SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Seg Nov 21, 2011 8:12 pm

A Paz de DEUS esteja em nossos corações.
Gurgel escreveu:Irmão Luis, Baseando nisso que o irmão escreveu, então da mesma maneira não está errado os pastores de outras denominações serem assalariados, não é mesmo?
Vou dar uma opiniãozinha de como eu penso. Mas posso estar errado (ou posso estar certo).
Examine o que vou escrever e me critique, para que eu possa aprender.

Talvez (não sei ainda se farei) eu cite um ou outro versículo da Bíblia.
Se o fizer, não deixe de ler o capítulo todo, porque às vezes com um versículo solto podemos enganar os outros, ou podemos ser enganados.
Sim, porque posso me enganar, ou posso citar alguma coisa do contexto. Porém, má-fé em mim nunca ninguém encontrará, tenha certeza.
Mas como o meu conhecimento da Bíblia é muito pequeno, acho que não farei citações. Não sei.

- Como desde que comecei a examinar as Escrituras Sagradas sempre senti em meu coração apenas pela leitura da Bíblia que o trabalho para DEUS deve ser voluntário, não consigo achar certo alguém ganhar dinheiro para falar sobre as coisas de DEUS, ou qualquer trabalho para DEUS.
Digo isso, "apenas pela leitura da Bíblia", porque comecei a estudar a Bíblia, procurando uma Igreja correta, acho que uns seis anos antes de ouvir falar em Congregação Cristã no Brasil.

- Se um líder qualquer consegue convencer suas ovelhas de que ele tem o direito de ser sustentado por elas, por razões quaisquer (exceto a abaixo), isso não me afeta nem um pouco ("Que temos nós de julgar os de fora?").
Se esse líder quiser, entretanto, dizer que essa atitude é obrigação bíblica, aí direi que ele está errado (é uma interpretação minha, e pode ser que eu esteja errado, tá?)

Na Congregação Cristã nós não usamos disso e se um Ancião (ou Diácono, Cooperador, Cooperador de Jovens, Porteiro, Músico, Irmão da Irmã da Obra da Piedade, Auxiliar de Jovens e Menores, Evangelista, etc.) fizesse isso, eu diria alto e bom som que ele está errado. Muuuuuito errado! Erradíssimo!. Seria o que a Bíblia chama de "desordenado".

Eu tenho amigos e uma amiga (parentes afim) que são pastores e uma pastora, com quem tenho a maior intimidade do mundo. Amamo-nos muito entre nós e nos respeitamos muito.

- Devemos distinguir entre um homem (ou mulher!!) ganhar salário sem trabalhar secularmente, só para trabalhar para DEUS. e um Ancião ganhar vendendo coisas. Este está trabalhando secularmente.

E outra coisa: o Ancião não diz, nem ensina, nem ao menos insinua que a Irmandade tem de comprar alguma coisa nas mãos dele. Quem compra o faz voluntariamente, por amor ao Servo de DEUS e à família dele.

Os outros dizem e ensinam que a Irmandade deles são obrigados a sustentá-los. Então, pagar o salário do pastor é obrigação doutrinária da Igreja deles, e não Amor (mais ou menos, isso que falei, porque pode ser que obrigação doutrinária seja obedecida por um amor implícito).

Poderia ainda falar uma porção de coisas, mas não vou fazê-lo.
Só falarei para responder perguntas específicas.

Gurgel escreveu:Pergunto essas coisas, porque quando se trata de outras denominações, a MAIORIA dos irmãos da CCB adoram criticar pastores assalariados, dizendo que eles são exploradores e vivem da lã da ovelha.
Para que se fale em "MAIORIA" é estritamente necessário que se tenha feito uma estatística séria a respeito.
Agora, se você disser simplesmente que "existem irmãos da CCB que adoram criticar ... " eu poderia até aceitar, inclusive porque já ouvi dois ou três Irmãos dizendo isso (não mais que dois ou três em todos os 36 anos que sou batizado na Congregação Cristã no Brasil!). Esses dois ou três - no máximo quatro, no máximo) que fizeram isso, procurei aconselhá-los a não fazer.
Falei dois ou três que eu conheço, mas com certeza existem mais que falam assi, mas não dá para falar em "MAIORIA". Nem em "grande quantidade".
De qualquer modo, esse que falam assim, devem ser aconselhados, com Amor, para que não façam mais.

Gurgel escreveu:Agora MUITOS de nossos ministros também vivem sustentados pela irmandade que compra "bugingangas" deles que na maioria das vezes não precisam, e se fosse um irmão zé de banco, com certeza não comprariam.
Louvado seja DEUS que pregam a Palavra de DEUS de graça, e ganham o seu sustento com trabalho material.
Acho muito indevida e sem fundamento essa afirmação de que "se fosse um irmão zé do banco, com certeza não comprariam" .
Irmão Gurgel, a bem da verdade e da justiça, reexamine o que você escreveu, para ver se é verdade. Faça isso, pelo amor de DEUS.

O Amor entre os Irmãos da Congregação Cristã no Brasil é enoooorme. Isso só não é sabido por muitos porque o bem que é feito não é alardeado. É secreto, "não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita".
Quantos Irmãos (não digo que estou incluído nesses), movidos somente pelo Amor contribuem para a Obra da Piedade, para sustento de necessitados que nem ao menos conhecem.
Fazem isso sem receber nenhuma mercadoria em troca, e você diz que com certeza não comprariam de um Irmão zé do banco? Ou por amizade, ou por conhecimento, ou por necessidade/desejo da mercadoria? Ou mesmo por saber a necessidade do zé do banco?

E o melhor é que o Amor não se retringe a Irmãos da Igreja.
Talvez você saiba quantas e quantas vezes a nossa Igreja (como instituiçã) ajudou e ajuda Irmãos de outras Igrejas.
Ou talvez ainda não saiba, porque não temos por pano de fundo mostrar que somos bonzinhos. A Caridade é secreta.

E talvez você tenha conhecimento de que existem Irmãos e mais Irmãos (não estou me incluindo) que ajudam o necessitado, se querer saber antes se são crentes servindo a DEUS na Congregação Cristã, porque "nem a mão direita desses sabem o que fez a esquerda".
Pode ser que você não saiba disso, porque atgé


Gurgel escreveu:Não seria dizer algo do tipo, os ministros de outras denominações que são sustentados pelos membros da igreja são exploradores e vivem da lã da ovelha, e os nossos ministros (não todos) que são sustentados pela irmandade, apenas provam do amor e carinho da irmandade pelo bom trabalho realizado e louvado seja Deus por isso. O irmão não acha essas coisas injustas? Dois pesos e duas medidas?
Não, querido Irmão Gurgel em JESUS, não acho não!
Já expliquei acima tudo o que penso.

DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Dez 03, 2011 6:44 am

Para os "sanitaristas de plantão" ou mesmo hipocondríacos que porventura existam em nosso meio, recomendo a seguinte leitura:
http://hypescience.com/os-8-lugares-mais-%E2%80%9Csujos-e-contaminados%E2%80%9D-dos-shoppings/

Tem gente que beija na boca do cachorro, e fica com "coisinhas" no tocante à Santa Ceia...

Vá-se entender o ser humano!...
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Seg Dez 05, 2011 6:29 am

A Paz de DEUS esteja e permaneça em nossos corações e de nossas famílias.

Pronto!
Com essas palavras acima, ficou toda a situação resumida e resolvida.

DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Gurgel em Sex Dez 09, 2011 4:41 am

Uma vez verificando a lista de ensinamentos da CCB que são demonstrada em muitos sites na internet, eu vi o seguinte ensinamento:

"4 - BATISMO DE AIDÉTICOS (55ª ASSEMBLÉIA - 1990)

Deve-se explicar à irmandade que, quando souberem de algum doente, portador de AIDS, que deseja ser batizado, não devem traze-lo nos batismos gerais. Para esses casos deverá ser feito um batismo especial, na própria congregação. Se necessário, o servo irá à casa do próprio enfermo e fará o batismo, em um tanque portátil, que depois será convenientemente lavado.
NAS SANTAS CEIAS, SE HOUVER ALGUM IRMÃO AIDÉTICO, DEVERÁ FICAR PARA A ÚLTIMA RODADA, NO FIM. E DEVERÁ SER ACONSELHADO A RETIRAR-SE SEM SAUDAR A IRMANDADE. ESSAS CAUTELAS SE FAZEM NECESSÁRIAS, EM VIRTUDE DE PROBLEMAS SANITARISTA."
fonte: http://www.ccbhinos.com.br/topicos-de-ensinamentos-congregacao-ccb/Topicos-de-ensinamentos-1990---55---Assembleia-4

Se os irmãos derem uma olhada nesse link (http://www.aidshiv.com.br/perguntas-frequentes/), verão informações de que NÃO se pega AIDS compartilhando copo e/ou beijando (ósculo), e isso era sabido na década de 90.

