Prudência nas palavras

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Prudência nas palavras

Mensagem  Cardo em Qui Dez 22, 2011 12:35 pm

Alguns erros conceituais que são repetidos nos cultos sem pensar:

1. Igualar a pregação nos cultos com a Palavra de Deus
Isso não tem base Bíblica.

As santas mulheres foram as primeiras a pregar que Cristo ressuscitou. Saulo e Barnabé visitava Sérgio Paulo para anunciar a Palavra. Muitas vezes veio o vatícinio da Palavra do Senhor aos profetas.

A viva Palavra se manifesta soberana e mesmo no sermão, mas agora limitar a Palavra ao sermão, como um oráculo é doutrina estranha.

Todo o cristão deve empenhar-se. Prega-se Cristo, prega-se a Bíblia, prega-se a Palavra, em todo instante, em tempo e fora de tempo.

Ainda nesse vício de linguagem, escuto sempre exortar a Palavra, exortação da Palavra
Erro duplo. Primeiro que a Palavra não precisa ser exortada, é o povo que carece de exortação.
Exorta à Igreja com as Escrituras, com o poder da Palavra. Exortamos nossos amigos e filhos a fazer coisas certas. Exortamos aos testemunhados a seguir a Cristo.

2.Entrar na Comunhão
Ou Ficar na Comunhão
Com quem?
Com a igreja?
Com o mundo?
Com o adversário?

3. os jovens são a Igreja do futuro
Na 1a epístola de João dedicada aos jovens, anuncia que os jovens em Cristo já venceram o mundo.

Antes que apressem em redarguir "não, os jovens ser igreja do futuro é porque um dia serão os anciães, diáconos, irmãs da obra da piedade". Então é só o ministério que é a igreja?

4.Igreja é a graça
Graça significa favor.

Muitos interpretam o belo hino "Graça Maravilhosa" cuja letra e música foi feito pelo pastor da Igreja do Nazareno Haldor Lillenas como glorificando especificamente uma denominação.

Não é maravilhoso o favor imerecido que recebemos de Deus?

Evitem vãs repetições "fulano não nasceu na graça, converteu depois", "quando vim para essa graça", "agora que estou nessa graça"

___________________________________________________________________________________________

Várias vezes levo amigos aos cultos e ficam sem entender por causa de jargões. Esta Obra sai muito prejudicada com isso.

Cardo

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qui Dez 22, 2011 2:30 pm


Saudações cristãs,

Cardo, prezado...





Questões dessa ordem tem sido reiteradamente levadas a conhecimento superior (Corpo Minsiterial Central).


Nossos ministros, contudo, julgam-nas de menor relevância ao considerar-se que nossas concepções organizacionais-doutrinárias encontram-se ORALMENTE alicerçadas - estando esta via já consolidada como instrumental comunicativo régio (em detrimento da escrita e afins).


Quanto a PALAVRA, de fato, conceituamô-la de maneira ligeramente diversa do habitualmente aplicado ao contexto externo (Catolicismo Romano, Protestantismo e vertentes derivadas).


O caráter por nós atribuído à leitura e posterior explanação do fragmento é eminentemente ORACULAR. A exposição textual de base didático-pedagógica (comum ao Protestantismo Histórico ou Clássico) é por nós proscrita em sua inconsistência e espiritual esterilidade.





Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Gurgel em Qui Dez 22, 2011 5:52 pm

Prezado Eklesia,

Se nossos líderes acham problemas como este citado pelo irmão Carlo de menor relevância, por que há algum tempo se preocuparam em criar um ensinamento pedindo a irmandade para parar de usar o termo "manda um passo da sua palavra"??? A relevância desse termo é BEM menor que a dos citados pelo irmão Carlo... E mesmo assim se preocuparam em fazer um ensinamento a respeito...

A maioria esmagadora de nossos membros não sabe o significado de graça e uma boa parte acha que a salvação é só na CCB.

Nosso corpo ministerial acha esses erros como algo de menor relevância e não necessário de corrigir por ensinamentos? É melhor se preocupar com o termo "manda um passo da sua palavra"? Não seria "coar mosquitos e engolir camelos"?

Se isso for ensinamentos guiados, imagina os que não são guiados... Isso sem falar nos ensinamentos proibindo depilar sombrancelhas... Misericórdia... Desculpem o desabafo...

Gurgel

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Qui Dez 22, 2011 9:57 pm



Saudações cristãs,

Gurgel...





