A diferença entre “falta” e “pecado”

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A diferença entre “falta” e “pecado”

Mensagem  Cardo em Sex Fev 17, 2012 12:05 pm

Achei esta postagem feito por um irmão nosso que acho bem explicativa:
http://atos.wordpress.com/2011/08/15/a-diferenca-entre-“falta”-e-“pecado”/

Pecado:
1 violação de um preceito religioso
2 Derivação: por extensão de sentido.
desobediência a qualquer norma ou preceito; falta, erro

Falta:
5 ato condenado pela moral familiar ou religiosa; ofensa, pecado
Ex.: o confessor perdoou-lhe as f.
6 ausência de correção; erro, engano
Ex.: comete muitas f. gramaticais
7 imperfeição moral; falha
Ex.: seu caráter não está isento de faltas


Fonte: Dicionário Houaiss

~*~

Em miúdos: aquele que praticou uma “falta”, cometeu um “pecado”. Aquele que praticou um “pecado”, cometeu uma “falta”.

Não há, na Palavra de Deus, o recurso de “falta” para abrandar o erro humano. Toda “falta” perante Deus é um pecado. Todo pecado perante Deus é uma “falta”.

Da distinção dos pecados

Existe sim, ao contrário do que muitos pensam, uma graduação do pecado. Existe o Pecadão, e para esse não tem perdão nem nesse século e nem no vindouro, e o pecadinho.

O Pecadão, como se sabe, é o pecado imperdoável. É a blasfêmia contra o Espírito Santo. Em outras palavras, é desprezar a obra do Espírito Santo, negando sua eficácia. Quando se atribui a Satanás uma obra que é do Espírito Santo incorre-se também em blasfêmia.

Já os pecadinhos, são todos aqueles que vêm acoplados na nossa natureza humana, herança de Adão. São as obras da carne. Paulo, em Gálatas 5, as lista:

19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.


Ou seja: quem vive em adultério tem o pecado igualado a aquele que vive em bebedice. Quem não está em adultério, mas tem seu coração mergulhado na lascívia, também está em pecado. A tão comum inveja, veja só, se iguala ao pecado da heresia.

E o texto é claro: os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Vivamos, portanto, sob a Graça de Cristo.

Cardo

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Re: A diferença entre “falta” e “pecado”

Mensagem  BadMix em Sex Fev 17, 2012 12:43 pm

Caro Cardo,
Esta informação vem mesmo a tempo de nos esclarecer sobre uma questão levantada noutro tópico aqui ao lado.

Agradecido pela partilha. Deus o abençoe.
Vitor

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Re: A diferença entre “falta” e “pecado”

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Fev 18, 2012 9:53 am

Considerando o mesmo prisma, ou seja, fazendo com que "labe" e "peccatus" venham a ter rigorosamente o mesmo significado*, então "falta" seria o pecado cometido involuntariamente e "pecado" seria aquele cometido de forma proposital, intencional, premeditada, de plena consciência.
Faltas portanto seriam os chamados "pecadinhos" e pecados - de qualquer natureza - seriam os chamados "pecadões".


* Porém o Latim é um idioma que não tem muita sinonimia, ou seja, as palavras sempre expressam exatamente um conceito específico e imutável.
Uma "pregação", uma "exortação" e um "discurso" para nós, poderiam eventualmente ser a mesma coisa, não é mesmo?
Porém em Latim as palavras correspondentes são "praedicans", "exhortationem" e "oratio", que não se confundem jamais.
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Re: A diferença entre “falta” e “pecado”

Mensagem  Mourão em Qui Jun 27, 2013 4:49 pm

Como na prática não existe "pecadinho" e "pecadão", entendamos da seguinte forma:
Através do santo batismo, fomos perdoados de todos os nossos pecados cometidos até então.
Porém, em decorrência de nossa natureza fraca e errante, podemos eventualmente incorrer (por mera distração) no mesmo erro, e em seguida nos arrependermos e buscarmos o perdão de Deus.
Havendo sinceridade de coração, isso será apenas uma falta.
No entanto, se cometermos o mesmo erro com regularidade, ou de forma proposital, aí então é pecado mesmo.
Nosso Pai eterno não age de acordo com a literalidade, pois sonda os corações e conhece com profundidade se houve ou não dolo na prática de uma determinada ação.
É a presença do dolo que determina a condição de "pecado".
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Re: A diferença entre “falta” e “pecado”

Mensagem  Neófito em Ter Jul 02, 2013 11:55 am

Qual delito é mais grave:
O estupro ou a mentira?