As listas de ensinamento da CCB estão espalhadas pela net, pois foram divulgadas pelo antigo fórum Juristas-CCB e realmente condizem com o que é lido na igreja. Então acho MUITO difícil esse tópico ter sido inventado por nossos opositores.
Esse ensinamento mostra que nossos líderes se preocupam SIM com transmissão de doenças com o compartilhamento do cálice e inclusive com o ósculo. O pior é que estavam mal informados, pois a AIDS não se transmite dessa maneira.

Ou seja, nossa liderança pode ser "sanitarista de plantão" e se preocupar com esse tipo de coisa, porém deixa restrito apenas aos nossos irmão portadores do HIV, inclusive dizendo que devem se retirar sem saudar a irmandade (que absurdo). Agora quem levanta essa questão e comenta sobre doenças que REALMENTE podem ser transmitidas compartilhando o calice (muitas das vezes entre centenas de pessoas), as vezes sofre preconceito (está com frescura) ou então está fazendo campanha contra a CCB.

Como disse o irmão Sérgio... Vá-se entender o ser humano!...

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sex Dez 09, 2011 5:58 am

A Paz de DEUS esteja em nossos corações.

Prezado Irmão Gurgel, em JESUS.
Acho (achismo meu) que há uma grande diferença entre pessoas comprovadamente com Aids e probabilidade (remotíssima) de Irmãos virem a pegar, talvez, no futuro, alguma doença por dar um ligeiríssimo gole numa taça.

O exemplo que o Irmão Sergio deu sobre gente beijar a boca do cachorro e depois irem criticar ser um único cálice na Santa Ceia é muito esclarecedor.

Me lembrou até de outras possibilidades: corrimãos de ônibus, dinheiro do ônibus, dinheiro de compras, comidas em restaurantes e lanchonetes, corrimãos de escadas em shoppings, etc. Depois passamos a mão nos olhos, etc. E não pegamos nada, nem gripe, nem conjuntivite, nem nada.

E quantos de nós pegamos ônibus, em corredores de ônibus, em dinheiro para o ônibus e em lanches, antes de ir para a Santa Ceia, e na hora colocamos o pedaço de pão na boca? Que fazer a respeito?

Estamos em casa, tomando todos os cuidados com a higiene, de repente pegamos uma gripe, uma conjuntivite, tudo vindo de não se sabe onde.

E como estavam as mãos dos que nos venderam os pacotes de copinhos plásticos, tão pequenininhos e sujeitos a contaminação nas bordas?

E os menininhos que engatinham no chão e depois botam as mãos nos olhos, na boca, etc.

E nós preocupados com um fato que ocorre uma vez por ano.

Sugiro que o Irmão entenda que ceia em copinhos descartáveis, descaracteriza o sacramento da Santa Ceia, e para isso leia todas as mensagens deste tópico novamente.

DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Sex Dez 09, 2011 6:47 am

Acerca dos conceitos de "higiene" e da preocupação gerada pelo assunto:

Aqui no Brasil é costume embrulharmos o pão.
Porém há algum tempo atrás ainda era comum em alguns países europeus transportar-se o pão nas mãos, e sem embalagem alguma.
Inclusive na Itália muitas pessoas tinham o costume de ir com o pão até a igreja e o colocarem sobre o banco. Rezavam e iam embora sem se preocupar com microorganismos porventura (?) presentes naquele banco ou nas mãos, ou no dinheiro, etc.
Na frança se carregava o pão debaixo das axilas. E tanto quanto eu saiba, não existe axila que seja isenta de bactérias...
Esses eram costumes diários, e que faziam parte da própria cultura daqueles povos.
Mas ainda é costume entre os tuaregues se reunirem em uma parte do dia para jogarem um joguinho que muito se assemelha ao nosso "jogo de palitinhos", apenas que é feito com bolotas de fezes secas de camelo.
Após o jogo, eles se reúnem para fazer o pão. E não lavam as mãos.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Gurgel em Sex Dez 09, 2011 9:24 am

Querido irmão Luis,

É CIENTIFICAMENTE comprovado que não se transmite HIV compartilhando copo (no caso da Santa Ceia), nadando na mesma piscina (aplica-se ao batismo) e mesmo beijando (no caso do ósculo). Isso já era sabido na década de 90, então nossos líderes estavam sem guia alguma quando criaram e disseminaram esse ensinamento nas CCB's do Brasil.

Porém esse é um caso emblemático, que mostra sim que nossos líderes tem certa preocupação com a possibilidade de transmitir doenças compartilhando o cálice. Uma fonte confiável me disse uma vez que tem anciães que são a favor de distribuir o vinho em copinhos descartáveis. Inclusive até discutiram isso em reunião. Acontece que um grupo de anciães de determinada região "votou contra" e não houve modificação. Esse mesmo grupo seria responsável por não permitir a volta das irmãs a orquestra, mesmo em regiões onde tem grande necessidade de músicos (Norte e Nordeste).

Li todas as mensagens, e não consegui ver motivo algum para descaracterizar o sacramento da Santa Ceia. Por acaso o fato de dividir o pão em pedaços e não consumirmos todos do mesmo, representa algum erro? Não. O dividimos em pedaços.
Após a oração, o vinho que está no cálice, é então distribuído nesses copinhos e distribuídos aos irmãos de cada rodada (semelhante ao que fazemos com o pão). Não há problema algum nisso. Se fosse algo obrigatório, seria descrito na bíblia. Acontece que como está escrito "e partindo o pão" os irmãos acabam dividindo em pedaços. Como não tem nada escrito sobre o vinho, subentende-se que é obrigatório beber todos no mesmo cálice. Isso é um costume e faz parte da nossa liturgia, porém não há nenhuma recomendação bíblica nessa parte. É tudo questão de achismos.

Sei que ao longo do dia e frequentando locais públicos corremos uma série de riscos e as vezes os ignoramos (só para constar eu não tenho cachorro), porém dúvido que se tivermos em um restaurante, e solicitarmos ao garçom um copo e ele pegar um usado da outra mesa, aceitaríamos o copo. Nem eu, nem o irmão e nem o irmão Sergio.

Na minha comum tem dois irmãos portadores de HIV. Não tenho preocupação alguma de saudá-los e compartilhar o cálice, pois sei que não se transmite. Agora se eu vejo algum irmão com herpes labial na fase em que a ferida abriu, pode ter certeza que ficarei receoso, pois nessa fase a herpes pode facilmente ser transmitida compartilhando o copo. Também acho constrangedor se o cabelo de uma irmã que não o prendeu, mergulhar no cálice, e nossos anciães também o acham, pois solicitaram na minha comum para as irmãs prenderem o cabelo.

E outra, eu sempre tomei e continuarei tomando Santa Ceia na CCB, mesmo que não mude o sistema. Porém acho válido trazer essa discussão a tona, pois inclusive nossos anciães já discutiram isso entre eles.

O problema é que quando falamos desse assunto, já vem gente chamando de "sanitarista de plantão", de "fazedor de campanha contra a CCB", "beija cachorros" e etc...

Agora, com relação a um ensinamento infeliz, ninguem ousa a criticar nossos líderes ou no mínimo dizer que nessa eles erraram. È o tal costume que temos principalmente em São Paulo, que nosso conselho de anciães é INFALÍVEL (o Eklesia mesmo já disse isso no fórum, e ele é um árduo defensor da CCB).

Vá-se entender o ser humano!...

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sex Dez 09, 2011 12:22 pm

Querido irmão Luis,

É CIENTIFICAMENTE comprovado que não se transmite HIV compartilhando copo (no caso da Santa Ceia), nadando na mesma piscina (aplica-se ao batismo) e mesmo beijando (no caso do ósculo). Isso já era sabido na década de 90, então nossos líderes estavam sem guia alguma quando criaram e disseminaram esse ensinamento nas CCB's do Brasil.
Você insiste: " estavam sem guia, estavam sem guia, estavam sem guia ..." Vamos supor como verdade que eles estavam sem guia. Sim, e daí? Existem "faltas de guia" que não trazem prejuízo e portanto não merecem nem ser discutidas.
E existem "faltas de guia" que trazem prejuízo. Essas sim, se existissem devem ser discutidas.
No caso do cálice único, a "falta de guia" traz prejuízo? Então, caro Irmão em JESUS, cite o prejuízo para que possamos discutir, sempre com Amor (o ESPÍRITO SANTO DE DEUS nos está olhando dentro de nossos corações).


Porém esse é um caso emblemático, que mostra sim que nossos líderes tem certa preocupação com a possibilidade de transmitir doenças compartilhando o cálice.
É a segunda vez que você fala isso. Louvado seja DEUS que nós reconhecemos essa responsabilidade por parte do Ministério.


Uma fonte confiável me disse uma vez que tem anciães que são a favor de distribuir o vinho em copinhos descartáveis. Inclusive até discutiram isso em reunião. Acontece que um grupo de anciães de determinada região "votou contra" e não houve modificação. Desculpe, perdi a cor original da sua fonte, nessa parte do texto..