São contextos um tanto distintos...


O construto frasal "manda um passo da sua palavra" encerra uma conotação duplamente sacrílega:


I - Passo e "passe" apresentam-se como expressões sinônimas em diversas regiões do país, referindo-se a terapêutica fluídica tradicionalmente aplicada pelo Espiritismo Kardecista e afro-brasileiro.

II - A Palavra ou Verbo é integral, não podendo ser fracionada, fragmentada. O vocábulo "passo" remete-nos ao latim "passus" - unidade de medida ou comprimento. A idéia subjacente ao vocábulo pressupõe uma secção deste TODO. Pela mesma correlação redutiva sugere-se a gradual supressão de "trechinho da sua palavra" / "versinho da sua palavra"...


Conforme já mencionado no presente fórum, nossa concepção acerca da GRAÇA (gr. transl.: benignidade / favor imerecidos) e a "Ekklésia" é de complementariedade. Temos na "ekklésia" a regular dispenseira e porta-voz da GRAÇA, redundando-se, assim, num entrelaçamento unívoco.





Atenciosamnente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sex Dez 23, 2011 3:47 am

A Paz de DEUS esteja conosco e com nossas famílias.
Cardo escreveu:Alguns erros conceituais que são repetidos nos cultos sem pensar:
1. Igualar a pregação nos cultos com a Palavra de Deus
... A viva Palavra se manifesta soberana e mesmo no sermão, mas agora limitar a Palavra ao sermão, como um oráculo é doutrina estranha.Todo o cristão deve empenhar-se. Prega-se Cristo, prega-se a Bíblia,
prega-se a Palavra, em todo instante, em tempo e fora de tempo.
O caro Irmão tem toda razão no que falou, no sentido de que a Palavra não é nem pode ser considerada limitada pela pregação.

Entretanto, posso até estar enganado, mas nunca ouvi ninguém dizer, nem por escrito, que isso é doutrina (ou ensinamento) na Congregação Cristã.
A Palavra que DEUS manda na Igreja é fundamentada na leitura da Bíblia, mas não é toda a Bíblia.
DEUS revela a um Irmão a parte da Bíblia que deve ser lida e inspira, guia esse Irmão na pregação a ser feita, com a finalidade de edificar, exortar e consolar a Irmandade presente no culto.

Cardo escreveu:Ainda nesse vício de linguagem, escuto sempre exortar a Palavra, exortação da Palavra
Erro duplo. Primeiro que a Palavra não precisa ser exortada, é o povo que carece de exortação.
Exorta à Igreja com as Escrituras, com o poder da Palavra. Exortamos nossos amigos e filhos a fazer coisas certas. Exortamos aos testemunhados a seguir a Cristo.
Tratando-se de falar "exortar a Palavra", o caro Irmão tem total e absoluta razão, levando-se ao pé da letra.
Gramaticalmente, esse modo de falar está errado, sim, afinal de contas a Palavra é o agente, e por isso tem de ser o sujeito da oração, e não o objeto direto, como dá a impressão.

Quanto a se falar "exortação da Palavra" também não é bacana, porque gera uma dubiedade no entendimento de quem ouve.

Mas não vamos esquecer que na nossa língua muitas vezes é se usa "de" em lugar de "por", como é o caso de dizermos: "O livro tal, do autor tal." Em Inglês isso não acontece.

Isso acontece também porque, como é natural, nós nos submetemos à lei do menor esforço.
Em vez de dizer "a exortação do povo pela pregação da Palavra", simplificou-se para "exortação da Palavra".

Mas não vejo que essas coisas possam influir na nossa parte espiritual.

2.Entrar na Comunhão
Ou Ficar na Comunhão
Com quem? Com a igreja? Com os Irmãos na presença de DEUS, ou com DEUS na presença dos Irmãos. Sei lá.
Com o mundo? Com o adversário? Ôch, ôch - como diriam os nordestinos.

Cardo escreveu:3. os jovens são a Igreja do futuro
Na 1a epístola de João dedicada aos jovens, anuncia que os jovens em Cristo já venceram o mundo.
Antes que apressem em redarguir "não, os jovens ser igreja do futuro é porque um dia serão os anciães, diáconos, irmãs da obra da piedade". Então é só o ministério que é a igreja?
Quando alguém disser "Os jovens são a Igreja do futuro" com certeza absoluta, absolutíssima, não está se referindo a que eles certamente pertencerão ao Ministério.
Apenas poderá estar dizendo (e provavelmente estará) que "os jovens no futuro estarão continuando a servir a DEUS", não importa como. Pode ser no Ministério, sim. Mas poderá ser como Irmãos de banco.

