especulacao imobiliária).

A Polícia mente, mata, rouba, estupra, e ainda quer ter moral com o povo.

Vivemos uma onda de luta de classes, e cada vez mais, oficiais com maiores informacoes estao se ingressando na instituicao, botando medo nos governantes, vide a fala de Beto Richa, governador do Paraná ao dizer que "policiais com ensino superior sao insubordinados", causando desconforto em toda a corporacao.

Muito polemico um crente ser policial.

Aqui no Parana tem um anciao que era da Policia Rodoviária. Todos comentavam acerca da profissao dele, mas ele nao era truculento, a vantagem.

Logo mais voltarei, tenho que ir pra aula.

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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  Sergio Teixeira em Qui Jun 07, 2012 1:14 am

Por aqui temos muitos irmãos tanto "de banco" quanto "do ministério" que são ou foram policiais civís, militares e/ou membros das forças armadas, todos - ao que me consta - irrepreensíveis como servos de Deus.
No mundo há muitos que exercem tais atividades e que realmente optaram pela "banda podre".
Porém também há em maior número os que escolheram entregar suas vidas à Vontade, à Misericórida e ao infinito Amor de Deus.
Se já não nos é lícito fazer julgamentos, pior ainda se julgarmos a todos por uma amostragem deletéria.
Não podemos em sã consciência falar mal das instituições policiais ou militares por causa de elementos que são mais criminosos que aqueles que eles deveriam combater.
Partamos do princípio de que tais instituições são dignas, assim como seus integrantes.
A dona de casa antes de preparar o feijão o despeja sobre a mesa e faz a seleção criteriosa dos grãos. Aqueles que forem aprovados nessa seleção irão efetivamente para a panela. E nós, filhos e maridos, estaremos nos alimentando do que há de melhor naquele feijão, sem ao mesmo tomar conhecimento de que havia uma certa parte de impurezas como pedrinhas e grãos atacados por insetos.
Ora, todo o feijão fazia parte do saquinho. Será que o feijão como um todo poderia se considerado por nós como 100% "bom" ou 100% "ruim" ?
Aprendamos com as pequenas coisas e chegaremos a grandes conhecimentos, a grandes resultados.
"Ad summa per ardua".
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Re: Congregação Cristã e atividades profissionais polêmicas: ofício militar

Mensagem  BadMix em Qui Jun 07, 2012 4:41 am

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