Eu pessoalmente acho (achismo meu) que houve muita humildade por parte dos Servos de DEUS que aceitaram o parecer dos que votaram contra. Com certeza alguma razão houve para essa aceitação.
E a decisão final foi: continuará sendo um cálice só.
Ora, Irmão Gurgel em JESUS, nós somos ensinados a obedecer a nossos líderes, e, se eles chegaram à conclusão naquela época (para mim, com a perfeita guia de DEUS) à conclusão de não modificar o ritual da Santa Ceia, nós temos mais é de acatar a decisão de nossos líderes, a quem devemos obedecer, não acha? Ou obedecemos, ou estamos pecando contra a Palavra de DEUS, nessa parte.


Esse mesmo grupo seria responsável por não permitir a volta das irmãs a orquestra, mesmo em regiões onde tem grande necessidade de músicos (Norte e Nordeste).
Se nós estivéssemos num tribunal, nesta hora eu falaria: "Meritíssimo, protesto! O colega está afirmando por insinuações. Que negócio é esse de 'seria´ ? É ... ou não é? "

Como não estamos num tribunal, deixe-me só "aconselhar" o Irmão: "Pare com esse negócio de 'seria' ". Isso poderá causar confusão, coisa que não desejamos, não é?

"Volta" das Irmãs a orquestra? Obedeci a DEUS no Santo Batismo há mais de 36 anos e nunca vi Irmãs na orquestra, a não ser em algumas imagens aqui na internet, em algumas regiões não sei aonde. Bom, de qualquer modo isso não vem ao caso. Mas se você acha que vem ao caso, também podemos "discutir".

Li todas as mensagens, e não consegui ver motivo algum para descaracterizar o sacramento da Santa Ceia.
Desculpe, foi mal. Expliquei-me errado. Desculpe.
Quis falar duas coisas diferentes: 1) que ceia em copinhos separados descaracteriza a Santa Ceia. 2) Sugeri ao caro Irmão que releia as mensagens anteriores para examinar tudo de novo e ver as razões por que não há necessidade (nem pode! - acho eu) mudar para copinhos separados.
Foram dois assuntos diferentes que eu embaralhei num só. Desculpe.


Por acaso o fato de dividir o pão em pedaços e não consumirmos todos do mesmo, representa algum erro? Não. O dividimos em pedaços.
Após a oração, o vinho que está no cálice, é então distribuído nesses copinhos e distribuídos aos irmãos de cada rodada (semelhante ao que fazemos com o pão). Não há problema algum nisso. Se fosse algo obrigatório, seria descrito na bíblia. Acontece que como está escrito "e partindo o pão" os irmãos acabam dividindo em pedaços.
Peço ao querido Irmão em JESUS que releia as partes da Bíblia que falam sobre a Santa Ceia, para que verifique que o ritual da primeira Santa Ceia foi feito com a partição do pão e com um cálice só. Em todas as partes da Bíblia está assim. Em todas.

Como não tem nada escrito sobre o vinho, subentende-se que é obrigatório beber todos no mesmo cálice. Isso é um costume e faz parte da nossa liturgia, porém não há nenhuma recomendação bíblica nessa parte. É tudo questão de achismos.
Não sei se é obrigatório, Irmão Gurgel, mas que a Santa Ceia na Congregação Cristã é muito mais parecida com a Primeira, é sim.

Sei que ao longo do dia e frequentando locais públicos corremos uma série de riscos e as vezes os ignoramos (só para constar eu não tenho cachorro), porém dúvido que se tivermos em um restaurante, e solicitarmos ao garçom um copo e ele pegar um usado da outra mesa, aceitaríamos o copo. Nem eu, nem o irmão e nem o irmão Sergio.
Verdade, só que JESUS não nos deu o mandamento, o sacramento, de que comamos em restaurantes.
E nesse copo não estaria o sangue bedito e sagrado de Nosso SENHOR JESUS para purificar o copo, impedindo a transmissão de qualquer mal que pudesse nos prejudicar.


Na minha comum tem dois irmãos portadores de HIV. Não tenho preocupação alguma de saudá-los e compartilhar o cálice, pois sei que não se transmite. Agora se eu vejo algum irmão com herpes labial na fase em que a ferida abriu, pode ter certeza que ficarei receoso, pois nessa fase a herpes pode facilmente ser transmitida compartilhando o copo. Também acho constrangedor se o cabelo de uma irmã que não o prendeu, mergulhar no cálice, e nossos anciães também o acham, pois solicitaram na minha comum para as irmãs prenderem o cabelo.
Pois é, querido Irmão em JESUS.
Assim como você acha constrangedor o cabelo da Irmã no cálice, muitos Irmãos que não conhecem a comprovação científica de que Aids não pega pelo uso do mesmo copo achariam também constrangedor (para não dizer proibitivo) participarem de um cálice com um Irmão aidético.
Essa talvez seja a razão pela qual houve aquele ensinamento que você citou.

E outra, eu sempre tomei e continuarei tomando Santa Ceia na CCB, mesmo que não mude o sistema.
Louvado seja DEUS!

Porém acho válido trazer essa discussão a tona, pois inclusive nossos anciães já discutiram isso entre eles.
Pessoalmente também acho válido.
Ainda mais que você fala de modo muito bacana em suas mensagens nesta "discussão".

O problema é que quando falamos desse assunto, já vem gente chamando de "sanitarista de plantão", de "fazedor de campanha contra a CCB", "beija cachorros" e etc...
Perdi a sua cor do texto de novo.
Não leve as coisas por esse lado, Irmão. No "beija-cachorro" o Irmão Sergio não se referiu a você, tenho certeza.

O "fazedor de campanha contra nossa Igreja" eu confesso que no início me deu um pouco dessa impressão.
Atualmente não tenho mais essa impressão.

Quanto ao "sanitaristas de plantão" eu achei até bacana a ironia brincalhona do Sergio.
Achei espetacular, mesmo.

Acho muito bacana no meio de uma discussão entre pessoas que se amam uma "apeladinha".
Foi uma mensagem geral do Irmão, mas se fosse comigo eu teria é rido muito.


Agora, com relação a um ensinamento infeliz, ninguem ousa a criticar nossos líderes ou no mínimo dizer que nessa eles erraram. È o tal costume que temos principalmente em São Paulo, que nosso conselho de anciães é INFALÍVEL (o Eklesia mesmo já disse isso no fórum, e ele é um árduo defensor da CCB).
Falível ou infalível, as decisões de nossos líderes têm de ser obedecidas e respeitadas.
Assim nos diz a Palavra de DEUS.

Vá-se entender o ser humano!...
Essa repetição irônica do que foi dito pelo Irmão Sergio também me fez rir muito, desde a primeira vez que você a fez.

DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Sex Dez 09, 2011 8:56 pm

Prezado irmão Gurgel:
O irmão tem-se conduzido com a necessária urbanidade na discussão desse assunto.
Quando uso minhas "ironias" não estou apontando minhas baterias para o irmão, mas para aqueles que lançaram essa questão em forma de uma enorme polêmica e praticamente a "jogaram no ventilador", com a pretensão de "exigir providências do Ministério, bla, bla, bla..."
É com aquele discurso falido e maligno que não concordo.

Se o Ministério assim o considerar, poderá modificar o rito sem perder a sua fidelidade ao original.
Porém, até hoje continua como dantes, e todos permanecemos felizes e saudáveis.
O Ministério é soberano quanto a isso.
Não "infalível" - pois isso não teria precedente algum nas Escrituras - mas soberano no que diz respeito à ritualística adotada em nossa entidade.
(Até mesmo a alegada "infalibilidade" do Papa tem seu campo de aplicabilidade e seus limites bem definidos).
Que Deus nos abençoe a todos.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  izaias em Qua Dez 14, 2011 9:54 am

No mesmo cálice?

Higienicamente não é correto!

Entretanto nosso ministério acha que as palavras ditas: “E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados”. Mateus 26 (27-28).

Conotando a ideia de que todos devem beber no mesmo cálice.

Na minha modesta opinião não concordo!

Naquela ocasião Jesus estava finalizando a Páscoa e instituindo a Santa Ceia, havia apenas 13 pessoas sentadas á mesa, Jesus e seus 12 discípulos, inclusive o traidor Judas que não chegou a beber no cálice, apenas consumiu o pedaço de pão molhado no vinho e logo saiu.

A quantidade de pessoas no recinto (poucas) não deriva tantos problemas ao paço que em quantidade maior como é o nosso caso hoje em dia onde existe congregações que chegam a tomar mais de 1.500 pessoas; isto é discutível devido a tantas doenças transmissíveis via oral.

A oração é feita normalmente com a Jarra maior quando então ao cantar as palavras: “quando o calix vós beberdes, recordai-vos de mim”, no hino 395; então o “derramar” do vinho na Jarra significa o sangue de Jesus derramado na cruz, porque na oração o vinho e não suco de uva, já está significado por sangue.

A liturgia é a mesma porque dos recipientes se derrama na Jarra e desta no calix.

Após então servir em copinhos descartáveis como os de café, não haveria mal algum; cada um pegaria o seu, toma e depois descarta o mesmo vazio no lixo.

A expressão “tomai (bebei) dele todos” estaria se cumprindo normalmente porque quando na oração feita já está o vinho posto sobre a mesa, tanto que ao terminar o serviço o liquido que estiver na jarra deve ser enterrado na terra junto com as sobras do pão, visto que como representa o corpo e o sangue estes deverão ser enterrados.