Cardo escreveu:4.Igreja é a graça
Graça significa favor.
Muitos interpretam o belo hino "Graça Maravilhosa" cuja letra e música foi feito pelo pastor da Igreja do Nazareno Haldor Lillenas como glorificando especificamente uma denominação.
Não é maravilhoso o favor imerecido que recebemos de Deus?
É.

Cardo escreveu:Evitem vãs repetições "fulano não nasceu na graça, converteu depois", "quando vim para essa graça", "agora que estou nessa graça"
Eu me sinto em total liberdade, completamente livre, dizendo que estou "na Graça".
E quando falo assim, quero me referir a que estou na Graça do SENHOR JESUS, agradecendo muito a DEUS por estar servindo a ELE na Congregação Cristã no Brasil.

___________________________________________________________________________________________

Cardo escreveu:Várias vezes levo amigos aos cultos e ficam sem entender por causa de jargões. Esta Obra sai muito prejudicada com isso.
Explique a eles que jargões existem em toda comunidade: entre os jornalistas, entre os médicos, entre os jogadores de futebol, entre os cristãos de todas as Igrejas.
Que eles não devem reparar nesses detalhes.
Que o importante é o que DEUS faz em nosso meio, com DEUS falando com nossas almas por meio da Palavra, dos testemunhos, dos hinos e das orações.

Não leve a mal esta postagem que fiz. Qualquer coisa, me desculpe.
DEUS nos abençoe e a nossas famílias.
Luiz Flavio.

Luiz Flavio N. Facci

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Cardo em Sex Dez 23, 2011 8:55 am

Caro irmão Ekklesia

Por causa da oralidade é importante esclarecer e vigiar exatemente nesses pontos.

Pregação não é oracular, nunca ensinamos isso. Pregação é exposição das Escrituras e isso não é esterilidade espiritual. É o que Paulo fazia nas sinagogas, é o que Filipe fez ao Eunuco, é o que Pedro fez no Pentecostes.

Em segundo Efésios é claro que só Deus é dispenseiro da graça. Já basta uma denominação grande insistir que Maria é dispenseira da graça, agora chamar a igreja de dispenseira é incorrer no mesmo erro.

Caro irmão Luiz Flavio N. Facci, essas práticas não são mesmo ensinamentos nossos, por isso que devemos repelir esses maus-habitos. Na nossa região começou a tratar com um esmero nisso.

De fato, jargões existem em todos os lugares. Até dá uma cor especial falar "testemunhança", visto a origem italiana de nossa igreja. Mas termos dúbios ou que possam conduzir a erros devem ser evitados.

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Sergio Teixeira em Sex Dez 23, 2011 9:12 am

Se formos procurar erros, também encontraremos algumas alusões a "escrever na tábua de carne de nossos corações", o que evidentemente não tem o sentido de escrever naquele objeto que conhecemos pelo nome de "tábua de carne", mas sim "escrever no coração".
Entende-se também que não se está escrevendo nada no miocárdio (o músculo cardíaco), mas no "coração espiritual", que é considerado a séde da Alma.
Acho que nosso foco deva estar nas preciosidades, e não naquilo que possa parecer supérfluo.
Sempre digo que precisamos ser um pouco como "garimpeiros" neste caminho santo.

Maneiras de dizer são apenas maneiras de dizer.
Se as ouvirmos com a necessária santidade, dificilmente veremos ou seremos vitimados por algum mal.
O importante é que Deus por misericórdia não nos negue "um fiapo", "uma fração", "um tostão", "um passo", "uma medida" sequer de Sua Palavra.
Por falar nisso, Felipe desfez as dúvidas que o eunuco tinha sobre as Escrituras, somente no tocante ao livro de Isaías.
Isso é incontestavelmente uma fração da Palavra, e apenas por essa pequena fração, uma obra foi estabelecida em seu coração, e aquele eunuco imediatamente procurou águas onde pudesse batizar-se.