Qual ação causa maior dano:
O furto da aposentadoria de uma viúva, ou o furto de uma fruta na feira?

O que causará mais desgosto e tristeza para um pai:
O filho mentir que terminou a tarefa escolar, a fim de se ver liberado para jogar videogame, ou a descoberta de que o filho está consumindo drogas?

Se todos os pecados tem o mesmo valor (excetuando-se a blasfêmia contra o Espírito Santo, conforme pontuado pelo autor do texto citado), por que o Apóstolo Paulo lamentou não haver sido expulso do meio do povo aquele que fornicara com a sua madrasta? (1 Coríntios 5:2 e 1 Coríntios 5:13)?





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Re: A diferença entre “falta” e “pecado”

Mensagem  BadMix em Qua Jul 03, 2013 7:02 am

Penso que o irmão Neófito aborda dois conceitos distintos:
- Um é a separação de Deus que acontece com o homem quando este peca (falha o alvo) porque Deus nos criou para refletir toda a sua glória e não apenas para refletir parte dela
- Outro é gravidade que cada pecado tem perante Deus

Todo o pecado nos separa de Deus e nos condena à morte física. Um há porém, que, quando cometido, nos condena à morte física e automaticamente ao castigo espiritual eterno depois desta: A blasfémia contra o Espírito Santo

Agora, quanto à gravidade do pecado cometido:
Mateus 11:21-22
"Ai de ti, Corazin! ai de ti, Bethsaida! porque, se em Tiro e em Sídon fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sídon, no dia do juízo, do que para vós."

Lucas 12:46-48
"Virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas, o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer, a quem muito for dado, muito se lhe pedirá, e, ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá."

Há um noção clara que o conhecimento do Evangelho pesará sobre aqueles que conhecendo-o, optaram por viver uma vida desligada da Lei de Deus.
2 Pedro 2:20-21
"Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador, Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;"

Tiago 4:17
"Aquele, pois, que sabe fazer o bem, e o não faz, comete pecado."

Quanto à questão em Corinto, Paulo usa esse exemplo para nos transmitir 2 ensinamentos importantes para serem seguidos na Igreja:
- Há diferença entre pecado pontual e pecado contínuo. O primeiro é tolerável se for assumido com arrependimento pelo pecador, o segundo jamais pode ser tolerado.
- A Igreja deve ser intolerante para com todo o tipo de pecado, mas muito mais para o que é cometido de forma contínua, e como reacção legítima e espiritual da Igreja, aquele que peca de forma contínua deve ser excomungado e lançado ao mundo. O objectivo é que esse pecador, depois de ser lançado fora da Igreja sofra o castigo na carne pela vida devassa que leva  para que em vida se possa arrepender e voltar ao seio da Igreja.

Desta forma os membros da Igreja não sofrem más influências trazidas por esse pecador e podem regozijar-se no Senhor caso este chegue ao arrependimento quando ainda vivo, conforme 1 Coríntios 5:5
"Seja entregue a Satanás, para destruição da carne, para que o espírito seja salvo, no dia do Senhor Jesus."

Mesmo que existam pecados que são maiores do que outros pecados, todo o pecado leva à condenação eterna.
A razão pela qual o pecado causa a condenação eterna não é pela sua gravidade, mas apenas devido a contra quem o pecado é cometido.
Uma vez que é Deus quem dá a lei, quando pecamos, quebramos a Sua lei. Por isso, estamos a ofender a Deus e o nosso pecado é contra Ele. Uma vez que Deus é infinito, os nossos pecados assumem uma qualidade infinita.
Daí a necessidade de crermos e espalharmos a mensagem do Evangelho, que nos anuncia um sacrifício (que apazigua a justa ira de Deus) de valor infinito, que se encontra na pessoa de Jesus que é Deus em carne.

Deus a todos abençoe,
Vitor, CC em Portugal

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Re: A diferença entre “falta” e “pecado”

Mensagem  Mourão em Qua Jul 03, 2013 9:30 am

Pelos textos bíblicos mencionados, podemos perceber que o grau de consciência do indivíduo implica diretamente na gravidade do pecado.
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Re: A diferença entre “falta” e “pecado”

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