Outra parte que também não acho certo é o partir do pão pelas mãos nuas do irmão; deveria se usar luvas descartáveis, ou no mínimo que este; alguns minutos antes fizesse uma higiene perfeita e isto não acontece, percebemos que quando se faz este “esmigalhar” do pão o mesmo já está pelo menos uma hora no culto e com certeza coloca a mão em vários lugares é só observar.

Enfim são apenas conjecturas.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Qui Dez 15, 2011 7:50 pm

Não dá para fazer tudo certinho "ao pé da letra".
Nenhuma denominação religiosa consegue fazê-lo em todos os detalhes, e sempre fica faltando ou sobrando alguma coisa.

Para fazer uma reconstituição "fiel ao cenário" teriam de ser tomadas muitas e muitas providências acessórias, as quais no entanto não seriam "fiéis ao contexto".

Louvo a CCB por se prender muito mais ao contexto que a uma mera ritualística baseada em cenário, ou seja, louvo-a por reproduzir da melhor maneira possível a Santa Ceia de Cristo de forma a dar evidência aos seus reais valores e significados espirituais.
Quanto menos se mexer nessa forma, melhor.

Eu até concordaria com o uso de copos descartáveis se isso melhorasse alguma coisa, se deixasse as todas pessoas perfeitamente confortáveis entre a doutrina e o sanitarismo.

De minha parte, tenho Fé suficiente para cear com os demais santos de Deus na certeza de que nada de mal me sucederá pelo uso do calix comum, como vem sendo feito já há 100 anos.

Este assunto é de competência exclusiva do Ministério, mais especificamente do Conselho de Anciães.
Oremos para que o Pai os ilumine sempre, e os instrua naquilo que é bom para a Obra.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  izaias em Sex Dez 16, 2011 9:59 am

Entretanto em 23 de Maio de 2005 na cidade de Maringá no Paraná; já houve comunicado da Secretaria de Saúde referente ao ato da prática deste costume ou (ritual) como chamam. Nossos irmãos do ministério disseram que não há perigo; por via das dúvidas prevenirem é o certo. Como diz o ditado: Bons conselhos e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém!

É certo que não sabemos ou pelo menos não foram registrados (ainda) casos de contaminação oriundos deste procedimento de compartilhar o “cálice”.

Mas também disseram que “adoçante” não fazia mal e já foi constado que o Aspartaime causa câncer.

Sabemos que nosso DEUS é poderoso para nos livrar de todos os males desta vida.

Ficam as perguntas:

Se a ANVISA emitir uma nota proibindo tal ato, devemos atender?

Qual seria então a fórmula de servir o vinho?

Caso alguém mova um processo por ter contraído alguma doença quem paga a conta?

Então não seria o momento dos nossos dirigentes repensarem e mudar a tradição já que o importante é a oração e a fé em nosso coração e não o cálice como um todo?

Estamos adorando um recipiente que na verdade nem é o correto, pois atualmente é feito de vidro e o antigo era de barro, então tradição por tradição deveria ser confeccionado no original.

O fato de Jesus tomar o cálice (tipo de taça não muito grande, geralmente com pé ou haste longa e base redonda, e geralmente usado para tomar bebida alcoólica); servir os discípulos e mandar que estes tomem “dele todos”, não quer dizer que devamos fazer exatamente igual. “Tomar dele, todos” se interpreta que todos devemos tomar do seu conteúdo, não no mesmo recipiente.

A mim me parece que esta tradição é cópia feita da ICAR onde o cálice significa (o recipiente usado para a consagração do vinho, na missa), nem ao menos se faz oração e o único que bebe é o padre, ou seja, apenas ele (se for o caso) tem comunhão. Ai sim conota uma total falta de obediência ao que Jesus disse.

Na nossa doutrina que é fiel à Bíblia Sagrada o ato é feito na conformidade, vejamos o que Paulo disse aos Coríntios:

Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR. I Coríntios 11 (23-29).



Percebemos que da mesma forma que a água do batismo declara ou confessa externamente uma experiência interior de salvação através do sangue do Senhor Jesus, cada observância da Mesa do Senhor é uma poderosa ocasião para a confissão de fé.

“Em memória de mim” envolve mais do que apenas a memória; a expressão sugere um “chamamento ativo à mente”.

A ceia do Senhor não deve ser simplesmente uma lembrança ritual, mas uma confissão ativa, através da qual nós queremos chamar ativamente à memória e atualidade apropriada tudo o que Jesus proporcionou e prometeu através de sua cruz.
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izaias

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Sex Dez 16, 2011 6:35 pm

Entretanto em 23 de Maio de 2005 na cidade de Maringá no Paraná; já houve comunicado da Secretaria de Saúde referente ao ato da prática deste costume ou (ritual) como chamam. Nossos irmãos do ministério disseram que não há perigo; por via das dúvidas prevenirem é o certo. Como diz o ditado: Bons conselhos e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém!
O que realmente aconteceu:
Diante de uma denúncia expressa, a Secretaria de Saúde de Maringá (e não a ANVISA como vem sendo alardeado por aí) emitiu a circular 047/2005/SAM onde informa dos riscos que podem advir da prática de várias pessoas servirem-se de um mesmo recipiente para ingestão de vinho. A mesma circular sugere a adoção de "medidas de prevenção e controle dos fatores de risco"
É certo que não sabemos ou pelo menos não foram registrados (ainda) casos de contaminação oriundos deste procedimento de compartilhar o “cálice”.
Mas também disseram que “adoçante” não fazia mal e já foi constado que o Aspartaime causa câncer.
Sabemos que nosso DEUS é poderoso para nos livrar de todos os males desta vida.
Não existe lugar algum onde estejamos isentos de sermos contaminados por microoganismos.
Não podemos simplesmente parar de tocar as coisas, de comer, de beber ou de respirar.
Até mesmos nas UTIs se pode contrair a tal "infecção hospitalar"...
Certa feita presenciei um farmacêutico amigo meu "totalmente gripado", todo enrolado em um cachecol, de nariz e olhos vermelhos, e no meio de milhares e milhares de comprimidos e outras formas de medicamentos...
Ficam as perguntas:
Se a ANVISA emitir uma nota proibindo tal ato, devemos atender?
A ANVISA não emitirá tal nota, salvo se houver algum surto epidêmico já instalado em algum local.
Nesse caso, deveremos acatar tal documento sem pestanejar, pois a mesma doutrina que nos ensina a ter uma Fé inabalável, igualmente nos ensina a respeitar as leis do país.
Qual seria então a fórmula de servir o vinho?
Isso é assunto do Ministério, no tocante à doutrina. Porém considero que se trata de assunto onde o nome da instituição esteja em jogo, portanto é de competência também da Administração.
Caso alguém mova um processo por ter contraído alguma doença quem paga a conta?
Sempre quem pagará a conta será a irmandade. Não há como ser diferente.
Mas temos de considerar que uma ação judicial nesse sentido não tem muito como prosperar, pois para que tivesse embasamento, muitas pessoas teriam de ter sido contaminadas ao mesmo tempo, para que se pudesse formar prova.
Se dez pessoas tomam do mesmo recipiente e apenas uma contrai alguma enfermidade, não há como provar que tal enfermidade tenha sido contraída em um determinado lugar, em uma determinada ocasião.
Então não seria o momento dos nossos dirigentes repensarem e mudar a tradição já que o importante é a oração e a fé em nosso coração e não o cálice como um todo?
Pode ser. Mas isso realmente é com eles.
Estamos adorando um recipiente que na verdade nem é o correto, pois atualmente é feito de vidro e o antigo era de barro, então tradição por tradição deveria ser confeccionado no original.
Bem, é por isso que insisto em não sermos literais.
Em primeiro lugar, não estamos "adorando" o objeto.
Em segundo lugar, para reconstituir o cenário verdadeiro, estariamos reclinados à mesa (e nem sequer sentados ou ajoelhados, pois não era esse o costume),
Estaríamos comendo pepinos com casca e cortados em quatro, etc, etc., o que realmente não vem ao caso.
Um cálix de barro seria muito mais suscetível de acomodar culturas de microorganismos.
E estando reclinados no chão, a chance de contrairmos alguma enfermidade seria infinitamente maior.
O fato de Jesus tomar o cálice (tipo de taça não muito grande, geralmente com pé ou haste longa e base redonda, e geralmente usado para tomar bebida alcoólica); servir os discípulos e mandar que estes tomem “dele todos”, não quer dizer que devamos fazer exatamente igual. “Tomar dele, todos” se interpreta que todos devemos tomar do seu conteúdo, não no mesmo recipiente
.
O calix de barro de olaria não tinha haste longa, para não se quebrar com facilidade.
Quanto a nos servirmos "de seu conteúdo" e não especificamente "de seu recipiente", concordo.
Aliás, o Sangue do Senhor Jesus é representado em nosso meio pelo cálice, e não pelo vinho como alguns ainda imaginam.
No tocante ao risco de contaminação, e já que o irmão tocou no assunto "cálice" (um outro cálice qualquer, que não seja especificamente o da Ceia), lembro que eles não serviam apenas para servir bebidas alcoólicas, porém também água, quando se estivesse dentro de casa e não junto aos poços.
Aí me lembrei dos antigos poços d'água, onde todas as pessoas de todas as partes - estando sadias ou não - se serviam em uma vasilha comum.
Já pensou quantas pessoas beberam da água do poço de Siloé, onde os enfermos lavavam suas enfermidades?
Ou da água do rio Jordão?
E quantos animais bebiam água diretamente - ou se banhavam - em tais lugares?
A mim me parece que esta tradição é cópia feita da ICAR onde o cálice significa (o recipiente usado para a consagração do vinho, na missa), nem ao menos se faz oração e o único que bebe é o padre, ou seja, apenas ele (se for o caso) tem comunhão. Ai sim conota uma total falta de obediência ao que Jesus disse.
Não temos muito a ver com tal tradição. Aqui todos participamos, da mesma forma.
Mas no meu modesto entendimento, o que é realmente precioso é o Sangue do Senhor Jesus, e não o vaso que o contém.
E como ninguém diz que "o vaso tem poder", mas que "o Sangue de Jesus tem poder", acho que afinal muitas pessoas concordam comigo, sem complicar as coisas desnecessariamente.
Na nossa doutrina que é fiel à Bíblia Sagrada o ato é feito na conformidade, vejamos o que Paulo disse aos Coríntios:
Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR. I Coríntios 11 (23-29).
Certo. Sem comentários.
Percebemos que da mesma forma que a água do batismo declara ou confessa externamente uma experiência interior de salvação através do sangue do Senhor Jesus, cada observância da Mesa do Senhor é uma poderosa ocasião para a confissão de fé.
“Em memória de mim” envolve mais do que apenas a memória; a expressão sugere um “chamamento ativo à mente”.
A ceia do Senhor não deve ser simplesmente uma lembrança ritual, mas uma confissão ativa, através da qual nós queremos chamar ativamente à memória e atualidade apropriada tudo o que Jesus proporcionou e prometeu através de sua cruz.
Bom entendimento.