Os jovens são a igreja do futuro, sim.
Eles serão os principais personagens de qualquer futuro que possamos imaginar.
Portanto, devem ter o máximo cuidado com aquilo que plantarem agora, pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Quanto a ter ou não ter ministério, todos temos ministério, ou seja, a obrigação de granjear os talentos que nos foram concedidos por Deus.
Podemos não ter o título oficial segundo a organização da CCB, mas ministério, temos sim.
A igreja cristã - conforme as ações do próprio Cristo - é basicamente uma igreja formada por apóstolos e discípulos.
Não há como ser "cristão" fora de tais situações.
Tecnicamente "as multidões" não fazem parte da Igreja, porém faz parte todo aquele que procurar ser obediente e agradável ao Pai, e ao mesmo tempo aprender do Filho.

A Graça está em nós, já que estamos na Graça.
E se estamos na igreja (nós somos a própria igreja), o que impede que a Igreja seja a própria Graça?
Essa proposição no entanto cai por terra no exato momento em que nós mesmos nos desviarmos dessa Graça ou que nossa Fé não mais a alcance.

Toda atividade - profissional, desportiva, recreativa, religiosa, etc. - tem lá seus jargões.
Se chegarmos no meio de uma roda de pessoas de Tecnologia da Informação, vamos ouvir coisas como "upload", "TCP/IP", "merge", "núvem", "queue", "parse", "W3C", "kernel", "GUI", "IDE", "/home", "root", "edit", etc. que para a maioria das pessoas é "grego" mas que para quem está no dia a dia do assunto são termos absolutamente normais.

No meio espírita, tem coisas como "incorporar", "firmar ponto", "fazer a passagem", etc.

E no meio cristão é natural portanto que também haja uma linguagem própria entre os cristãos.
Aqui na CCB temos a "preparação", a "permissão", a "tocata", a "reunião de jóvens", a "busca de dons", a "testemunhança", etc.

Que Deus nos abençoe a todos.
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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sex Dez 23, 2011 9:21 am

A Paz de DEUS esteja em nossos corações.

Mais uma boa explicação do Irmão Sergio.

Só não gostei de ele ter falado do cardecismo.
Tenho pavor desse pavor.

DEUS nos abençoe.
Liz Flavio.

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Gurgel em Sex Dez 23, 2011 11:44 am

Eklesia,

Quando um irmão diz um passo da palavra, ele quer dizer, manda um pedacinho da sua palavra, como alguem pedindo humildemente algo a Deus. Tenho CERTEZA que NUNCA alguem relacionou passo com passe e nem nunca ninguem pensou algo semelhante...

Agora tenho certeza que MUITOS irmãos confundem a palavra Graça com a denominação CCB... E esse é um erro muito grande que nossos líderes conhecem, porém fazem "vistas grossas". Não há nada de complementação e você sabe disso. Só está arrumando uma "desculpa" esfarrapada para não admitir um erro presente em nosso meio e total omissão de nossos líderes. Já ouvi cooperador dizendo que Louis Francescon inventou a graça e muitos em nosso meio pensam assim. Meu irmão que tem 30 anos de idade e sempre serviu a Deus na CCB, nunca deixando de frequentar as RJM's quando era moço, não sabe o significado de graça. Perguntei para ele isso tem um mês e ele não soube responder. Já vi ancião que não sabe o que é graça. Essa explicação é só sua.

Encobrir nossos erros é melhor do que admití-los e tentar consertar???

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Sex Dez 23, 2011 5:16 pm


Saudações pacíficas,

Carlo, Gurgel...





Nossa ortodoxia dispõe de duplo respaldo. Por um lado, a coletânea canônica neotestamentária (e mesmo alguns esparsos fragmentos apócrifos), e por outro a História Eclesiástica.


As epístolas e demais referências apostólicas (unanimemente) atestam acerca da "Ekklésia" e sua condição ímpar. Como recipiendária e regular depositária da boa nova (gr. transl.: "evangelion") a ela compete a sua fidedigna e integral transmissão. A GRAÇA encontra, portanto, na "Ekklésia" (O Novo Israel em Cristo) o seu exclusivo canal ou veículo. Deste sutil entrelaçamento temos uma resultante indistinta e coesa.


Ademais, nossos antecessores valdenses-alpinos (pré-reformados) assim se posicionavam quanto à "Ekklésia" e sua conceituação. Não poderíamos, pois, proceder de maneira diversa...


Semelhantemente (e conforme já mencionado), atemô-nos ao VERBO (ou Palavra) em sua acepção dinâmica ou efetivamente operante (modalidade oracular).