Que Deus nos abençoe a todos.
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Sergio Teixeira

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  mmmp em Sex Dez 16, 2011 8:27 pm

Irmão Sergio disse:

"Aliás, o Sangue do Senhor Jesus é representado em nosso meio pelo cálice, e não pelo vinho como alguns ainda imaginam. "



Por favor irmão, voce pode me explicar com mais detalhes, como é isso???

De preferencia com citações biblicas ???!!

Deus abençoe!!

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Apenas melhorei o tamanho da letra. LF.

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sab Dez 17, 2011 4:26 am

Quanto mais aproximarmos o nosso ritual ao que está na Bíblia, mais em comunhão nos sentiremos, portanto o cálice deve ser único.

Posso até estar errado, mas acho que esse tipo de coisa (a Saúde se meter), se for para a frente, só acontecerá em caso de perseguição religiosa, por parte de quem que seja.

E não vão ser registrados nunca casos de contaminação, porque o nosso DEUS todo-poderoso não deixará.

Poderá haver, sim, casos de pessoas que citem isso falsamente em processo para ganharem algum dinheiro fácil de indenização, ou mesmo para perseguirem a Igreja do SENHOR.

Se a ANVISA emitir uma nota proibindo tal ato, devemos atender?
Qual seria então a fórmula de servir o vinho?
Se a Anvisa tiver poder de lei, teremos de obedecer.
Lei é lei. Mas podemos a seguir entrar com recursos.
Na minha opinião entraríamos com recursos, até uma decisão finalíssima da Justiça.


Uma vez na Justiça, poder-se-á apresentar a opção de um Irmão ficar limpando o cálice com álcool ou com ... Ih! Agora que está passando pela minha cabeça: o vinho (que não é suco de uva, como em outras Igrejas) contém álcool, e álcool já é um desinfetante.

E o cálice de barro é mais propenso a problemas de germes.

DEUS nos abençoe e a nossas famílias.
Luiz Flavio.


Última edição por Luiz Flavio N. Facci em Sab Dez 17, 2011 5:15 pm, editado 1 vez(es)

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Dez 17, 2011 10:14 am

Irmão Sergio disse:
"Aliás, o Sangue do Senhor Jesus é representado em nosso meio pelo cálice, e não pelo vinho como alguns ainda imaginam. "
Por favor irmão, voce pode me explicar com mais detalhes, como é isso???
De preferencia com citações biblicas ???!!
Deus abençoe!!
Repito o que disse, com todas as as letras, e sem citações bíblicas:
"Aliás, o Sangue do Senhor Jesus é representado em nosso meio pelo cálice, e não pelo vinho como alguns ainda imaginam. "
Em nosso meio, é rigorosamente esse o entendimento doutrinário.
Porém se subentende o conteúdo do cálice, e não o objeto em si.
Não me intrometo nos meandros da doutrina, pois ela já existia quando "entrei" na CCB.
Apenas a pratico, e zelo pelo seu cumprimento em mim mesmo, individualmente.

Já basta eu me intrometer nos assuntos administrativos e me recusar a ser "vaquinha de presépio".
Mas afinal é exatamente para isso que estou em um Conselho Fiscal, e sendo reconduzido ano após ano.
Sou portanto um "xereta" e "intrometido", um verdadeiro "chato de galocha", porém oficial, e não tenho essa atividade como "cargo" ou "função", mas sim como ministério.

Que Deus nos abençoe a todos.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  mmmp em Sab Dez 17, 2011 11:43 am

Irmão Sergio disse:

"Em nosso meio, é rigorosamente esse o entendimento doutrinário."


Acho que estou há 20 anos na Congregação Cristã no Brasil errada então!!

Nunca, nunca ouvi isto do pulpito ou de onde quer que seja!!
É bom saber, pra ficar por dentro da Doutrina!!
Também concordo com calice unico, só não sabia que críamos que o sangue de Cristo é o calice e não o vinho dentro dele, só isso!!

Deus abençoe!!

mmmp

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  cuxita em Sab Dez 17, 2011 2:46 pm

O cálix que vamos beber, diz assim o conhecido hino, e o que bebemos é o vinho. Em Mateus é citado o cálice e o fruto da vide, não bebemos a taça mas bebemos na taça, e o que representa o sangue do nosso Senhor é o que se bebe e não o objeto em que se bebe. Mas o irmão deveria citar sim o embasamento bíblico deste seu ponto de vista, de outra maneira fica sendo a apenas um achismo. O que ouvimos na Santa Ceia é que após a oração o vinho simboliza o sangue, e não o cálice, já ouço e leio isto nas sagradas escrituras a uns 38anos, e participo a 32 anos deste serviço divino.

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Sab Dez 17, 2011 5:26 pm

A Paz de DEUS esteja com todos nós.

Existe uma figura de linguagem chamada metonímia, em que se usa o continente, em vez de conteúdo.

Exemplo:"Bebi o copo (de suco) até a metade."

DEUS nos abençoe.
Luiz Flavio.

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Sab Dez 17, 2011 7:03 pm

Irmão Ciuxita, preste atenção às palavras que vem sendo pronunciadas há muitos e muitos anos.
E não as busque necessariamente no púlpito, mas no ato da Ceia em si.
Elas sempre se referiram ao simbolismo do cálice como representativo do Sangue de Cristo.
Mas o que sempre bebemos na Santa Ceia, foi do seu conteúdo espiritual.
É portanto como o irmão Luiz Flavio explicou.

"Palavras" por vezes nos pregam peças;
Saiba que em Francês ninguém come pão ou carne, ou bebe água, por exemplo, mas sim do pão, da carne, da água, etc.
Dessa forma, tomamos do cálice (o seu conteúdo, a saber, do fruto da vide - o vinho - e não o fruto da vide - a uva).

Mas não tem nada a ver com o meu ponto de vista. Por mim, se possível, eu até colocaria em palavras mais simples, de maneira que todos entendessem.
Não sou eu que entendo assim; A doutrina é que é assim,que explica dessa forma.
Portanto não sou eu que ficarei devendo o embasamento biblico que o irmão tanto procura.

Aliás, não devemos procurar "embasamento bíblico" para tudo, pois nem sempre o encontraremos, seja nesta ou em quaisquer outras igrejas, pelo menos no tocante à literalidade.
Por outro lado, outros detalhes históricos estarão subentendidos e jamais declarados no texto.
Um exemplo? A bíblia em momento algum fala em "cerveja", mas sim no "fermento".
E como fazer o fermento biológico ("Saccharomyces cerevisiae") sem antes fazer a cerveja?
Esta, por sua vez, já era produzida tanto por babilônios quanto por egípcios, e é evidente que o povo de Deus já conhecia aquela bebida.
(O tal Saccharomyces cerevisiae é um microorganismo que resulta da fermentação da cevada durante a fabricação da cerveja).*
O que importa é o valor espiritual do rito, e não a mera reconstituição de um cenário, mesmo que de forma absolutamente fiel aos mínimos detalhes, com apenas homens cabeludos e barbudos, vestidos de túnicas e reclinados em volta da mesa, com vinho servido em odres e vertido em um único cálice, e comendo pepinos crus com casca, cortados em quatro.
Na verdade, a imagem que tem sido fixada em nossas mentes é a representação artística de autoria de Leonardo da Vinci, que retrata pessoas de olhos azuis (biotipo europeu e não judaico), sentadas à mesa no mais completo estilo europeu, faltando apenas "as facas e os garfos" (que evidentemente ainda não existiam àquela época)...