"erro... omissão de nossos líderes..."


Para fins de ilustração, vejamos...


Há alguns meses, durante a oração inicial ou súplica (casa de oração Jadim Paulista - São Paulo) uma de nossas irmãs (desaventuradamente, diga-se de passagem...) veio clamar nos seguintes termos:



"Se houver alguma coisa errada na tua Obra... corrija, Senhor..."



Ora, tendo-se concluido a oração, o Ancião local (Paulo Plácido) imediatamente lhe impôs retratação e/ou reconsideração quanto ao que se havia proferido (uma vez que a Obra de Deus não comporta falibilidade ou equívoco)...

Irmão Gurgel... quanto as pautas ou temas propostos em Assembleia Geral Ordinária, sabe-se que os mesmos decorrem de um meticuloso e estatístico levantamento prévio.






Atenciosamente,

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  THEODORO em Sex Dez 23, 2011 9:33 pm


Caro irmão,

Acredito que suas afirmações são totalmente desnecessárias. Esses pequenos detalhes que fazem parte do dia a dia da irmandade e pode se dizer, de sua cultura, e em nada prejudicam alguém e não deve ser considerado como "erros" e sim uma forma diferente de se exprimir ou pensar. Não deve-se tentar mudar conceitos e pensamentos de alguém e sim entende-los e respeita-los. Em suma, não há "erros" e sim, modos diferentes de pensar e de se exprimir e acredito que o Senhor entende e aceita o modo em que a irmandade age e se expressa, aceitando de bom grado o seu louvor, porque você agiria diferente? Eu intimamente sei que a maioria dos irmãos são quase analfabetos e acreditam em conceitos que podem ser errôneos, contudo, quem sou eu para julga-los e tentar mudá-los? Acredito que o Senhor verdadeiramente é o dono dessa Obra e aceita o louvor de nossos irmãos. Tentar exigir perfeição de nossos irmãos seria temerário e uma utopia a se alcançar. Deus lhe abençoe!!!

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Dez 24, 2011 11:28 am

E cada um tem limitações em sua porção cultural e em seu entendimento.
Nos tempos bíblicos, os morcegos eram considerados "aves dos céus".
Hoje ainda tem muita gente que pensa que morcegos são "ratos velhos que criam asas".
E eu mesmo, somente há poucos dias atrás me dei conta de que eles não são "roedores", embora eu já soubesse que eles não têm nada a ver com ratos.

De minha parte, respeito a maneira de falar e de se expressar de cada um.
Havia uma menina que quando ouvia o trote de um cavalo se aproximando, dizia "lá vem meu pai"...

O que não tolero é quando se procura distorcer propositadamente o sentido de uma afirmação, por exemplo, quando se "ajeita" de forma que um "não" se transforme em "sim".
Melhor exemplo: Em Mateus 23.23 onde alguns afirmam que o Senhor Jesus "aprovou" o dízimo...
Ele "aprovou" tanto que chamou aos que o praticavam (daquela forma) de hipócritas...
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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Valder em Dom Dez 25, 2011 5:24 pm

Esta correção do irmão Paulo é importante e correta. Pode haver erro em nós, humanos, no nosso agir, falar e pensar, mas quando se diz obra de Deus, não se admite erro ou falha.

Também já vi ser corrigido alguém que orou e afirmou: somos pecadores.

A transmissão de conhecimento na CC é oral e por repetição e daí provem o cuidado da liderança com o que é falado no pulpito, nas orações e nos testemunhos. São tres lugares comuns onde se estabelece comunicação entre membros e ministerio e são por isso monitorados. Dificilmente o ministerio intervirá naquilo que se diz nas casas ou rodinhas, por mais errado que seja. No momento em que alguém ousar falar algo contrário a doutrina ou as tradições, nos cultos, logo será corrigido. Outro canal que também serve para fixar a doutrina é o hinário. O ministério tem cuidado e proibido hinos avulsos ou estranhos porque geralmente carregam distorções, recomendando que fiquemos restritos ao hinário oficial.