Muitas coisas nas igrejas por aí - inclusive na CCB - estarão em um suposto "desacordo", o qual nem sempre vem a ser "maléfico" para o Povo de Deus. Basta para isso que o nosso entendimento se volte para o real ensinamento contido no contexto, e não na forma rígida das palavras empregadas pela descrever tais coisas.
Conforme já disse antes, se prestarmos artenção apenas ao fato de que os assim-chamados "10 talentos" são apenas 8, e não atentarmos para a lição que nos dá o Mestre através dessa parábola, de nada ela serviria para nossa edificação.


* Hoje em dia já se pode fazer uma cultura de Saccharomyces cerevisiae sem a necessidade de "fazer cerveja", apenas deixando levedar a cana de açúcar.
Hmmm, menos!
"Saccharomyces" sim, por ser um sacaroma, mas do gênero "cerevisiae", é claro que não.
Justamente "cerevisiae" quer dizer "da cerveja", "originário da cerveja", "proveniente da cerveja".
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  izaias em Dom Dez 18, 2011 8:36 am

O Cálice do vinho.

Mateus 26

27 E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;

28 porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.

29 E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.

Ver também I Coríntios 11 (25~29).

Entendemos que Jesus tomou o cálice que continha vinho. Ele mesmo disse que era o cálice do Novo Testamento, e ordenou que todos bebessem dele.

“Fruto da vide (uva)”: (o mesmo que videira, vara de videira que é plantada para reproduzir a planta). Popular coloquial (cordão placentário ou umbilical).


Botânica: Fruto da videira; pequena baga, disposta em cachos, sucosa, rica em açúcar, de cor, sabor e grau de acidez bastante variável conforme a espécie ou o cultivar, comestível ao natural ou seca, em geleias e doces, e da qual também se fazem o vinho e o vinagre.

Isto o Senhor estava dizendo para que bebesse do vinho, o fruto da vide (uva). O Senhor escolheu justamente o vinho para simbolizar o seu sangue não porque ser o vinho vermelho; pois existem vinhos brancos e rose. Todos feitos da vide; se analisarmos o processo que passa a vide para depois tornar-se um bom vinho, compreenderemos então o significado deste simbolismo.

O processo: A vide colhida é depositada no lagar: (tanque em que se espremem frutos, especialmente uvas e azeitonas; oficina com as instalações próprias para esse procedimento; lagar de vinho) onde vai ser amassada, para que verta então o seu suco. Ficando a mesma em estado de mosto deixa-se descansar para que seja fermentada, pois se não houver fermentação então continuará apenas como mosto, suco. Após a fermentação a mesma é peneirada e colocada em um barril, onde ficará o tempo que for necessário até ser utilizado.

O processo da crucificação: Então compreendemos que o Senhor Jesus, foi humilhado, surrado, ferido, crucificado e morto, depois sepultado onde ficou até sua ressurreição. O Senhor então após ressuscitar trouxe vida para todos quantos crêem em seu nome. Do mesmo modo o Senhor crucificado, deixou verter o seu sangue, depois retirado da cruz, o mesmo foi colocado para repousar numa sepultura, mas ao terceiro dia ressuscitou.

Este mesmo Senhor depois de ter ressuscitado apresentou-se aos seus discípulos, e ainda mais de 120 irmãos dando-lhes alegria, ficou com eles 40 dias, então subiu aos céus.

Concluímos então que o vinho é o símbolo do sangue de Cristo.

Devemos então na Santa Ceia apresentar o Pão e o Cálice do vinho como diz as Escritura: Examine-se o homem a si mesmo, coma deste pão e beba deste cálice.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Sergio Teixeira em Dom Dez 18, 2011 9:12 am

O vinho contido no cálice, é o que efetivamente bebemos.
Quando comemos ovos, também se depreende que nos alimentamos de seu conteúdo (claras e gemas) e não necessariamente das cascas.

Da mesma forma, o Senhor carregou "o madeiro da cruz" (um mourão de madeira de aproximadamente 2 metros de comprimento) e não "a cruz" literalmente (aquele mourão mais a estaca certical, esta com mais de 5 metros de altura, fora a parte que ficou abaixo do solo ), embora tenha carregado por toda a sua vida, uma Cruz, esta subjetiva.
A cruz completa (em seu aspecto literal), para ser movida, dependia da ação combinada de muitas pessoas fortes.

Alimentar-se com o fruto da vide é comer a uva em seu estado natural.
Usar do fruto da vide pode ser a mesma coisa, mas também usar-se de um subproduto daquele fruto (suco, refresco, ou neste contexto, o vinho da Ceia).
O símbolo porém continua sendo o cálice, porque o cálice tem uma forma, de melhor representação, pois o vinho em si é disforme.

Podemos simbolizar a água através da figura de uma gota, mas não poderíamos simbolizar o vinho assim.
O Símbolo representativo do fruto da vide seria obviamente um cacho de uvas.
Mas o símbolo do vinho é naturalmente o cálice.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  izaias em Dom Dez 18, 2011 11:07 am

Então acho que devemos entender primeiro o que significa a SANTA CEIA.

É o rito pelo qual o homem demonstra que está permanecendo fiel a Cristo e, é administrada periodicamente, simbolizando a necessidade de alimentarmos sempre a vida espiritual que um dia começou em nós. Também chamada Mesa do Senhor e Eucaristia, isto é, Ação de Graças é em geral chamada ceia porque foi instituída por Cristo em sua última ceia, e ainda a representa, e porque nela os fiéis são espiritualmente alimentados. É também uma celebração memorial da morte e ressurreição de Cristo. Também é chamada de "comunhão", "ceia do Senhor", e "Eucaristia" (Católicos e Ortodoxos). O nome; "Santa Ceia" é geralmente usado na Igreja Evangélica e algumas outras comunidades cristãs.



A celebração.

Segundo os cristãos evangélicos, o pão usado na celebração representa o corpo sem pecado, que Cristo ofereceu na cruz como resgate. O vinho representa seu sangue derramado (ou seja, a sua vida perfeita), para remissão da humanidade condenada ao pecado herdado e morte. A Bíblia não específica quantas vezes ao ano se devem celebrar a "Santa Ceia". Algumas religiões cristãs celebram-na diariamente ou semanalmente (católicos romanos, por exemplo), outras duas vezes ao mês (a maioria das denominações da Igreja Evangélica), mensalmente, bi-mestral, ou anualmente (Testemunhas de Jeová e Congregação Cristã no Brasil). A Santa Ceia é uma das celebrações mais importantes no Cristianismo, principalmente para os evangélicos.



A visão do Catolicismo Romano e das Igrejas Ortodoxas Orientais.

Estas Igrejas ensinam que pão e o vinho da ceia do Senhor são “transformados", "transmutados" ou "transubstanciados" no verdadeiro corpo e sangue de Cristo após a consagração e/ou invocação do Espírito Santo (epiclese) realizado pelo sacerdote na celebração da Missa ou da Divina Liturgia. O pão não é mais pão, e sim corpo; o vinho não é mais vinho e sim sangue tornados presentes através do sacrifício místico e incruento de Cristo renovado e atualizado nos altares. A própria Missa é considerada um “sacrifício” (sacrifício missae).



A visão dos Luteranos.

As Igrejas Luteranas ensinam que o corpo e o sangue de Cristo estão presentes no pão e no vinho (consubstanciação) Ensinam que o verdadeiro corpo e sangue de Cristo estão juntamente com, sob e nas espécies do pão e do vinho.



A visão Reformada (Calvinista).

As Igrejas Reformadas ensinam a doutrina da "Presença Real", isto é, Cristo está realmente presente de forma espiritual na santa ceia. Segundo esta doutrina, o corpo e sangue de Cristo estão no pão e no vinho apenas em sentido sacramental, ou seja, não se encontram localizados corporal ou espiritualmente nestes elementos. O pão e o vinho oferecidos pelo ministro são sinais visíveis que representam de modo exterior e sacramental o verdadeiro corpo e sangue de Cristo. Ao mesmo tempo, por obra do Espírito Santo, acredita-se que os comungantes (aqueles que recebem a comunhão) recebem de modo espiritual, através da fé, a verdadeira carne e sangue do Senhor. Assim sendo, o verdadeiro corpo de Cristo não pode ser comidos pela boca. Ele é comunicado espiritualmente ao crente através da fé.



A visão memorialista (Zuwingliana) da Santa Ceia.