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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Sergio Teixeira em Seg Dez 26, 2011 8:00 am

No tocante a orações e testemunhos, ainda é inexplicavelmente comum alguém afirmar que "somos pecadores", que "não temos valor nem merecimento" (e outras coisas de teor semelhante), apesar de sermos constantemente exortados pelo Ministério a esse respeito, pois:

a) Nossos pecados já foram sepultados nas águas do batismo; Nossos erros atuais são reputados como "faltas" e não mais como "pecados";

b) O Senhor, pela sua grande misericórdia, nos dignificou e nos tornou merecedores. Portanto, queiramos ou não, sejamos fortes ou fracos, firmes ou vacilantes na Fé, ainda assim pelo grande Amor do Deus-Pai fomos tornados dignos e merecedores.

No entanto, volta e meia ouvem-se afirmações como aquelas.
Claro que na maioria das vezes sendo motivadas por um sentimento individual de grande - ou exagerada - modéstia, porém a afirmação constante de tais coisas pode contaminar o povo de maneira negativa, dando o falso entendimento que ainda somos pecadores e que as águas do Santo Batismo portanto tenham sido "ineficazes" no mister de lavar nossos pecados.

O Ministério tem vigiado e ensinado bastante a esse respeito.
Falta que nós mesmos nos vigiemos, e que aprendamos, para evitar algum mau entendimento.

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Cardo em Seg Dez 26, 2011 8:32 am

Os melindres da modéstia exagerada é outro problema.

"fraquinhas orações" - oração forte (como algumas denominações dizem oferecer) ou fracas não existem. Se é feito intercessão em nome de Jesus não há fraqueza alguma.

"dons que o Senhor emprestou" - dom é dádiva presente. Em inglês é mais direto: gift. Ora, se é dado não é emprestado.

"não queria levantar mas o Senhor tocou fortemente no meu coração" engraçado que geralmente são os solícitos que sempre repetem isso.

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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  "Ekklésia Christiana" em Seg Dez 26, 2011 9:12 am


Saudações cristãs,

Cardo, prezado...





Quanto ao construto frasal relativo a um suposto "empréstimo de dons", dispomos (já) de um parecer reprobatório, oficialmente expedido por ocasião de nossa Septuagésima Quinta Assembleia Ministerial Ordinária - 2010 / Tópico Interno XVIII - "Empréstimo de dons").

E, aliás, as correções devidas tem sido efetuadas com razoável rigor*.


________________________________________________________________________________________
* o mesmo aplicando-se a corruptela "testemunhança" (ital.: "testemonianza") - Tópico Interno XXVI





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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  izaias em Seg Dez 26, 2011 12:38 pm


Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. Mateus 7 (24-25).
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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Sergio Teixeira em Ter Dez 27, 2011 2:47 pm

Esse termo "solícito" vem sendo extremamente mal empregado em nosso meio, distoando do contexto geralmente abordado nas Escrituras.
De acordo com as Escrituras, os solícitos de verdade foram Abraão, Isaías, Maria, etc. e até alguém "cuja solicitude foi abençoada pelo Espírito Santo", segundo as palavras de Paulo.

Ou seja, solícitos foram sempre aqueles que se prontificaram a fazer a Vontade do Deus-Pai.
No nosso meio entretanto, temos a figura do "afoito", do "impaciente", que sempre "ora primeiro", que "se levanta com a palavra" sem estar guiado pelo Santo Espírito, que "sempre pede o mesmo hino" em todos os cultos, aquele que sai fazendo as coisas aos trancos e barrancos, sem a simplicidade e a modéstia tão necessárias.
Esses tem sido chamados indevidamente de "solícitos", quando o certo seria "afoitos".
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Re: Prudência nas palavras

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Ter Dez 27, 2011 6:03 pm

Sergio Teixeira escreveu:Esse termo "solícito" vem sendo extremamente mal empregado em nosso meio, distoando do contexto geralmente abordado nas Escrituras.
De acordo com as Escrituras, os solícitos de verdade foram Abraão, Isaías, Maria, etc. e até alguém "cuja solicitude foi abençoada pelo Espírito Santo", segundo as palavras de Paulo.

Ou seja, solícitos foram sempre aqueles que se prontificaram a fazer a Vontade do Deus-Pai.
No nosso meio entretanto, temos a figura do "afoito", do "impaciente", que sempre "ora primeiro", que "se levanta com a palavra" sem estar guiado pelo Santo Espírito, que "sempre pede o mesmo hino" em todos os cultos, aquele que sai fazendo as coisas aos trancos e barrancos, sem a simplicidade e a modéstia tão necessárias.
Esses tem sido chamados indevidamente de "solícitos", quando o certo seria "afoitos".
Boa correção.
A Paz de DEUS e que DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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