A Santa Ceia é o símbolo do Sacrifício de Cristo. Não acredita ser realmente o corpo e o sangue porque Jesus disse "fazei isto em memória de mim". Com base nisso, dizem ser um ato simbólico: o pão (corpo de Cristo) e o vinho (sangue de Cristo) são celebrados em memória do ato de salvação de Jesus Cristo. É celebrada normalmente uma ou duas vezes ao mês. Todos os membros que estão em comunhão com a Igreja (batizados em nome do Pai, do Filho de do Espírito Santo) participam, comendo o pão (sem fermento) e bebendo o vinho (suco de uva). A da palavra 'memorial', que significa algo para ser lembrado. Se for para lembrar, o pão não pode ser o corpo nem o vinho (ou suco de uva) o sangue de Cristo. Segundo o memorialismo Jesus quis dizer "fazei isto para lembrar-se de mim". Ao contrário dos católicos que crêem na "transubstanciação" (transformação de uma substancia em outra), alguns cristãos evangélicos não acreditam que o pão se transforma no corpo nem um vinho se transformam no sangue de Cristo. Ambos os argumentos baseiam-se em interpretações divergente das palavras de Jesus Cristo no evangelho.



Na Bíblia.

Jeremias 31

31 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá.

32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para tirá-los da terra do Egito; porque eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.

33 Mas; este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração e eu serei o seu DEUS e eles serão o meu povo.

34 E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.

O centro da profecia de Jeremias é o concerto novo que DEUS fará com o seu povo, perdoando os seus pecados, colocando a lei no seu interior e a escrevendo no seu coração, de modo que todos conheçam a DEUS. A passagem é citada na íntegra no NT. Esta é claramente uma profecia messiânica que se refere à época da Igreja. Farei, Literalmente “cortarei”. A casa de Israel, Judá é, em grande parte, a Igreja. No seu interior significa internalizar a lei, enquanto no seu coração confere as condições efetivas de vida.



Mateus 26

26 E, quando comiam, Jesus tomou o pão e abençoando-o o partiu e o deu aos discípulos e disse: Tomai comei, isto é o meu corpo.

27 E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;

28 Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.

29 E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.

30 E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.



Na noite de quinta feira, Jesus observa a refeição da Páscoa com seus discípulos. No dia seguinte ele concluiria a redenção, que a Páscoa prenunciava; daqui por diante, a Ceia do Senhor substituiria o banquete de Páscoa como comemoração de uma libertação ainda maior.

O hábito de mergulhar pão na mesma vasilha de molho indicava confiança e intimidade, o que tornava a ação de Judas ainda mais traiçoeira. A traição era necessária para concluir o objetivo de Jesus, mas de forma alguma diminuiria a culpa do traidor. Judas não estava presente quando Jesus instituiu a Ceia do Senhor. O pão e o vinho são símbolos para lembrar os seguidores de Cristo através dos séculos de seu sacrifício redentor, para o Novo Testamento.



Ceia do senhor.

Ceia: do Latim Coena. Substantivo feminino, refeição que se toma à noite, depois do jantar, e que é, geralmente, a última do dia; à moda antiga, era a refeição que modernamente se designa por jantar; quadro que representa a última ceia de Cristo com os seus discípulos.



A ceia do Senhor não apenas relembra os participantes da morte redentora de Jesus; ela antecipa seu retorno, quando a ceia memorial cederá lugar às festividades da festa de casamento do esposo. DEUS instaura a nova aliança de forma soberana. Jesus usou a ocasião da refeição da Páscoa para instaurar a nova aliança. O simbolismo da refeição da Páscoa em face à antiga aliança estava prestes a ser satisfeito através da crucificação de Cristo. Nesse momento histórico, Jesus transformou o significado dos elementos da refeição da Páscoa no pensamento da nova aliança. O pão agora representava seu corpo, que seria oferecido, e a taça, seu sangue, que seria vertido pelo perdão dos pecados. As exigências sagradas de DEUS e da antiga aliança estavam prestes a ser satisfeitas para sempre. Estava sendo preparada uma maneira nova e viva da presença e provisão de DEUS através de Cristo, o cordeiro de DEUS. Uma nova e eterna ligação estava sendo estabelecida pelo sangue de Jesus Cristo. DEUS estava instaurando soberanamente a nova e última aliança. Era costumeiro terminar a refeição da Páscoa cantando o Hallel, uma parte de Salmos 115 (118).

Trata-se da ceia do Senhor de um modo distinto em cinco passagens do NT: nas três narrativas dos Evangelhos, quando se referem à sua instituição em I Coríntios 10 e 11. Os nomes pelos quais é conhecida esta ordenação no NT são:



“Partir do pão”.

ATOS 2

42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

“Ceia do Senhor”.

I CORÍNTIOS 11

20 De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor.



Esta cerimônia foi instituída na véspera da morte de Jesus Cristo, e na presença dos seus discípulos mais intimamente a Ele ligados, mostrando isto que só podiam tomar parte naquele ato os que já estavam instruídos nas doutrinas do Mestre, e não os que se andavam preparando para ser do número dos crentes.

Há uma estreita conexão entre a ceia do Senhor e a morte de Cristo e é essencial estudar todas as passagens que derramam luz sobre a sua morte. Ele havia simbolizado antecipadamente a sua morte em linguagem altamente metafórica. Foi em Cafarnaum, cerca de um ano antes da Sua crucifixão, que Cristo proferiu o seu mais completo ensinamento a respeito da sua morte.



João 6

48 Eu sou o pão da vida.

49 Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram.

50 Este é o pão que desce do céu para que o que dele comer não morra.

51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.



Duma maneira solene e enfática ele afirmou que era o pão do céu para vida do mundo e que era absolutamente necessário que cada um comesse a sua carne e bebesse o seu sangue para receber e conservar a vida eterna. E assim Ele ensinou a absoluta necessidade de participar da sua morte para a posse da vida eterna. Este discurso em Cafarnaum foi principalmente dirigido a incrédulos, e a certos indivíduos que eram crentes de nome. Em vista da clara referência feita à Sua morte, vê-se logo a relação entre aquelas suas palavras e a ceia do Senhor instituída na véspera da Sua paixão. Essa relação é a de ser uma verdade universal com particular aplicação a ceia é um meio pelo qual os discípulos de Cristo podem apropriar a si mesmos o beneficio da Sua morte. Tanto o discurso como a ceia se referem à mesma coisa a cruz.

Numa clara exposição a tinha anunciado explicando que esse fato era “pela vida do mundo”, pois ia “dar a sua vida em resgate por muitos”.



Mateus 16

21 Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.

Mateus 20

28 Bem como o Filho do homem; não veio, para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.



Vamos, agora, examinar nos seus pormenores a linguagem de Cristo na instituição da ceia. A instituição foi imediatamente depois da refeição da Páscoa.



Mateus 26

26 E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei isto é o meu corpo.

27 E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;

28 Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.



As palavras: “isto é meu corpo” referem-se àquele pedaço de pão que Jesus deu a seus discípulos e estão elas em conformidade com as usadas pelos judeus por ocasião da sua Páscoa. Este é o pão da aflição que os nossos antepassados comeram na terra do Egito. E por isso a frase de Jesus tem esta significação. Este bocado de pão representa o Meu corpo, que é dado por vós. O termo “aliança” traz à memória fatos e promessas do A.T especialmente a nova aliança, anunciada por Jeremias.



Lucas 22

19 E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.

20 Semelhantemente; tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.



Em memória de mim quer dizer “para recordação”, sendo a lembrança do fato o fim primário e fundamental da instituição.

Fazei isto significa “praticai este ato”.

Passando dos Evangelhos para as Epístolas, achamos um ou dois pontos adicionados às palavras da ceia na narração de Paulo.



I Coríntios 10

16 - Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?



Isto quer dizer: “o cálice sobre o qual é pronunciada a bênção”.

No NT nunca a bênção se acha associada com as coisas como sendo o seu objeto, mas somente com DEUS, como sendo Aquele, o Único Ser, a quem bendizemos e glorificamos.

A comunhão do corpo de Cristo: significa a participação com outras pessoas do que é “comum”. Deste modo Paulo segue de um modo restrito a primitiva instituição, relacionando a ceia com a morte de Cristo.



I Coríntios 10

21 - Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.



Note-se que o Apóstolo usa o termo mesa, e não altar, para a ceia do Senhor.

Mesa: móvel formado por uma superfície horizontal plana, sustentada por um ou mais pés, sobre a qual se põe o necessário para refeições, trabalho etc.

Altar: mesa usada para cerimônia religiosa, esp. em missas; espécie de mesa de pedra usada para sacrifícios religiosos.



I Coríntios 11

26 - Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.



O Apóstolo avisa para que, na Santa Ceia; ninguém coma nem beba indignamente, isto é, que ninguém deixe de considerar a significação sagrada e solene do que o Senhor instituiu. Visto que, quem de um modo indigno participa “será réu do corpo e do sangue do Senhor”, isto é, réu por profanar os meios divinos da nossa redenção, o próprio Senhor. Deve haver um determinado exame e discernimento isto quer dizer que cada um deve discernir espiritualmente o fim sagrado e os desígnios do ato. São estas as passagens do NT que se referem à ceia do Senhor.

Em todo o ensinamento da Sagrada Escritura se nota a extrema simplicidade da instituição: “o lugar era uma casa e não um templo”.

As pessoas eram simples, judeus; “a hora era à tarde”; “as circunstâncias eram as de uma refeição social”, fazendo ver uma família que se reunia por ocasião da Páscoa. A ideia fundamental da ordenação acha-se nestas palavras de Jesus: “Fazei isto em memória de mim”.

Recordamos o Salvador e o Seu sacrifício para o nosso bem. Mas o pão deve ser comido e o vinho deve ser bebido, isto quer dizer que não se trata simplesmente de uma lembrança, mas de uma aplicação a cada crente. Devemos, em nosso coração, alimentar-nos dele por fé, praticando o ato não em segredo e isoladamente, mas em companhia de outros, pois confessamos a nós próprios e aos que comungam conosco a nossa confiança no sacrifício expiatório de Cristo.

Realizamos, então, a posse em comum de tudo o que o Calvário significa, manifestando igualmente a nossa unidade com Aquele que morreu na cruz.

Tanto Jesus, como Paulo, relacionam de um modo precioso aquele ato com o futuro, com o segundo advento e nós proclamamos a Sua morte “até que Ele venha”. Desta forma a Santa Ceia envolve, simboliza e apresenta o Evangelho inteiro em miniatura, Cristo para nós, oferecido no Calvário, Cristo em nós, apropriado por fé, Cristo entre nós, sendo o nosso centro de unidade, Cristo vindo, como nosso Senhor e Rei. E assim a ceia do Senhor revela e exprime a totalidade da salvação.



I Coríntios 11

20 De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor.

21 Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro se embriaga.

22 Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de DEUS, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo.



Partido por vós refere-se ao papel substitutivo de Jesus como Salvador, bem como daquele que suportou nossa dor e enfermidades.

Em memória de mim é um apelo para manter o propósito e a vitória de sua cruz em foco. Não é uma exigência para morbidamente novamente decretar o Calvário, mas para celebrar sensivelmente o triunfo cristão aqui.

O novo testamento, selado pelo sangue de Jesus, foi profetizado em Jeremias. Esse testamento era novo em sua natureza e conteúdo, garantindo o perdão dos pecados e escrevendo a lei de DEUS no coração dos crentes. O antigo sistema ritual é substituído pelo evangelho de Cristo, que ele estabeleceu através de sua morte.

O argumento descreve indignamente como uma atitude de divisão que profana o significado da Ceia do Senhor. Não se refere a uma pessoa examinando sua caminhada diária com Jesus, de modo a determinar seu valor para participar da comunhão. Participar de modo “digno” é atribuir todo o valor da obra de redenção de Cristo à sua ação, participar com fé em seu perdão total, aceitação total e total poder de restaurar, fortalecer e curar.

O corpo do Senhor refere-se ou ao corpo físico de Jesus ou ao corpo coletivo de Cristo, a Igreja. Da mesma forma que a água do batismo declara ou confessa externamente uma experiência interior de salvação através do sangue do Senhor Jesus, cada observância da mesa do Senhor é uma poderosa ocasião para a confissão de fé. Na ordenança, o cristão confessa perante todo o céu que ele não apenas creu, mas também que não se esqueceu. “Em memória de mim” envolve mais do que apenas memória; a expressão sugere um “chamamento ativo à mente”.

A palavra “porque” introduz o motivo de a Ceia ser continuamente repetida. Trata-se de um sermão representado, pois “anuncia” a morte do Senhor. O ato externo de fé, quando são tomados o pão e o cálice, é explicitamente considerado uma confissão ininterrupta e ativa, (anunciais). Cada ocasião de compartilhamento é uma ocasião para dizer, proclamar ou confessar de novo: “Eu, por meio desta, me apodero de todos os benefícios da redenção total de Jesus Cristo para minha vida, perdão, integridade, força, saúde, suficiência”.

A Ceia do Senhor não deve ser simplesmente uma lembrança ritual, mas uma confissão ativa, através da qual você querer chamar ativamente à memória e atualidade apropriada tudo o que Jesus proporcionou e prometeu através da cruz.



A instituição da Santa Ceia.

A Santa Ceia foi instituída pelo nosso Senhor Jesus Cristo. Tal como o Apóstolo Paulo ensinou a igreja de Corinto e mais tarde lhes escreveu uma carta detalhando a maneira de celebrar a Santa Ceia do Senhor.



I Coríntios 11

23 Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;

24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

25 Semelhantemente também, depois de cear, tomaram o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.

26 Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anuncia a morte do Senhor, até que venha.

27 Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.

28 Examinem-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.

29 Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR.

30 Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.

31 Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.

32 Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

33 Portanto, meus irmãos, quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos outros.

34 Mas, se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos ajunteis para condenação. Quanto às demais coisas; ordena-las ei quando for.



Notamos que Paulo ensinou aos coríntios, aquilo que recebeu do Senhor, e Paulo não tinha nenhuma intenção de ensinar algo de si mesmo. Na noite em que o Senhor foi traído, estava junto aos discípulos comemorando a Páscoa dos Judeus; que na verdade foi à última Páscoa, pois dali em diante Cristo instituiria o Novo Testamento. Então deixou o Senhor instituída a Santa Ceia para que todos quantos creiam em Jesus Cristo, como seu salvador, coma do pão e beba do cálice para recordar a sua morte.

Como vemos a Santa Ceia não é apenas uma comemoração tal como a Páscoa. Ainda que se analisarmos o sentido espiritual de ambas, veremos que são de ritual parecido, porém com uma definição oposta, apesar da semelhança.



Páscoa. Festa anual judaica comemorativa da fuga dos hebreus do Egito. Festa da primavera do antigo povo hebreu, na época pré-mosaica. A Páscoa era celebrada para que o povo de Israel comemorasse a sua saída do Egito, e lembrasse que DEUS feriu os Egípcios com a morte dos primogênitos, poupando, porém todo o povo de Israel.



Êxodo 12

11 Assim, pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR.

12 E, eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.

13 E aquele sangue vos serão por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.

14 E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

15. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel. 16 E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontará para vós. 17 Guardai, pois a festa dos pães ázimo, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.

18 No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimo até vinte e um do mês à tarde.

19 Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.

20. Nenhuma coisa levedada; comereis, em todas as vossas habitações comereis pães ázimo.

26 E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? 27 Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.



Esta festa dos pães, ázimo ou Páscoa (não fermentado) pão ázimo, massa ázima; também se diz asmo; a festa dos ázimos, a páscoa dos judeus; os judeus não podem comer durante a sua páscoa outro pão que não o ázimo; grego: Azymo (sem fermento), pelo latim Azymum. Ficou como estatuto perpétuo para o povo de Israel somente. Então o Senhor Jesus também celebrou a páscoa, naquela noite em que foi traído, cumprindo assim, a lei Mosaica. Pois como ele próprio disse:

Não cairá nenhum jota e nenhum til se omitirá da Lei sem que tudo seja cumprido. (Mat. 5 18).

Isto nos mostra que tudo quanto foi escrito na Lei, nada caiu por terra. Tudo foi cumprido. Tudo o que foi escrito a respeito da obra de salvação, da missão do Messias, deveria ser cumprido de que o Senhor haveria de ser preso, crucificado, morto e depois ressuscitaria. Até que tudo isto não fosse cumprido, nada se omitiria da Lei. Tendo o Senhor cumprido toda a lei até na sua ressurreição, Ele se fez o cumpridor de toda a Lei.

João 7

8 Subi vós a esta festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda o meu tempo não está cumprido.

Isto aconteceu quando os judeus subiam a Jerusalém para a festa do tabernáculo. Jesus não queria estar em Jerusalém antes do seu tempo determinado. Vemos, portanto que, quando Jesus subiu a Jerusalém, foi aclamado como um rei pelo povo, e ali cumpriu a sua missão, o seu tempo.
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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  Luiz Flavio N. Facci em Dom Dez 18, 2011 11:55 am

A Paz de DEUS esteja conosco.

No post acima do Irmão Izaias aprendi uma coisa muito importante.
Isso acontece muito com mensagens de todos os Irmãos foristas aqui.
Não vou falar o que aprendi. Guardarei para mim mesmo.

Quando participo da Santa Ceia, ou quando penso nos Irmãos participantes da mesma, sempre sinto no mais profundo do meu coração que estou comendo do próprio Corpo do SENHOR JESUS, e bebendo do próprio Sangue do SENHOR JESUS.

Não vêm, mas quase que vêm, lágrimas aos meus olhos e vem um rebuliço santo dentro de mim só de me lembrar da Santa Ceia.

Para mim, é o próprio Corpo e o próprio Sangue do SENHOR.

Agora, esse Corpo e Sangue a que me refiro são Corpo e Sangue espirituais, não sei explicar.

DEUS nos abençoe e a nossas famílias.
Luiz Flavio.

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

Mensagem  cuxita em Dom Dez 18, 2011 2:36 pm

I. Izaias, DEUS abençoe pelas postagens, muito bem explicadas.

cuxita

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Re: SANTA CEIA, SERIA ERRADO TODOS BEBEREM NO MESMO CÀLIÇE?

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